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05/10/2010

Texto Narrativo – o que é?

clip_image002 Narrar – É contar uma história, um facto, um acontecimento, quer dizer, fala do que acontece a uma ou várias personagens.

 

1- Estrutura da narrativa : Normalmente um texto narrativo organiza-se em três partes:

  1. Introdução - apresenta a situação inicial, localiza a acção ( onde e quando se passa a história), descreve as personagens – geralmente estas informações são dadas na introdução.
  1. desenvolvimento – conta a acção propriamente dita ( Por exemplo: quando acontece na história um problema que é preciso resolver – tudo o que se passa a seguir é já o desenvolvimento.
  1. Conclusão – apresenta o final da acção ( Por exemplo - quando se encontra a solução para um problema chega ao fim a história – é a conclusão.

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A um texto com estas características damos o nome de narrativa fechada.

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Quando não conhecemos a conclusão, dizemos que se trata de uma narrativa aberta.

2- Localização da acção:

clip_image001 No espaço – Onde?

 

clip_image001[1] No tempo – Quando?

3- Autor:

É a pessoa que imagina a narrativa.

Exemplo: «A rosa vai passando para as minhas mãos as bolas coloridas, longos fios prateados e dourados [...]».

 

4- Narrador:

É um ser imaginário, criado pelo autor a quem cabe contar a história. O narrador pode ser:

  • Participante ou presente (se participa na história como personagem)
  • Não participante ou ausente ( se se limita a contar a história, sem participar nela).

5- Personagens:

Pessoas que vivem os acontecimentos que são contados no texto.

Atenção! Por vezes as personagens podem ser animais ou coisas.

 As personagens podem ser:

 

  • Principais - (herói ou heroína da acção)
  • Secundárias - (têm um papel menor na história)

07/01/2010

CATEGORIAS DA NARRATIVA



CATEGORIAS DA NARRATIVA 
A narrativa, como qualquer outro texto literário, obedece ao esquema apresentado atrás: pressupõe sempre a existência de um emissor (autor) e de receptores (leitores), enquanto o texto narrativo é a mensagem.
Mas a narração é também ela um acto comunicativo. Encontramos aí um emissor (designado narrador), receptores (os narratários), uma mensagem (o discurso narrativo que recria a história). Essa história recriada pelo discurso do narrador contempla uma acção, envolvendo personagens e decorrendo em certos espaços e ao longo de um certo período de tempo. Narrador, narratário, acção, personagens, espaço e tempo são as chamadas categorias da narrativa.
Portanto, no género narrativo encontramos de facto dois actos comunicativos, estando um encaixado no outro. É o que se pretende mostrar com o seguinte esquema:
Autor
-->
Narrativa
Narrador
> 
Discurso
> 
Narratário
-->
Leitor
Analisemos mais pormenorizadamente cada uma dessas categorias.
Narrador
É a entidade responsável pelo discurso narrativo, através do qual uma "história" é contada. O narrador nunca se identifica com o autor: este é um ser real, enquanto aquele é um ser de ficção, uma "personagem de papel" que só existe na narrativa. Pode ser exterior à "história" que narra ou identificar-se com uma das personagens (presença) e só pode contar aquilo de que teve conhecimento (ciência).
Presença
NARRADOR PARTICIPANTE
Autodiegético
O narrador identifica-se com a personagem principal. A narração é feita na 1ª pessoa.
Homodiegético
O narrador identifica-se com uma personagem secundária. A narração é feita na 1ª pessoa.
NARRADOR NÃO PARTICIPANTE
Heterodiegético
O narrador é totalmente alheio aos acontecimentos que narra. A narração é feita na 3ª pessoa.
Ciência (ponto de vista)
Focalização omnisciente
O narrador revela um conhecimento absoluto, quer dos acontecimentos, quer das motivações. É capaz de penetrar no íntimo das personagens, revelando os seus pensamentos e as suas emoções.
Focalização externa
O narrador é um mero observador, exterior aos acontecimentos. Narra aquilo que pode apreender através dos sentidos: descreve os espaços, narra os acontecimentos, mas não penetra no interior das personagens.
Focalização interna
Este tipo de focalização distingue-se da "focalização externa, porque o narrador adopta o ponto de vista de uma personagem, narrando os acontecimentos tal como eles foram vistos por essa personagem.
Narratário
Enquanto a existência do narrador é evidente, a do narratário é menos visível. É que o narrador revela sempre a sua presença, através do discurso que elabora (se existe uma narração, ela é da responsabilidade de alguém), enquanto o narratário pode ser explicitamente identificado pelo narrador, ou, o que é mais frequente, ter apenas uma existência implícita. Normalmente, não encontramos ao longo do discurso do narrador nenhuma referência ao destinatário do discurso (narratário), o que leva a que a sua existência seja frequentemente ignorada. Mas na realidade existe sempre um narratário, cuja existência é exigida pela própria existència do narrador, já que quem narra narra para alguém. O narratário nunca se confunde com o leitor/ouvinte.
Acção
Por acção, entendemos o conjunto de acontecimentos que se desenrolam em determinados espaços e ao longo de um período de tempo mais ou menos extenso.
Acção principal – É constituída pelo conjunto das sequências narrativas que assumem maior relevo.

Acção secundária – É constituída por sequências narrativas consideradas marginais, relativamente à acção principal, embora geralmente se articulem com ela. Permitem caracterizar melhor os contextos sociais, culturais, ideológicos em que a acção se insere.
Sendo a acção um conjunto de sequências narrativas, existem vários possibilidades de articulação dessas sequências.
Encadeamento – As sequências sucedem-se segundo a ordem cronológica dos acontecimentos:
S1
-->
S2
-->
S3
-->
S4
-->
Sn
Encaixe – Uma acção é introduzida no meio de outra, cuja narração é interrompida, para ser retomada mais tarde:
A
-->
B
-->
A
Alternância – Duas ou mais acções vão sendo narradas alternadamente:
A
-->
B
-->
A
-->
B
-->
A
Personagens
As personagens suportam a acção, visto que é através delas que a acção se concretiza. Elas vão adquirindo "forma" à medida que a narração evolui, num processo designado por caracterização.
Caracterização directa – Os traços físicos e/ou psicológicos da personagem são fornecidos explicitamente, quer pela própria personagem (autocaracterização), quer pelo narrador ou por outras personagens (heterocaracterização).
Caracterização indirecta – Os traços característicos da personagem são deduzidos a partir das suas atitudes e comportamentos. É observando as personagens em acção que o leitor constrói o seu retrato físico e psicológico.
Relevo
Personagem principal
(protagonista)

Assume um papel central no desenrolar da acção e por isso ocupa maior espaço textual.
Personagem secundária
Participa na acção, sem no entanto desempenhar um papel decisivo.
Figurante
Não tem qualquer participação no desenrolar da acção, cabendo-lhe apenas ajudar a compor um ambiente ou espaço social.
Composição
Personagem redonda
(modelada)

É dinâmica; possui densidade psicológica, vida interior, e por isso surpreende o leitor pelo seu comportamento.
Personagem plana
(desenhada)

É estática; caracteriza-se por possuir um conjunto limitado de traços que se mantêm inalterados ao longo da narração. Frequentemente assume a forma de personagem-tipo, na medida em que representa determinado grupo social ou profissional.
Personagem colectiva
Representa um conjunto de indivíduos, que age como se fosse movido por uma vontade única.
Funções (estrutura actancial)
destinador
4
objecto
4
destinatário


5


adjuvante
4
sujeito
3
oponente

Destinador
Entidade ou força superior que permite (ou não) ao sujeito alcançar o objecto.
Destinatário
Personagem ou entidade sobre quem recaem os benefícios ou malefícios da decisão do destinador.
Sujeito
Personagem ou entidade que procura alcançar determinado objecto.
Objecto
Personagem, entidade ou aquilo que o sujeito procura alcançar.
Adjuvante
Personagem ou entidade que ajuda o sujeito a alcançar o objecto.
Oponente
Personagem ou entidade que dificulta a obtenção do objecto por parte do sujeito.

Espaço
Espaço físico
É o espaço real, exterior ou interior, onde as personagens se movem.
Espaço social
Designa o ambiente social em que as personagens se integram. A caracterização deste espaço é feita principalmente pelo recurso aos figurantes.
Espaço psicológico
É o espaço interior da personagem, o conjunto das suas vivências, emoções e pensamentos.

Tempo
Tempo da história
(cronológico)

Aquele ao longo do qual decorrem os acontecimentos narrados.
Tempo do discurso
Resulta do modo como o narrador trata o tempo da história. O narrador pode respeitar a ordem cronológica ou alterá-la, recuando no tempo (analepse) ou antecipando acontecimentos posteriores (prolepse). Pode ainda narrar ao ritmo dos acontecimentos, recorrendo ao diálogo (isocronia), fazer uma narração abreviada (resumo ousumário), ou até omitir alguns acontecimentos (elipse).
Tempo psicológico
É de natureza subjectiva; designa o modo como a personagem sente o fluir do tempo.

17/11/2009

Categorias da narrativa - Ficha de trabalho



Ficha de trabalho

Categorias da Narrativa


    Todas as narrativas são fruto da imaginação de um autor: a pessoa que imaginou  e escreveu a história.

    Quem nos conta a história é o narrador.

    Não devemos confundir o autor ( ser real, de carne e osso) com o narrador ( ser imaginario criado pelo autor, que só tem existência na narrativa).

    Se o narrador fizer parte da história, é participante e utiliza um discurso de 1ª pessoa. Neste caso, o narrador é também uma personagem.

    Se o narrador se limita a contar uma história vivida por outros, não fazendo parte dela, é um narrador não participante e usa um discurso de 3ª pessoa.

    As personagens vivem acontecimentos. À sequência de acontecimentos vividos pelas personagens, e que se desenrolam num determinado espaço e ao longo de um determinado tempo, dá-se o nome de acção.

    As personagens podem ser muito importantes para o desenrolar da acção- personagens principais- ou menos importantes - personagens secundárias.

Agora que conheces as categorias da narrativa ( narrador, personagens, acção, tempo, espaço), vais verificar que a narrativa tem uma determinada estrutura, ou seja, uma organização.

    Na introdução é feita a apresentação das personagens e localiza-se a acção no espaço e no tempo. Corresponde a um momento de pausa (descrição).

     No desenvolvimento os acontecimentos sucedem-se uns após os outros, o ritmo da narrativa acelera, a acção avança rapidamente. Predominam os momentos de avanço (narração).

    A conclusão corresponde à parte final da narrativa. é normalmente, uma parte curta, rápida, com predomínio de momentos de avanço.

O que deves saber: 



  • Narrativa- é um texto que conta uma história. Num texo narrativo a acção pode localizar-se:
- no espaço (indica onde se passa a acção).
- no tempo (indica quando se passa a acção).

  • Autor- é a pessoa que imagina e escreve a a narrativa. 
  • Narrador - é um ser imaginário, criado pelo autor, a quem cabe contar a história. Pode ser:
- participante ( se participa na história como personagem).
- não participante ( se conta a história, sem participar nela).

  • Personagens- são também seres imaginários, criados pelo autor, que tomam parte ( participam) na historia. 
- personagem principal ( muito importante para o desenrolar da narrativa)
- personagem secundária ( menos importante no desenrolar da narrativa).

  • Partes da narrativa
- introdução;
- desenvolvimento;
- conclusão.

A um texto com estas características, damos o nome de narrativa fechada. Quando não conhecemos a conclusão, dizemos que se trata de uma narrativa aberta.

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