09/10/2014

Ficha de Revisões 8º ano

SELECIONA A ALÍNEA CORRETA PARA CADA ÍTEM:
1.    Relativamente à frase “O Sr. Antunes foi agredido anteontem.”, Identifica a única alínea falsa:
a)    A frase encontra-se na voz passiva.
b)   A palavra “anteontem” desempenha a função sintática de complemento agente da passiva.
c)    O verbo auxiliar da voz passiva é o verbo “ser”.
d)   Na voz ativa, esta frase seria: “Agrediram o Sr. Antunes anteontem.”

2.    Na frase da questão anterior, o verbo principal é
a)    “foi agredido”.
b)   “foi”.
c)    “agredido”
d)   “anteontem”.

3.    O verbo “agredir” seleciona, obrigatoriamente, um complemento
a)    direto.
b)   indireto.
c)    oblíquo.
d)   agente da passiva.

4.    Assim, o verbo da frase “O Ivo agrediu um colega.” é um verbo
a)    intransitivo.
b)   transitivo direto.
c)    transitivo indireto.
d)   transitivo direto e indireto.

5.    Na voz passiva, a frase “Depois do trabalho, o empregado abordou o chefe com cautela.” ficaria assim:
a)    O empregado abordou o chefe com cautela depois do trabalho.
b)   Com cautela, o chefe abordou o empregado depois do trabalho.
c)    O empregado foi abordado pelo chefe depois do trabalho.
d)   Depois do trabalho, o chefe foi abordado pelo empregado com cautela.

6.    Transforma a frase que se segue e coloca-a na voz passiva: “Os funcionários públicos assinarão as rescisões de contrato.”.
a)    As rescisões de contrato são assinadas pelos funcionários públicos.
b)   As rescisões de contrato foram assinadas pelos funcionários públicos.
c)    As rescisões de contrato seriam assinadas pelos funcionários públicos.
d)   As rescisões de contrato serão assinadas pelos funcionários públicos.

7.    Partindo da frase “Os funcionários públicos assinarão as rescisões de contrato.”, a expressão que desempenharia a função sintática de complemento agente da passiva, se a frase estivesse na voz passiva, seria
a)    “Os funcionários”.
b)   “públicos”.
c)    “assinarão”.
d)   “pelos funcionários públicos”.

8.    Numa das alíneas que se seguem encontra-se (pelo menos) um verbo intransitivo. Assinala-a.
a)    A cozinheira fez um bolo de canela delicioso!
b)   O Miguel desistiu daquela ideia absurda.
c)    Depois de tropeçar no passeio, a idosa caiu.
d)   Desejo-te as maiores felicidades!

9.    Atenta novamente nas frases da questão 8. Em qual das alíneas encontras um verbo transitivo direto e indireto?
a)    a.
b)   b.
c)    c.
d)   d.

10.  Nota que a subclasse do verbo pode mudar conforme a frase na qual se insere. Assim, em que frase o verbo “pôr” é um verbo transitivo direto?
a)    A galinha preta pôs um ovo por dia esta semana.
b)   O aluno pôs o acento na palavra errada.
c)    Ela pôs o livro na gaveta do meio.
d)   O Marco pôs o António no seu lugar.

11. Em qual das frases não encontras um verbo que selecciona um complemento oblíquo?
a)    Ele ainda depende dos pais!
b)   No domingo à tarde ela ficou em casa.
c)    Eu vou à cidade de carro.
d)   Discordo das tuas ideias disparatadas!

12. Um verbo copulativo exige que função sintática?
a)    Um predicativo do sujeito.
b)   Um complemento direto.
c)    Um modificador.
d)   Um complemento oblíquo.

13.  Qual das afirmações seguintes é falsa?
a)    O predicativo do sujeito pode ser substituído pelos pronomes “o, a, os, as”.
b)   O predicativo do sujeito indica características do sujeito.
c)    O predicativo do sujeito informa sobre a localização espacial do sujeito.
d)   O verbo “ser” pede predicativo do sujeito.

14. Em qual das frases que se seguem o verbo “continuar” é um verbo copulativo?
a)    O Manuel continua um belo partido!
b)   A estrada continua e vai dar a uma rua sem saída.
c)    A Luísa continua a gastar fortunas em vestidos.
d)   A empresa continua a dar prejuízo.


15. Identifica a frase onde se verifica um predicativo do sujeito.
a)    A Manuela continua o projeto que tu não acabaste.
b)   O concerto dos One Direction será no próximo ano, no mês de julho.
c)    A Matilde anda a comportar-se muito mal nas aulas.
d)   O detetive revelou o segredo da sua cliente.

16.  Atenta na frase seguinte- A Manuela foi ameaçada de morte por um desconhecido.- e regista a afirmação correta:
a)    O verbo “ameaçar” é um verbo auxiliar.
b)   O complemento agente da passiva podia ter sido omitido.
c)    Esta frase não pode colocar-se na voz ativa.
d)   O sujeito desta frase é ativo.

17. Agora, partindo da mesma frase, transforma-a e coloca-a na voz ativa:
a)    Por um desconhecido a Manuela foi ameaçada de morte.
b)   De morte a Manuela foi ameaçada por um desconhecido.
c)    Por um desconhecido foi ameaçada a Manuela.
d)   Um desconhecido ameaçou a Manuela de morte.

18.  Refere a subclasse à qual pertence o verbo “ameaçar”.
a)    Copulativo.
b)   Transitivo indireto.
c)    Transitivo direto.
d)   Intransitivo.

19. Faz a análise sintática da frase “O João precisa de ajuda.”.
a)    Sujeito- “O João”+ Predicado – “precisa”+ Complemento Direto- “de ajuda”.
b)   Sujeito- “O João”+ Predicado – “precisa de ajuda”+ Complemento indireto- “ ajuda”.
c)    Sujeito- “O João”+ Predicado – “precisa”+ Complemento Oblíquo- “de ajuda”.
d)   Sujeito- “O João”+ Predicado – “precisa de ajuda”+ Complemento Oblíquo- “de ajuda”.

20. Assim, o verbo “precisar” pertence à subclasse dos verbos
a)    intransitivos.
b)   transitivos diretos.
c)    transitivos indiretos.

d)   copulativos. 

21/09/2014

Fernando pessoa Heterónimos : Álvaro de Campos

Álvaro de Campos



Álvaro de Campos surge quando Fernando Pessoa sente “um impulso para escrever”. O próprio Pessoa considera que Campos se encontra no «extremo oposto, inteiramente oposto, a Ricardo Reis”, apesar de ser como este um discípulo de Caeiro.
Campos é o “filho indisciplinado da sensação e para ele a sensação é tudo. O sensacionismo faz da sensação a realidade da vida e a base da arte. O eu do poeta tenta integrar e unificar tudo o que tem ou teve existência ou possibilidade de existir.
Este heterónimo aprende de Caeiro a urgência de sentir, mas não lhe basta a «sensação das coisas como são»: procura a totalização das sensações e das percepções conforme as sente, ou como ele próprio afirma “sentir tudo de todas as maneiras”.
Engenheiro naval e viajante, Álvaro de Campos é figurado “biograficamente” por Pessoa como vanguardista e cosmopolita, espelhando-se este seu perfil particularmente nos poemas em que exalta, em tom futurista, a civilização moderna e os valores do progresso.
Cantor do mundo moderno, o poeta procura incessantemente “sentir tudo de todas as maneiras”, seja a força explosiva dos mecanismos, seja a velocidade, seja o próprio desejo de partir. “Poeta da modernidade”, Campos tanto celebra, em poemas de estilo torrencial, amplo, delirante e até violento, a civilização industrial e mecânica, como expressa o desencanto do quotidiano citadino, adoptando sempre o ponto de vista do homem da cidade.
O drama de Álvaro Campos concretiza-se num apelo dilacerante entre o amor do mundo e da humanidade; é uma espécie de frustração total feita de incapacidade de unificar em si pensamento e sentimento, mundo exterior e mundo interior. Revela, como Pessoa, a mesma inadaptação à existência e a mesma demissão da personalidade íntegra., o cepticismo, a dor de pensar e a nostalgia da infância.

 

Biografia

·        Nasce em Tavira, em 1890
·        Estuda engenharia mecânica e naval na Escócia
·        “Filho indisciplinado da sensação e para ele a sensação é tudo. O sensacionismo faz da sensação a realidade da vida e a base da arte.”
·        “Sentir tudo de todas as maneiras”
·        Vanguardista e cosmopolita
·        Único heterónimo que comparticipa da vida extra literária de Fernando Pessoa heterónimo


Fases

     Primeira – decadentismo (1914)
Eprime o tédio, o cansaço e a necessidade de novas sensações (“Opiário”); o decadentismo surge como uma atitude estética finissecular que exprime o tédio, o enfado, a náusea, o cansaço, o abatimento e a necessidade de novas sensações. Traduz a falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia. Com rebuscamento, preciosismo, símbolos e imagens apresenta-se marcado pelo Romantismo e pelo Simbolismo.
·       Tédio, cansaço, necessidade de novas sensações
·       Falta de um sentido para a vida
·       Romantismo e simbolismo
·       Nostalgia
·       Saturação
·       Embriaguez do ópio
·       Horror à vida
·       Realismo satírico
·       Vocabulário precioso e vulgar
·       Imagens
·       Símbolos
·       Estilo confessional brusco
·       Decassílabos agrupados em quadras
·       “Opiário “

Segunda – Futurismo (1914 a 1916)
Nesta fase, Álvaro de Campos celebra o triunfo da máquina, da energia mecânica e da civilização moderna. Sente-se nos poemas uma atracção quase erótica pelas máquinas, símbolo da vida moderna. Campos apresenta a beleza dos “maquinismos em fúria” e da força da máquina por oposição à beleza tradicionalmente concebida. Exalta o progresso técnico, essa “nova revelação metálica e dinâmica de Deus”. A “Ode Triunfal” ou a “Ode Marítima” são bem o exemplo desta intensidade e totalização das sensações. A par da paixão pela máquina, há a náusea, a neurastenia provocada pela poluição física e moral da vida moderna.
·        Elogio da civilização industrial e da técnica
·        Triunfo da máquina, beleza dos “maquinistas em fúria”
·        Intelectualização das sensações, delírio sensorial
·        Não aristotélica
·        Sado masoquismo
·        Cantar lúcido do mundo moderno
·        Influência de Walt Whitman
·        Vertigem das sensações modernas
·        Volúpia da imaginação
·        Hipertrofia ilimitada do eu
·        Energia explosiva
·        Impulsos inconscientes
·        Verso livre, longo
·        Estilo esfuziante, torrencial
·        Anáforas, exclamações, interjeições, apóstrofes e enumerações
·        Fantasia verbal
·        Volúpia de ser objecto
·        Vítima
·        Dispersão
·        “Ode triunfal”

Terceira fase –  pessoal ou intimista (1916 a 1935)
Perante a incapacidade das realizações, traz de volta o abatimento, que provoca “Um supremíssimo cansaço, /íssimo, íssimo, íssimo, /Cansaço…”. Nesta fase, Campos sente-se vazio, um marginal, um incompreendido. Sofre fechado em si mesmo, angustiado e cansado. (“Esta velha angústia”; “Apontamento”; “Lisbon revisited”).
·       Melancolia
·       Devaneio
·       Cosmopolitismo
·       Cepticismo
·       Dor de pensar
·       Saudades da Infância ou do Irreal
·       Dissolução do eu
·       Conflito entre a realidade e o poeta
·       Cansaço, tédio e abulia
·       Angustia existencial
·       Solidão
·       “Aniversário” e a “Tabacaria”


Traços da sua poesia

·        Poeta modernista
·        Poeta sensacionista
·        Cultor das sensações sem limite
·        Poeta de verso livre
·        Poeta de angustia existencial e da auto ironia

Traços estilísticos

·        Verso livre em geral muito longo
·        Assonâncias, onomatopeias, aliterações
·        Grafismos expressivos
·        Mistura de níveis de língua
·        Enumerações excessivas, exclamações, interjeições e pontuação emotiva
·        Desvios sintácticos
·        Estrangeirismos e neologismos
·        Subordinação de fonemas
·        Construções nominais, infinitivas e gerundivas
·        Metáforas ousadas, oximoros,  personificações, hipérboles
·        Estética não aristélica na fase futurista.


Quadro-Síntese:
Temáticas
Estilísticas


-         Apologia da civilização mecânica, da indústria, da técnica (futurismo e sensacionismo): tentativa de romper com o subjectivismo da lírica tradicional
-         Atitude escandalosa, chocante: trangressão de uma atitude moral estabeleciada
-         Traços de anti-filosofia e anti-poesia
-         Sadismo e masoquismo
-         Ilusão: sonho; retorno impossível à infância; viagem
-         Mais evolutivo que qualquer dos outros heterónimos (três fases)
-         Última fase: conflito realidade/poeta: cansaço existencial, náusea, tédio, abulia; estranheza da realidade solidão; isolamento; dissolução do “eu”; ritmo lento


-         Exclamação, apóstrofe repetida, interjeição, gradação (ascendente e descendente)
-         Repetição, simetria de construção, assonância, aliteração, rima interior, enumeração desordenada, polissíndeto
-         Construções nominais e infinitivas
-         Verso livre e, em geral, muito longo ( duas ou três linhas) e com encavalgamento
-         Onomatopeia
-         Grafismo inovador
-         Oxímoro
-         Uso expressivo da pontuação: exclamação, interrogação, reticências
-         Estrangeirismos, neologismos e susbstantivação de fonemas
-         Metáfora, personificação e hipérbole









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