09/07/2010

CARTA AO FUTURO, VERGÍLIO FERREIRA

CARTA AO FUTURO

   Meu amigo:

   Escrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais directa que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo. Além disso, seduz-me o halo de aventura que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não ai, o atira ao cesto dos papeis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória. 

                                                                                                    Vergílio  Ferreira, Carta ao Futuro

INTERPRETAR

1. « Meu amigo» é o cabeçalho desta carta.
    Quem será esse «amigo», o receptor da mensagem? Justifica a tua resposta.

2. O autor revela uma grande «atracção» pela carta.

2.1. Indica dois vocábulos que melhor traduzam essa ideia.

2.2. Classifica-os morfologicamente.

3. Qual é a função da carta para o autor? E para ti?

4. Explica o sentido da frase: «...porque ela é a forma mais correcta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo.» (l.4)

5. O autor associa a ideia de aventura a uma carta. Porquê?

6. O texto que estás a analisar foi extraído da obra « Carta ao Futuro».
     Explica em que medida o referido extracto está ou não de acordo com o título do livro. 

EXPRESSÃO ESCRITA

1.  Agora é a tua vez de redigires uma carta ao futuro. 

2 comentários:

  1. Como é que posso obter a correção da ficha »Carta ao futuro«, de Virgílio Ferreira?

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  2. Gostaria de saber onde posso encontrar a correção desta ficha?

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