27/08/2010

Plural dos nomes compostos- Jogo em PowerPoint

Jogo em PowerPoint

Derivação Imprópria

Ficha de trabalho

Derivação Imprópria

Ficha de trabalho

06/08/2010

A concordância do verbo com o sujeito

  A concordância do verbo com o sujeito nem sempre é feita da mesma forma. Verifica a veracidade das seguintes afirmações:

 

  Verdadeira Falsa
a) Quando o sujeito é simples o verbo concorda em pessoa e número com o sujeito.    
b) Quando o sujeito é procedido de expressões quantitativas ( cerca de…) o verbo aparece no singular.  
c) O sujeito composto implica que o verbo surja no singular.    
d) Vai para a 1ª pessoa se um dos sujeitos for um pronome de 1ª pessoa.    
e)Vai para a 2ª pessoa se não houver sujeitos na segunda pessoa.    
f) Vai para a 3ª pessoa se os sujeitos forem todos de 3ª pessoa.    
g) Quando o sujeito é colocado depois do verbo este pode concordar com o elemento que lhe for mais próximo.    
h) Quando os diferentes elementos se referem a uma mesma pessoa o verbo fica no singular.  

 

Correcção:656

 

 

a) V; b) F; c) F; d) V; e) F; f) V; g) V; h) V

09/07/2010

CARTA AO FUTURO, VERGÍLIO FERREIRA

CARTA AO FUTURO

   Meu amigo:

   Escrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais directa que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo. Além disso, seduz-me o halo de aventura que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não ai, o atira ao cesto dos papeis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória. 

                                                                                                    Vergílio  Ferreira, Carta ao Futuro

INTERPRETAR

1. « Meu amigo» é o cabeçalho desta carta.
    Quem será esse «amigo», o receptor da mensagem? Justifica a tua resposta.

2. O autor revela uma grande «atracção» pela carta.

2.1. Indica dois vocábulos que melhor traduzam essa ideia.

2.2. Classifica-os morfologicamente.

3. Qual é a função da carta para o autor? E para ti?

4. Explica o sentido da frase: «...porque ela é a forma mais correcta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo.» (l.4)

5. O autor associa a ideia de aventura a uma carta. Porquê?

6. O texto que estás a analisar foi extraído da obra « Carta ao Futuro».
     Explica em que medida o referido extracto está ou não de acordo com o título do livro. 

EXPRESSÃO ESCRITA

1.  Agora é a tua vez de redigires uma carta ao futuro. 

Esta é a Cidade, António Gedeão

FICHA DE TRABALHO
Esta é a Cidade

Esta é a Cidade, e é bela.
Pela ocular da janela
foco o sémen da rua.
Um formigueiro se agita,
se esgueira, freme, crepita,
ziguezagueia e flutua.

Freme como a sede bebe
numa avidez de garganta,
como um cavalo se espanta
ou como um ventre concebe.

Treme e freme, freme e treme,
friorento voo de libélula
sobre o charco imundo e estreme.
Barco de incógnito leme
cada homem, cada célula.
É como um tecido orgânico
que não seca nem coagula,
que a si mesmo se estimula
e vai, num medido pânico.

Aperfeiçoo a focagem.
Olho imagem por imagem
numa comoção crescente.
Enchem-se-me os olhos de água.
Tanto sonho! Tanta mágoa!
Tanta coisa! Tanta gente!
São automóveis, lambretas,
motos, vespas, bicicletas,
carros, carrinhos, carretas,
e gente, sempre mais gente,
gente, gente, gente, gente,
num tumulto permanente
que não cansa nem descança,
um rio que no mar se lança
em caudalosa corrente.

Tanto sonho! Tanta esperança!
Tanta mágoa! Tanta gente!

                   António Gedeão
INTERPRETAR
1. Nesta descrição, qual é a impressão geral que o peta procura produzir?
2. Por que ordem nos é apresentada a cidade:duma visão global para uma visão ao pormenor, ou ao contrário? Justifica, transcrevendo os versos que ilustram o processo escolhido.
3. Transcreve do texto todas as palavras e expressões que insistem sobre o movimento da cidade:
a) Nomes: _________________________________________________________________
b) verbos: ________________________________________________________________
c) adjectivos: ____________________________________________________________
d) metáforas: _____________________________________________________________
e) repetições: ____________________________________________________________
VOCABULÁRIO
4. Eis alguns sinónimos de «movimentado». Escreve frases em que incluas cada um dos sinónimos indicados.
a) agitado ________________________________________________________________
b) tumultuoso _____________________________________________________________
c) animado ________________________________________________________________
d) revoltado ______________________________________________________________
EXPRESSÃO ESCRITA
Tenta escrever um poema à maneira de António Gedeão, começando da seguinte maneira:
Esta é a aldeia, e é bela.
.........................
NOTA: para este trabalho deverás escolher adjectivos, nomes, verbos e recursos estilísticos que melhor traduzam a vida na aldeia.

08/07/2010

O Discurso Directo e Indirecto

  1. Passe para o discurso indirecto as frases seguintes:








1.1.  Jorge: Penso que ele não vai aguentar a situação muito tempo.
______________________________________________________________________

1.2.  Pedro: Esta semana tenho de ir a casa da Paula.
______________________________________________________________________

1.3.  Ana: Esta casa é muito bonita.
______________________________________________________________________

1.4.  D. Joana: Paulo, traz a mala para esta sala, se fazes favor.
______________________________________________________________________

1.5.  Sr. Fernandes: Espero que eles cheguem cedo.
______________________________________________________________________

1.6.  Pai: Lavem o carro fora da garagem.
______________________________________________________________________


2.        Agora, passe estas para o discurso directo:


2.1.  O Jorge e o Pedro pediram-me que te dissesse para ires a casa deles amanhã à noite.
______________________________________________________________________

2.2.  O João disse que tinha estado com a Mariana no dia anterior.
______________________________________________________________________

2.3.  O Sr. Torres pediu-lhes que levassem o armário para cima.
______________________________________________________________________

2.4.  O João disse que queria que fôssemos com ele no fim de semana.
______________________________________________________________________

2.5.  O Manuel perguntou ao Pedro se precisava de ajuda.
______________________________________________________________________

2.6.  O Pedro disse-lhe que o Jorge queria que ele fosse no dia seguinte à noite a casa dele.
______________________________________________________________________


in, Vamos lá continuar!, LIDEL ed.
                                                                                                          

Ficha Formativa de Português 10º e 11° anos - funcionamento da língua

1.     Lê seguinte texto:

UMA ESTRANHA CIDADE


     Lisboa é uma capital remendada por quem não sabe, e a que só o sol confere urna certa mediocridade aceitável. Sem ele o dia a dia seria menos atraente. Não por causa do seu tecido velho, ou melhor, antigo, e até agradável, e até bonito, às vezes, mas dos remendos de pano novo em folha, grosso, agressivo, luxuoso mas, mais frequentemente, novo rico. Vamos por uma rua fora, uma rua de sempre, desbotada, sensata e lá está ele, o remendo cheio de cores novas, de vidraças enormes, de escritórios e empresas, de porta majestosa com porteiro fardado e plantas verdes.
     Às vezes acontece passarmos por uma rua onde não passávamos há um, há dois anos, e onde havia um bonito prédio antigo, com loja, com gato à janela, com varanda florida, e já não há prédio, só remendo gritante, violento, deserto à noite.
É uma estranha cidade, Lisboa, e, por este andar, um dia, lá adiante, o Castelo dos mouros e os Jerónimos e a Torre de Belém serão nela coisas anacrónicas e talvez, quem sabe, consideradas ladras de espaço útil. Eis-nos, pois, numa cidade remendada que vai expulsando de si os habitantes antigos e que expulsará mais tarde outros habitantes que serão antigos, e outros e outros, até à perfeição. Talvez venha a ser um dia, se a bomba ou o míssil o consentirem, a primeira capital sem moradores deste mundo.

MARIA JUDITE DE CARVALHO, Crónica
1.1 A partir do texto, forma um campo lexical relativo a cidade, e outro que com ele esteja relacionado.

1.2 Os campos lexicais que formaste são, simultaneamente, famílias de palavras? Justifica.

2. “Lisboa é uma capital remendada”.

2.1. Escreve urna frase onde insiras uma palavra homónima da palavra sublinhada na frase.

2.2. Porque é que estas duas palavras são homónima e não polissémicas?

3. “ a que só o sol confere uma certa mediocridade aceitável.”

3.1. Escreve urna frase em que dês à palavra sublinhada um novo sentido.

3.2 Qual a relação entre estas duas palavras?

3.3. Completa a frase:
Estas duas frases pertencem ao mesmo campo _________________________.

4. A autora do texto faz um relato irónico da cidade de Lisboa, recorrendo a urna linguagem figurada, plena de conotações.

4.1. Retira do texto duas expressões com sentido conotativo.

4.2. Escreve duas novas frases em que as expressões que retiraste do texto apresentem o seu sentido denotativo.

5. Encontra sinónimos e antónimos para as seguintes palavras, tendo sempre em consideração o contexto em que estão inseridas. (Se for necessário consulta um dicionário)

. mediocridade (linha 2)

. estranha (linhal 1)

. consentirem (linhal 6)

6. Encontra um hiperónimo para cada urna das seguintes palavras.

. Lisboa (linha l)

. porteiro (linha 7)

. prédio (linha 9)

6.1. A partir dos hiperónirnos encontrados na questão anterior, forma conjuntos de hipónimos com eles relacionados.





     Tópicos de Resolução

1.1            Campo lexical de cidade: Lisboa, capital, rua, vidraças, escritórios, prédio, loja, janela, varanda, espaço, habitantes...

             Campo lexical de habitação: vidraças, porta, janela, varanda, prédios, habitantes…
1.2.   Não, apenas a palavra habitantes é da mesma família da palavra habitação. Não são famílias de palavras porque não partem da mesma palavra primitiva, não possuem o mesmo radical.

2.1. Aquela empresa tem muito capital para investir.

2.2. Estas duas palavras são homónimas, pois resultam de dois significantes com significados diferentes, são duas palavras totalmente distintas. Só seriam polissémicas se tivessem partido do mesmo significante.

3.1. És o sol da minha vida!

3.2. São palavras polissémicas.

3.3.semântico.

4.1 “Lisboa é uma capital remendada...” (linha 1)
     “Não por causa do seu tecido velho (linha 2,3)

4.2 A camisa já estava remendada.
    Comprei um tecido velho na feira da ladra.

5. banalidade, vulgaridade/ excepcionalidade
    anormal, esquisita/ normal, vulgar
    permitirem/ impedirem

6. Capital
    Profissão
   Construção

6.1. Capital: Lisboa, Paris, Londres, Madrid...
      Profissão: pedreiro, médico, professor, contabilista...
      Construção: pontes, edifícios, monumentos...

Sentido denotativo / Sentido conotativo

 DENOTAÇÃO (ou sentido denotativo):
é o sentido real das palavras, aquele que todas as pessoas conhecem e que é igual para todos. Verifica-se quando as palavras são utilizadas sem intenções especiais ou sem sentidos secundários.

CONOTAÇÃO ( ou sentido conotativo):
é um sentido figurado que damos às nossas palavras.Existe quando queremos dar um valor expressivo ao que dizemos. As palavras usadas significam uma coisa diferente daquela que as pessoas sabem. Será um significado secundário, o da nossa imaginação

Exercícios:



SENTIDO DENOTATIVO OU CONOTATIVO ?

1- Este ano, se eu não estudar, é certo que chumbo __________________
2- O pássaro foi atingido por um chumbo. _________________________
3- Esta batata não tem bom sabor ! ______________________________
4- Repara naquele batata, que nem falar sabe ! _____________________
5- Eu leio sempre o jornal diário.________________________________
6- Leio nos teus olhos que não estás feliz !________________________

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

O MODO INDICATIVO é o modo da realidade, das certezas, em relação ao presente, passado e futuro.

O Presente do Indicativo refere factos actuais:
Ex. Faço; ponho; dou;

O Pretérito Imperfeito pode traduzir uma acção que durava ou que era habitual; (usa mentalmente a expressão
“antigamente eu...” para colocar o verbo nesse tempo)
Ex. Fazia; punha; dava;

O Pretérito Perfeito traduz uma acção pontual passada; (usa mentalmente a expressão “ontem eu...”, e não
esqueças de confirmar se a terminação da 2ª pessoa do singular é –ste – repara no exemplo...)
Ex. Fiz/ fizeste; pus /puseste; dei /deste;

O Pretérito mais-que-perfeito só se usa para traduzir uma acção anterior a outra, também passada e o tempo
simples pertence a um nível de língua cuidado. ( a sua terminação é sempre em – ra;
Ex. fizera; pusera; dera;

O Futuro Simples usa-se para exprimir uma acção posterior ao momento da fala ou da escrita, muitas vezes é
substituído pelo Presente (a sua terminação é sempre em – rão);
Ex. farão; porão; darão;

O MODO CONJUNTIVO exprime, não a realidade, mas a possibilidade, o desejo ou a dúvida e normalmente integra uma
oração subordinada.

Para colocares o verbo no Presente do Conjuntivo, usa mentalmente a expressão “queres que eu hoje...” e
colocarás o verbo nesse tempo)
Ex. faça; ponha; dê;

Pretérito Imperfeito do Conjuntivo escreve-se sempre com ss (e encontra-lo se mentalmente usares a expressão
“ se eu ontem...”)
Ex. fizesse; pusesse; desse...

O Futuro do Conjuntivo coloca a acção como muito provável, ou com valor condicional. (Se mentalmente usares a
expressão “Quando eu...” transporás o verbo para esse tempo)
Ex. fizer; puser; der.

O MODO IMPERATIVO é usado para formular um pedido ou dar uma ordem.
Só possui duas pessoas verbais (tu / vós ) e vai buscar ao Presente do Conjuntivo as pessoas verbais que não
possui ( Faça! Façamos! Façam!)
Ex. Faz!; Põe! ; Dá!

O MODO CONDICIONAL é usado para traduzir a possibilidade de realização de uma acção sob condição, concretizada ou
não. ( Reconhece-lo facilmente pela terminação em – ria)
Ex. faria; poria; diria;

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