22/10/2010

Como estudar melhor …. Verbos introdutores

Às vezes, as dificuldades residem no desconhecimento do significado de alguns verbos utilizados nas instruções das tarefas. Vejamos o significado habitual dos mais frequentes:

 

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  •  Caracterizar    Destacar os elementos principais ou distintivos.

 

  •  Comparar   Apresentar semelhanças e diferenças.

  •  Criticar Dar opinião pessoal. Tomar posição, a favor ou contra.

  •  Definir Dar o significado exacto.

  •  Demonstrar   Apresentar provas.

  •  Delimitar   Dizer onde começa e onde acaba.

  •  Distinguir   Mostrar as diferenças

  •  Explicar   Desenvolver, para tornar compreensível.

  •  Identificar   Dizer o que é.

  •  Indicar   Designar uma coisa, uma pessoa ou uma ideia.

  •  Interpretar   Estabelecer o sentido

  •  Justificar   Dizer por que motivo.

  •  Reescrever   Escrever de novo.

  •  Relacionar   Estabelecer ligações.

  •  Transcrever   Copiar de um texto uma frase, uma expressão ou uma palavra.

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo II

AUTO DA BARCA DO INFERNO - Cena do Fidalgo I

08/10/2010

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo

Exercício de Língua Portuguesa

Nome __________________________ Nº ____ Ano ____ Turma ______ Data ________
Classificação _________________________________ Professor _____________________


TEXTO


Fidalgo      Esta barca onde vai ora,
                   que assi'stá apercebida?
Diabo        Vai para a ilha perdida
                   e há-de partir logo ess'ora.
Fidalgo      Para lá vai a senhora?
Diabo        Senhor, a vosso serviço.
Fidalgo      Parece-me isso cortiço...
Diabo        Porque a vedes lá de fora.
Fidalgo      Porém, a que terra passais?
Diabo        Para o inferno, senhor.
Fidalgo      Terra é bem sem-sabor.
Diabo        Quê? E também cá zombais?
Fidalgo      E passageiros achais
                   para tal habitação?
Diabo        Vejo-vos eu em feição
                   para ir ao nosso cais...
Fidalgo      Parece-te a ti assi...
Diabo        Em que esperas ter guarida?
Fidalgo      Que deixo na outra vida
                   quem reze sempre por mi.
Diabo        Quem reze sempre por ti!...
                   Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi!...
                   E tu viveste a teu prazer
                   cuidando cá guarecer
                   porque rezem lá por ti?!
                   Embarcai! Hou... Embarcai!,
                   que haveis de ir à derradeira...
                   Mandai meter a cadeira,
                   que assim passou vosso pai.
Fidalgo      Quê? Quê? E assim lhe vai?
Diabo        Vai ou vem, embarcai prestes.
                   Segundo lá escolhestes,
                   assim cá vos contentai.


Uma vez que conheces a cena e a obra a que pertence o texto transcrito, responde cuidadosamente às seguintes questões:
I

1- Considerando o percurso cénico da personagem, situa o fragmento transcrito na cena a que pertence.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2- Ao entrar em cena, a personagem traz consigo elementos cénicos que permitem a sua identificação. Quais são esses elementos e o que simbolizam?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3- A partir das expressões do texto a seguir transcritas, indica três características do Fidalgo:
            "Sou fidalgo de solar / é bem que me recolhais."
            "Mas esperai-me vós aqui: / tornarei à outra vida, / ver minha dama querida / que se quer matar por mi."_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

4- Que argumentos usa o Fidalgo para justificar a sua pretensão de entrar na Barca da Glória?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5- Primeiro pelo Diabo e depois pelo Anjo, o Fidalgo é condenado ao Inferno. Indica os crimes que lhe são imputados.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6- Justifica a seguinte afirmação: Ao apresentar esta personagem, Gil Vicente não queria criticar apenas este Fidalgo.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

05/10/2010

Texto Narrativo – o que é?

clip_image002 Narrar – É contar uma história, um facto, um acontecimento, quer dizer, fala do que acontece a uma ou várias personagens.

 

1- Estrutura da narrativa : Normalmente um texto narrativo organiza-se em três partes:

  1. Introdução - apresenta a situação inicial, localiza a acção ( onde e quando se passa a história), descreve as personagens – geralmente estas informações são dadas na introdução.
  1. desenvolvimento – conta a acção propriamente dita ( Por exemplo: quando acontece na história um problema que é preciso resolver – tudo o que se passa a seguir é já o desenvolvimento.
  1. Conclusão – apresenta o final da acção ( Por exemplo - quando se encontra a solução para um problema chega ao fim a história – é a conclusão.

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A um texto com estas características damos o nome de narrativa fechada.

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Quando não conhecemos a conclusão, dizemos que se trata de uma narrativa aberta.

2- Localização da acção:

clip_image001 No espaço – Onde?

 

clip_image001[1] No tempo – Quando?

3- Autor:

É a pessoa que imagina a narrativa.

Exemplo: «A rosa vai passando para as minhas mãos as bolas coloridas, longos fios prateados e dourados [...]».

 

4- Narrador:

É um ser imaginário, criado pelo autor a quem cabe contar a história. O narrador pode ser:

  • Participante ou presente (se participa na história como personagem)
  • Não participante ou ausente ( se se limita a contar a história, sem participar nela).

5- Personagens:

Pessoas que vivem os acontecimentos que são contados no texto.

Atenção! Por vezes as personagens podem ser animais ou coisas.

 As personagens podem ser:

 

  • Principais - (herói ou heroína da acção)
  • Secundárias - (têm um papel menor na história)

A Notícia - Ficha de trabalho

Fluviário único na Europa
  
   O FLUVIÁRIO de Mora, o primeiro de Portugal e na Europa, inaugura na próxima quarta-feira. Aquários e espaços envolventes recriam o percurso de um rio da nascente até à foz, ao longo do qual é possível observar diferentes espécies de peixe.

   Parte dessas espécies, como tainhas, pimpões, barbos e achigãs, são portuguesas; outras vieram directamente da América do Sul, como piranhas vermelhas, peixes-faca e pacu-negros, e do continente africano. Três ciclídeos- amarelo chegaram, por exemplo, do Lago Malawi. Todos os peixes encontraram neste "oceanário de rio" uma recriação do seu habitat natural.

   A estrutura, da Promontório Arquitectos, é candidata ao prémio de arquitectura da União Europeia  Mies van der Rohe 2007.

Sol, 17 Março 2007

1. Selecciona a opção correcta:

Pelo tipo de estrutura, linguagem e finalidade, este tipo de texto é....

a) um anúncio.
b) uma crónica
c) uma notícia
d) um artigo de opinião

2. Retira elementos do primeiro parágrafo para responderes às questões.

2.1. Quem? 
2.2. Onde?
2.3. O quê?
2.4. Quando?

2.1. Que nome se dá a este primeiro parágrafo?

3. Nos parágrafos seguintes, são dadas outras informações.

3.1. Indica-as.

3.2. Que espécies portuguesas estão ai representadas?

3.3. De que outros continentes vieram espécies que aí encontram  condições próprias do seu habitat?

4. Porque razão aparece a expressão " oceanário de rio" entre aspas?

5. Qual foi a entidade responsável pela montagem arquitectónica deste fluviário artificial?

6. Distingue fluviário de oceanário, utilizando as tuas próprias palavras. 

03/10/2010

Auto da Barca do Inferno II



Projecto educativo que visa facilitar a abordagem do texto vicentino

Auto da Barca do Inferno

18/09/2010

FERNANDO PESSOA – Heterónimos

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Não sei quem sou, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.

Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).

(…)

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

ALBERTO CAEIRO
Mestre do ortónimo e dos heterónimos

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Vê a realidade de forma objectiva e natural.

Aceita a realidade tal como é, de forma tranquila; vê um mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim; existir é um facto maravilhoso.

Recusa o pensamento metafísico (“pensar é estar doente dos olhos”), o misticismo e o sentimentalismo social e individual.

Poeta da Natureza.

Personifica o sonho da reconciliação do Universo, com a harmonia pagã e primitiva da Natureza.

Simples “guardador de rebanhos”.

Inexistência de tempo (unificação do tempo).

Poeta sensacionista (sensações): especial importância do acto de ver.

Inocência e constante novidade das coisas.

Elimina a dor de pensar.

Linguagem e estilo:

Discurso em verso livre, em estilo coloquial e espontâneo.

Pouca subordinação e pronominalização.

Ausência de preocupações estilísticas.

Vocabulário simples e familiar, em frases predominantemente coordenadas, repetições de expressões longas, uso de paralelismo de construção, de simetrias, de comparações simples.

Número reduzido de vocábulos e de classes de palavras: pouca adjectivação.

Predomínio de substantivos concretos, uso de verbos no presente do indicativo ou no gerúndio.

Ricardo Reis

Faz dos gregos o modelo de sabedoria (visível na aceitação do destino).

Opõe a moral pagã à cristã, uma vez que considera a primeira uma moral de orientação e de disciplina, enquanto a segunda se impõe como a moral da renúncia e do desapego.

Segue as filosofias do epicurismo, do estoicismo e do carpe diem.

Considera que a sabedoria consiste em gozar a vida moderadamente e através do exercício da razão.

Recusa as grandes emoções e as paixões por considerá-las confinadoras da liberdade.

É um moralista.

Tem consciência da dor provocada pela natureza transitória/efémera do homem.

Receia a velhice e a morte.

Linguagem e estilo

É clássico ao nível do estilo.

Utiliza a ode e o versilibrismo.

Usa hipérbatos, latinismos, metáforas, comparações,

Prefere o presente, o gerúndio e o imperativo.

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Álvaro de Campos

Fases poéticas

1ª Fase: Decadentista

Traduz-se por sentimentos de tédio, enfado, náusea, cansaço, abatimento e necessidade de novas sensações.

É o reflexo da falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia.

Um dos poemas mais exemplificativos desta fase é o poema Opiário.

2ª Fase: Futurista e sensacionista

Assenta numa poesia repleta de vitalidade, manifestando a predilecção pelo belo feroz que virá a contrariar a concepção aristotélica de belo.

Um dos poemas mais exemplificativos é Ode Triunfal

3ª Fase: Intimista

Incapacidade de realização, trazendo de volta o abatimento. O poeta vive rodeado pelo sono e pelo cansaço, revelando desilusão, revolta, inadaptação, devido à incapacidade das realizações.

Um dos poemas mais exemplificativos é Esta velha angústia.

Características

Predomínio da emoção espontânea e torrencial.

O elogio da civilização industrial, moderna, da velocidade e das máquinas, da energia e da força, do progresso.

Um poeta virado para o exterior, que tenta banir o vício de pensar e acolhe todas as sensações.

A ansiedade e a confusão emocional – angústia existencial.

O tédio, a náusea, o desencontro com os outros.

A presença terrível e labiríntica do “eu” de que o poeta se tenta libertar.

A fragmentação do “eu”, a perda de identidade.

O sentido do absurdo.

A excitação da procura, da busca incessante.

Linguagem e estilo

Verso livre e longo.

Exclamações, interjeições, enumerações caóticas, anáforas, aliterações, onomatopeias.

Desordem de ritmos, violência de metáforas – desespero por não poder meter as sensações nas palavras.

Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos; o poeta que se desmultiplica ou despersonaliza na figura de inúmeros heterónimos e semi-heterónimos, dando forma por esta via à amplitude e à complexidade dos seus pensamentos, conhecimentos e percepções da vida e do mundo; ao dar vida às múltiplas vozes que comporta dentro de si, o poeta pode percepcionar e expressar as diferentes formas do universo, das coisas e do homem. (…)

In Universidade Fernando Pessoa

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Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos e

(…) Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até flor, eu sinto-me vários seres. (…)

e do mundo; ao da…espelhos fantásticos qu

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

• e torcem

A busca incessante do “eu” foi, igualmente, uma das características de outro grande poeta da geração de Orpheu

Comente o seguinte poema de Mário de Sá-Carneiro, musicado por Adriana Calcanhoto

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
   Pilar da ponte de tédio
   Que vai de mim para o Outro
.

O Outro,

O 1914

O Outro Mário de Sá-Carneiro, 1914

• O Outro, Mário, 1914O Outro, Mário de, 1914

Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana o poeta conseguiu condensar a sua angústia: "de ser nem um nem outro, mas algo que fica entre os dois",

    Composto por uma única quadra caracterizada por irregularidade métrica, esta quadra representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") encontramos um eu representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir estabelecer o seu “eu” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") ultrapassar.

Ficha de Verificação de Leitura da obra: SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES do Padre António Vieira

1. O Sermão de Santo António aos Peixes foi pregado pelo            ________________________________, no ______________, a ______________________de ____________.

 

2. O Sermão começa por um __________________________  escrito em ___________.

 

3. Vieira dirige-se aos _______________________________, o sal são____________________ e a terra ___________________.

 

4. A palavra de Deus não está a fazer fruto. Os culpados tanto podem ser os _________________ como os ___________________.

 

5. Se o mal está do lado dos pregadores; Cristo apresenta a solução: ____________________________

________________________________________.

 

6. Se o mal está do lado dos ouvintes, o melhor é fazer como _____________________ e começar a pregar aos ________________.

 

7. O Pregador termina a primeira parte do Sermão, a que é dado o nome de ________________, invocando _______________________.

 

8. A partir do capítulo II, todo o texto é uma alegoria porque __________________________________

_______________________________________.

 

9. Os peixes, como ouvintes, apresentam duas qualidades: ______________ e _____________, no entanto, ______________________, o que entristece um pouco o Pregador.

 

10. Se tal como os homens também há peixes ______________ e peixes _____________, há que ___________ e ______________.

 

11. De entre todos os animais, os peixes são aqueles que não se _____________ nem ______________.

 

12. Os animais que vivem junto do homem estão _______________ e tornam-se __________________.

 

13. Santo António também deixou Lisboa e foi para ____________ e dali para ______________.

 

14. O primeiro peixe a ser louvado é ______________________ pois o seu ___________ era bom para ___________________________ e o coração ______________________________________. Este é comparado com _______________________ porque ___________________________________.

 

15. O segundo peixe é a _____________ que tem como virtude _______________________________.

 

16. O poder deste é comparado à _______________ de Santo António.

 

17. O terceiro peixe é o ______________ que possui _____________________ que faz ____________ o pescador.

 

18. Vieira desejava que existissem na terra para _____________________________________________

______________________________.

 

19. O último peixe a ser louvado é o ____________________ porque, na realidade, _________________ uns virados para __________ e outros para __________. Assim, pode estar atento aos perigos que vêm do __________ e do ___________.

 

 

20. Vieira lamenta tanta abundância daquele instrumento nos peixes e tanta ________________ nos homens.

 

21. Este peixe ensinou ao Pregador que só devemos olhar __________________ e _______________ porque se olharmos para os lados só vemos ___________________.

 

22. No capítulo IV vai falar das repreensões. A primeira grande repreensão que lhes tem a fazer é o facto de ________________________________________, sobretudo __________________________, a isso chama-se __________________.

 

23. Infelizmente, não são só os ____________ que se ____________, os _____________ também o fazem e de uma maneira cruel.

 

24. Outra repreensão geral é a _______________ e _______________ que os conduz por vezes à morte.

 

25. Estas também existem ___________________.

 

26. Há quem se endivide uma vida inteira por _____________________________________.

 

27. Descendo ao particular, o primeiro peixe é o _______________ cuja ________________ contrasta com _______________________________.

 

28. Também na terra há muitos assim, e dá o exemplo de _____________ e ____________.

 

29. São dois os motivos pelos quais os homens se tornam Roncadores, o __________ e o __________. Como exemplo, do primeiro temos ___________ e do segundo ___________. Só Santo António possuía o __________ e o ___________ e com o seu silêncio disse tudo.

 

30. Os Pegadores são uns autênticos _______________ pois vivem à custa dos outros.

 

31. Esse mal também se encontra nos homens pois os grandes _______________ que vão de _____________ para o ____________ levam sempre __________________ consigo.

 

32. É preciso ter muito cuidado pois quando morre _________________, morrem com ele _____________________________________.

 

33. O penúltimo peixe é o Voador, criticado pela sua ______________ que advém do facto de _____________. Assim, fica sujeito aos perigos do _____________ e do ___________.

 

34. O último a ser alvo de uma profunda crítica é o ____________, considerado __________________ porque _________________________________.

 

35. Este é comparado a ___________ mas a sua maldade é maior porque ___________ e ___________ ao mesmo tempo.

 

36. O lado oposto deste «peixe aleivoso» é ____________________ pela sua ____________________.

 

37. Vieira faz uma advertência final para que _____________________________________________.

 

38. Comparados com os homens, os peixes são __________________________.

 

39. O próprio Pregador sente-se ______________ porque ____________________________________.

 

40. Termina o Sermão, pedindo aos peixes para  _________________ a Deus.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORRECÇÃO DA FICHA DE VERIFICAÇÃO DE LEITURA DA OBRA:

SERMÃO DE STO. ANTÓNIO AOS PEIXES

 

1. O Sermão de Santo António aos Peixes foi pregado pelo Padre António Vieira, no Maranhão, a 13 de Junho  de 1654.

 

2. O Sermão começa por um  Conceito Predicável  escrito em Latim.

 

3. Vieira dirige-se aos moradores do Maranhão, o sal são os pregadores e a terra ouvintes.

 

4. A palavra de Deus não está a fazer fruto. Os culpados tanto podem ser os Pregadores como os ouvintes .

 

5. Se o mal está do lado dos pregadores; Cristo apresenta a solução: «lançá-lo fora como inútil, para que seja pisado de todos» .

 

6. Se o mal está do lado dos ouvintes, o melhor é fazer como Santo António e começar a pregar aos peixes.

 

7. O Pregador termina a primeira parte do Sermão, a que é dado o nome de Exórdio, invocando Nossa Senhora.

 

8. A partir do capítulo II, todo o texto é uma alegoria porque Vieira dirige-se aos peixes querendo atingir os homens.

 

9. Os peixes, como ouvintes, apresentam duas qualidades: ouvem e não falam, no entanto, não se convertem, o que entristece um pouco o Pregador.

 

10. Se tal como os homens também há peixes bons e peixes maus, há que louvar e repreender.

 

11. De entre todos os animais, os peixes são aqueles que não se domam nem domesticam.

 

12. Os animais que vivem junto do homem estão aprisionados e tornam-se parecidos com eles.

 

13. Santo António também deixou Lisboa e foi para Coimbra e dali para um ermo.

 

14. O primeiro peixe a ser louvado é o peixe de Tobias pois o seu fel era bom para sarar a cegueira e o coração para afastar os maus espíritos. Este é comparado com Santo António porque cura a cegueira dos homens.

 

15. O segundo peixe é a Rémora que tem como virtude a força para parar um navio.

 

16. O poder deste é comparado à boca de Santo António.

 

17. O terceiro peixe é o Torpedo que possui um aparelho que faz tremer o pescador.

 

18. Vieira desejava que existissem na terra para fazer tremer aqueles que pescam tudo.

 

19. O último peixe a ser louvado é o Quatro-Olhos porque, na realidade, quatro olhos uns virados para cima e outros para baixo. Assim, pode estar atento aos perigos que vêm do céu e do mar.

 

20. Vieira lamenta tanta abundância daquele instrumento nos peixes e tanta carência nos homens.

 

21. Este peixe ensinou ao Pregador que só devemos olhar para o céu e para o inferno porque se olharmos para os lados só vemos vaidades.

 

22. No capítulo IV vai falar das repreensões. A primeira grande repreensão que lhes tem a fazer é o facto de se comerem uns aos outros, sobretudo os maiores comerem os mais pequenos, a isso chama-se ictiofagia.

 

23. Infelizmente, não são só os peixes que se comem, os homens também o fazem e de uma maneira cruel.

 

24. Outra repreensão geral é a cegueira e a ignorância que os conduz por vezes à morte.

 

25. Estas também existem nos homens.

 

26. Há quem se endivide uma vida inteira por um simples pedaço de pano.

 

27. Descendo ao particular, o primeiro peixe é o Roncador cuja potente voz contrasta com o seu pequeno tamanho.

 

28. Também na terra há muitos assim, e dá o exemplo de Pedro e Golias.

 

29. São dois os motivos pelos quais os homens se tornam Roncadores, o saber e o poder. Como exemplo, do primeiro temos Caifás e do segundo Pilatos. Só Santo António possuía o poder e o saber e com o seu silêncio disse tudo.

 

30. Os Pegadores são uns autênticos parasitas pois vivem à custa dos outros.

 

31. Esse mal também se encontra nos homens pois os grandes governantes que vão de Portugal para o Brasil levam sempre os Pegadores consigo.

 

32. É preciso ter muito cuidado pois quando morre o Pegador, morrem com ele os que lhe estavam pegados.

 

33. O penúltimo peixe é o Voador, criticado pela sua vaidade que advém do facto de possuir umas barbatanas grandes. Assim, fica sujeito aos perigos do mar e do céu.

 

34. O último a ser alvo de uma profunda crítica é o Polvo, considerado o maior traidor porque se disfarça e ataca os outros.

 

35. Este é comparado a Judas mas a sua maldade é maior porque aperta e prende ao mesmo tempo.

 

36. O lado oposto deste «peixe aleivoso» é Santo António pela sua candura e pureza.

 

37. Vieira faz uma advertência final para que não se apeguem a bens alheios.

 

38. Comparados com os homens, os peixes são piores que estes.

 

39. O próprio Pregador sente-se inferior porque fala, vê, …. E com isso ofende Deus.

 

40. Termina o Sermão, pedindo aos peixes para louvarem a Deus.  

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