22/10/2010

Como fazer um bom Resumo

Características de um bom resumo:

 

006 ·         Brevidade – um bom resumo apenas contém as ideias principais. Os pormenores não são incluídos.

 

·         Rigor e clareza – um bom resumo exprime as ideias fundamentais do texto, de uma forma clara e que respeite o pensamento do autor.

 

·         Linguagem pessoal – num bom resumo não se copiam as frases do texto. Deve-se exprimir as ideias principais por palavras nossas.

 

Como se deve fazer um bom resumo?

 

            Para se fazer um bom resumo, podes seguir alguns passos simples:

 

1.     Lê o texto e tenta compreendê-lo bem. Identifica as ideias principais, parágrafo a parágrafo:

 

1.1.    Podes sublinhá-las, durante a leitura;

 

1.2.   Podes fazer um esquema, no fim da leitura, para organizar o texto e os parágrafos.

 

2.     Começa a escrever o teu resumo, respeitando sempre o conteúdo do texto e o pensamento do autor:

 

2.1.   Procura não incluir pormenores desnecessários;

 

2.2.   Substitui ideias repetidas ou semelhantes por uma que as englobe;

 

2.3.   Utiliza termos genéricos em vez de listas;

 

2.4.   Utiliza uma linguagem pessoal.

 

3.     Lê o teu resumo e avalia-o, corrigindo os aspectos que achares necessário:

 

3.1.   Contém as ideias principais?

3.2.   A ideia do autor está repetida?

3.3.   O texto percebe-se bem?

3.4.   Não há pormenores nem repetições?

 

 

Lê agora as regras que te são apresentadas para a realização de resumos e aplica-as a cada um dos pequenos textos que se seguem:

 

1ª regra: Não se devem incluir pormenores desnecessários.

 

No seu aniversário, o Tiago recebeu um presente especial. Vinha embrulhado com um papel dourado e trazia um grande laço verde. Estava dentro de uma grande caixa. Era o par de patins que ele tanto desejava.

 

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      2ª regra: Não se devem repetir ideias

 

            O Tiago estava satisfeito. Não cabia em si de contente. Transbordava de alegria. Transpirava felicidade por ter recebido os patins que queria.

 

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      3ª regra: As listas de objectos devem ser substituídas por termos genéricos.

 

            Em cima da mesa estavam muitas garrafas de coca-cola, de laranjada, de limonada, de ice-tea e de groselha. Havia também bolos de ananás, pudins, bolachas de chocolate, natas, e um bolo de aniversário.

 

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      4ª regra: Uma série de acções idênticas deve ser descrita através de um único verbo que as englobe o mais possível.

 

            O balão começou a tremelicar, tentou subir, deu algumas voltas, subiu um pouco mais. Lentamente foi subindo mais ainda. Agitou-se no ar, sempre mais para o alto, até que, finalmente, desapareceu.

 

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O que treinei com esta actividade?

 

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Como estudar melhor …. Verbos introdutores

Às vezes, as dificuldades residem no desconhecimento do significado de alguns verbos utilizados nas instruções das tarefas. Vejamos o significado habitual dos mais frequentes:

 

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  •  Caracterizar    Destacar os elementos principais ou distintivos.

 

  •  Comparar   Apresentar semelhanças e diferenças.

  •  Criticar Dar opinião pessoal. Tomar posição, a favor ou contra.

  •  Definir Dar o significado exacto.

  •  Demonstrar   Apresentar provas.

  •  Delimitar   Dizer onde começa e onde acaba.

  •  Distinguir   Mostrar as diferenças

  •  Explicar   Desenvolver, para tornar compreensível.

  •  Identificar   Dizer o que é.

  •  Indicar   Designar uma coisa, uma pessoa ou uma ideia.

  •  Interpretar   Estabelecer o sentido

  •  Justificar   Dizer por que motivo.

  •  Reescrever   Escrever de novo.

  •  Relacionar   Estabelecer ligações.

  •  Transcrever   Copiar de um texto uma frase, uma expressão ou uma palavra.

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo II

AUTO DA BARCA DO INFERNO - Cena do Fidalgo I

08/10/2010

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo

Exercício de Língua Portuguesa

Nome __________________________ Nº ____ Ano ____ Turma ______ Data ________
Classificação _________________________________ Professor _____________________


TEXTO


Fidalgo      Esta barca onde vai ora,
                   que assi'stá apercebida?
Diabo        Vai para a ilha perdida
                   e há-de partir logo ess'ora.
Fidalgo      Para lá vai a senhora?
Diabo        Senhor, a vosso serviço.
Fidalgo      Parece-me isso cortiço...
Diabo        Porque a vedes lá de fora.
Fidalgo      Porém, a que terra passais?
Diabo        Para o inferno, senhor.
Fidalgo      Terra é bem sem-sabor.
Diabo        Quê? E também cá zombais?
Fidalgo      E passageiros achais
                   para tal habitação?
Diabo        Vejo-vos eu em feição
                   para ir ao nosso cais...
Fidalgo      Parece-te a ti assi...
Diabo        Em que esperas ter guarida?
Fidalgo      Que deixo na outra vida
                   quem reze sempre por mi.
Diabo        Quem reze sempre por ti!...
                   Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi!...
                   E tu viveste a teu prazer
                   cuidando cá guarecer
                   porque rezem lá por ti?!
                   Embarcai! Hou... Embarcai!,
                   que haveis de ir à derradeira...
                   Mandai meter a cadeira,
                   que assim passou vosso pai.
Fidalgo      Quê? Quê? E assim lhe vai?
Diabo        Vai ou vem, embarcai prestes.
                   Segundo lá escolhestes,
                   assim cá vos contentai.


Uma vez que conheces a cena e a obra a que pertence o texto transcrito, responde cuidadosamente às seguintes questões:
I

1- Considerando o percurso cénico da personagem, situa o fragmento transcrito na cena a que pertence.
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2- Ao entrar em cena, a personagem traz consigo elementos cénicos que permitem a sua identificação. Quais são esses elementos e o que simbolizam?
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3- A partir das expressões do texto a seguir transcritas, indica três características do Fidalgo:
            "Sou fidalgo de solar / é bem que me recolhais."
            "Mas esperai-me vós aqui: / tornarei à outra vida, / ver minha dama querida / que se quer matar por mi."_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
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4- Que argumentos usa o Fidalgo para justificar a sua pretensão de entrar na Barca da Glória?
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5- Primeiro pelo Diabo e depois pelo Anjo, o Fidalgo é condenado ao Inferno. Indica os crimes que lhe são imputados.
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6- Justifica a seguinte afirmação: Ao apresentar esta personagem, Gil Vicente não queria criticar apenas este Fidalgo.
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05/10/2010

Texto Narrativo – o que é?

clip_image002 Narrar – É contar uma história, um facto, um acontecimento, quer dizer, fala do que acontece a uma ou várias personagens.

 

1- Estrutura da narrativa : Normalmente um texto narrativo organiza-se em três partes:

  1. Introdução - apresenta a situação inicial, localiza a acção ( onde e quando se passa a história), descreve as personagens – geralmente estas informações são dadas na introdução.
  1. desenvolvimento – conta a acção propriamente dita ( Por exemplo: quando acontece na história um problema que é preciso resolver – tudo o que se passa a seguir é já o desenvolvimento.
  1. Conclusão – apresenta o final da acção ( Por exemplo - quando se encontra a solução para um problema chega ao fim a história – é a conclusão.

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A um texto com estas características damos o nome de narrativa fechada.

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Quando não conhecemos a conclusão, dizemos que se trata de uma narrativa aberta.

2- Localização da acção:

clip_image001 No espaço – Onde?

 

clip_image001[1] No tempo – Quando?

3- Autor:

É a pessoa que imagina a narrativa.

Exemplo: «A rosa vai passando para as minhas mãos as bolas coloridas, longos fios prateados e dourados [...]».

 

4- Narrador:

É um ser imaginário, criado pelo autor a quem cabe contar a história. O narrador pode ser:

  • Participante ou presente (se participa na história como personagem)
  • Não participante ou ausente ( se se limita a contar a história, sem participar nela).

5- Personagens:

Pessoas que vivem os acontecimentos que são contados no texto.

Atenção! Por vezes as personagens podem ser animais ou coisas.

 As personagens podem ser:

 

  • Principais - (herói ou heroína da acção)
  • Secundárias - (têm um papel menor na história)

A Notícia - Ficha de trabalho

Fluviário único na Europa
  
   O FLUVIÁRIO de Mora, o primeiro de Portugal e na Europa, inaugura na próxima quarta-feira. Aquários e espaços envolventes recriam o percurso de um rio da nascente até à foz, ao longo do qual é possível observar diferentes espécies de peixe.

   Parte dessas espécies, como tainhas, pimpões, barbos e achigãs, são portuguesas; outras vieram directamente da América do Sul, como piranhas vermelhas, peixes-faca e pacu-negros, e do continente africano. Três ciclídeos- amarelo chegaram, por exemplo, do Lago Malawi. Todos os peixes encontraram neste "oceanário de rio" uma recriação do seu habitat natural.

   A estrutura, da Promontório Arquitectos, é candidata ao prémio de arquitectura da União Europeia  Mies van der Rohe 2007.

Sol, 17 Março 2007

1. Selecciona a opção correcta:

Pelo tipo de estrutura, linguagem e finalidade, este tipo de texto é....

a) um anúncio.
b) uma crónica
c) uma notícia
d) um artigo de opinião

2. Retira elementos do primeiro parágrafo para responderes às questões.

2.1. Quem? 
2.2. Onde?
2.3. O quê?
2.4. Quando?

2.1. Que nome se dá a este primeiro parágrafo?

3. Nos parágrafos seguintes, são dadas outras informações.

3.1. Indica-as.

3.2. Que espécies portuguesas estão ai representadas?

3.3. De que outros continentes vieram espécies que aí encontram  condições próprias do seu habitat?

4. Porque razão aparece a expressão " oceanário de rio" entre aspas?

5. Qual foi a entidade responsável pela montagem arquitectónica deste fluviário artificial?

6. Distingue fluviário de oceanário, utilizando as tuas próprias palavras. 

03/10/2010

Auto da Barca do Inferno II



Projecto educativo que visa facilitar a abordagem do texto vicentino

Auto da Barca do Inferno

18/09/2010

FERNANDO PESSOA – Heterónimos

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Não sei quem sou, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.

Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).

(…)

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

ALBERTO CAEIRO
Mestre do ortónimo e dos heterónimos

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Vê a realidade de forma objectiva e natural.

Aceita a realidade tal como é, de forma tranquila; vê um mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim; existir é um facto maravilhoso.

Recusa o pensamento metafísico (“pensar é estar doente dos olhos”), o misticismo e o sentimentalismo social e individual.

Poeta da Natureza.

Personifica o sonho da reconciliação do Universo, com a harmonia pagã e primitiva da Natureza.

Simples “guardador de rebanhos”.

Inexistência de tempo (unificação do tempo).

Poeta sensacionista (sensações): especial importância do acto de ver.

Inocência e constante novidade das coisas.

Elimina a dor de pensar.

Linguagem e estilo:

Discurso em verso livre, em estilo coloquial e espontâneo.

Pouca subordinação e pronominalização.

Ausência de preocupações estilísticas.

Vocabulário simples e familiar, em frases predominantemente coordenadas, repetições de expressões longas, uso de paralelismo de construção, de simetrias, de comparações simples.

Número reduzido de vocábulos e de classes de palavras: pouca adjectivação.

Predomínio de substantivos concretos, uso de verbos no presente do indicativo ou no gerúndio.

Ricardo Reis

Faz dos gregos o modelo de sabedoria (visível na aceitação do destino).

Opõe a moral pagã à cristã, uma vez que considera a primeira uma moral de orientação e de disciplina, enquanto a segunda se impõe como a moral da renúncia e do desapego.

Segue as filosofias do epicurismo, do estoicismo e do carpe diem.

Considera que a sabedoria consiste em gozar a vida moderadamente e através do exercício da razão.

Recusa as grandes emoções e as paixões por considerá-las confinadoras da liberdade.

É um moralista.

Tem consciência da dor provocada pela natureza transitória/efémera do homem.

Receia a velhice e a morte.

Linguagem e estilo

É clássico ao nível do estilo.

Utiliza a ode e o versilibrismo.

Usa hipérbatos, latinismos, metáforas, comparações,

Prefere o presente, o gerúndio e o imperativo.

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Álvaro de Campos

Fases poéticas

1ª Fase: Decadentista

Traduz-se por sentimentos de tédio, enfado, náusea, cansaço, abatimento e necessidade de novas sensações.

É o reflexo da falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia.

Um dos poemas mais exemplificativos desta fase é o poema Opiário.

2ª Fase: Futurista e sensacionista

Assenta numa poesia repleta de vitalidade, manifestando a predilecção pelo belo feroz que virá a contrariar a concepção aristotélica de belo.

Um dos poemas mais exemplificativos é Ode Triunfal

3ª Fase: Intimista

Incapacidade de realização, trazendo de volta o abatimento. O poeta vive rodeado pelo sono e pelo cansaço, revelando desilusão, revolta, inadaptação, devido à incapacidade das realizações.

Um dos poemas mais exemplificativos é Esta velha angústia.

Características

Predomínio da emoção espontânea e torrencial.

O elogio da civilização industrial, moderna, da velocidade e das máquinas, da energia e da força, do progresso.

Um poeta virado para o exterior, que tenta banir o vício de pensar e acolhe todas as sensações.

A ansiedade e a confusão emocional – angústia existencial.

O tédio, a náusea, o desencontro com os outros.

A presença terrível e labiríntica do “eu” de que o poeta se tenta libertar.

A fragmentação do “eu”, a perda de identidade.

O sentido do absurdo.

A excitação da procura, da busca incessante.

Linguagem e estilo

Verso livre e longo.

Exclamações, interjeições, enumerações caóticas, anáforas, aliterações, onomatopeias.

Desordem de ritmos, violência de metáforas – desespero por não poder meter as sensações nas palavras.

Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos; o poeta que se desmultiplica ou despersonaliza na figura de inúmeros heterónimos e semi-heterónimos, dando forma por esta via à amplitude e à complexidade dos seus pensamentos, conhecimentos e percepções da vida e do mundo; ao dar vida às múltiplas vozes que comporta dentro de si, o poeta pode percepcionar e expressar as diferentes formas do universo, das coisas e do homem. (…)

In Universidade Fernando Pessoa

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Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos e

(…) Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até flor, eu sinto-me vários seres. (…)

e do mundo; ao da…espelhos fantásticos qu

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

• e torcem

A busca incessante do “eu” foi, igualmente, uma das características de outro grande poeta da geração de Orpheu

Comente o seguinte poema de Mário de Sá-Carneiro, musicado por Adriana Calcanhoto

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
   Pilar da ponte de tédio
   Que vai de mim para o Outro
.

O Outro,

O 1914

O Outro Mário de Sá-Carneiro, 1914

• O Outro, Mário, 1914O Outro, Mário de, 1914

Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana o poeta conseguiu condensar a sua angústia: "de ser nem um nem outro, mas algo que fica entre os dois",

    Composto por uma única quadra caracterizada por irregularidade métrica, esta quadra representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") encontramos um eu representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir estabelecer o seu “eu” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") ultrapassar.

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