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Leitura do texto argumentativo

18/09/2009

Qual é a finalidade da argumentação?

O texto argumentativo é o que visa convencer, persuadir ou influenciar o leitor / ouvinte a partir de um raciocínio partilhado e por apelo aos seus valores afectivos e ideológicos.

O argumento é um raciocínio tendente a provar ou a refutar a justeza de uma opinião. Convém, por isso, que os argumentos sejam sólidos e concatenados de maneira convincente. Argumentar, é no fundo, declarar com provas. Assim, está a argumentar-se quando se afirma " Fulano é um óptimo aluno. (declaração). A nota dela mais baixa foi 18 a Geografia (prova)".

A argumentação deve ser sempre uma actividade intelectual construtiva, realizada com uma vontade cooperante e útil à comunidade.



1. Reconhecimento dos argumentos

Qualquer argumento é contestável, mesmo aqueles que parecem de evidencia lógica.

Ao dizer-se que Os amigos dos meus amigos meus amigos são. está a abusar-se do conceito de igualdade matemática, transferindo-o para relações humanas.

Os argumentos devem ser consistentes pelo raciocínio e pela evidência das provas (factos, exemplos, ilustrações, dados estatísticos, testemunhos fidedignos). A força dos argumentos pode, ainda, ser iluminada por cenários (narrativas fictícias) pertinentes para a demonstração.



2. Lógica dos argumentos

A argumentação consiste no conjunto de argumentos encadeados para a demonstração. Pode ser de dois tipos:

- dedutiva
, se os argumentos decorrem uns dos outros:

O trabalho gera riqueza. A riqueza possibilita o bem-estar. O bem estar é fundamental para o progresso da ciência e da cultura.

- acumulativa, se os argumentos se acrescentam uns aos outros:

O avião é um bom meio de transporte. Primeiro é rápido; depois, é bastante seguro; além disso torna-se cómodo….




A lógica dos argumentos radica em princípios como:



  • a conjunção : A e B





  • a disjunção: A ou B





  • a oposição: A↔ B





  • a relação de causa - efeito - consequência: A←B→C





  • a relação de antecedente - consequente: A→B →C





Os argumentos devem estabelecer-se por um raciocínio lógico, em que as premissas sejam válidas e também, portanto, a conclusão.

As falácias são um bom exemplo de um tipo de raciocínio viciado:

Os alunos passaram. Pedro é aluno do 8º ano. Logo, o Pedro passou.

O vício está no facto de não se identificarem os alunos que haviam passado. Os argumentos em lógica, como os que expõem o opositor ao ridículo, cultivam o insulto, a ironia e o sacarmos, promovem os preconceitos, estes constituem anti-argumentos.



A arte de um raciocínio correcto e responsável implica:

  • organizar os argumentos do mais simples ao mais complexo.
  • inquirir as causas de um acontecimento
  • ir das causas Às consequências (dedução) ou concluir com base nos factos particulares (indução)


  • explicitar os laços lógicos que relacionam os argumentos.





3. Estratégias do sujeito enunciador:

A codificação do texto argumentativo leva o enunciador a adoptar uma estratégia que permita conduzir o destinatário à finalidade desejada:

  1. Encontrar os argumentos adequados - invenção
  2. Organizar os argumentos por ordem, segundo o objectivo traçado( informar, convencer, emocionar) - disposição
  3. Recorrer a um discurso figurativo -
    elocução

  4. No caso, do discurso oratório (politico, forense, religioso…), memorizar e dizer o texto apropriadamente (com gestos)


4.progressão temática e discursiva

A argumentação, sobretudo quando está em causa o desenvolvimento de ideias abstractas, consiste em defender e refutar através de uma progressão lógica do raciocínio e do suporte oportuno dos argumentos.

Esquema para uma refutação / contestação :

  1. Apresentar a proposição (opinião, tese, declaração) de modo afirmativo, bem definida e sem referir quaisquer provas ou razões. ("Dizem que…")
  2. Analisar a proposição apresentada. ("Em certos casos, talvez isso se verifique…")
  3. Formular argumentos que confiram a verdade e a evidência da posição preferida: factos, exemplos, ilustrações, dados estatísticos, testemunhos. ( "Mas, por outro lado, há razões para se entender que não é bem assim…")


  4. Concluir por uma síntese da demonstração feita, transferindo o acordo nela obtido para um modo de proceder conveniente. ("Portanto / De modo que, perante os dados apresentados…")





  1. Realizações textuais argumentativas.
A dissertação, o comentário, o resumo, a síntese, a discussão exigem a elaboração de um texto argumentativo estruturado segundo o plano dialéctico da tese - antítese - síntese:

  1. Colocação do problema (proposição)


  2. defesa de um ponto de vista (tese)

    1. contradição da posição antes assumida (antítese)
    2. ultrapassagem da contradição parente (síntese)




O texto oratório (político, judicial, laudatório, sermão religioso) apresenta um plano cujas fases são:

  • exórdio - em que o orador capta a boa atenção (benevolência) dos ouvintes.
  • narração / exposição - em que o orador explana os factos.
  • Confirmação - em que o orador defende com argumentos a tese.
  • refutação - em que o orador examina e refuta os argumentos opostos.
  • peroração - em que o orador solicita a adesão dos ouvintes à sua pretensão.
  • memória - O exercício de fixação do discurso.
  • voz - a exercitação do modo de dizer perante o público.
O sermão religioso costuma iniciar o discurso com a invocação da Virgem ou de santos e doutores da Igreja.



Glossário:

Facto: qualquer dado indiscutível da experiencia.

Opinião: posição ideológica assumida em resposta a situações problemáticas; juízo sobre alguém ou alguma coisa.

Premissa: cada proposição ou enunciado em que um raciocínio se baseia.

Prova: o meio de tornar clara e consistente a verdade.

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