08/07/2010

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

O MODO INDICATIVO é o modo da realidade, das certezas, em relação ao presente, passado e futuro.

O Presente do Indicativo refere factos actuais:
Ex. Faço; ponho; dou;

O Pretérito Imperfeito pode traduzir uma acção que durava ou que era habitual; (usa mentalmente a expressão
“antigamente eu...” para colocar o verbo nesse tempo)
Ex. Fazia; punha; dava;

O Pretérito Perfeito traduz uma acção pontual passada; (usa mentalmente a expressão “ontem eu...”, e não
esqueças de confirmar se a terminação da 2ª pessoa do singular é –ste – repara no exemplo...)
Ex. Fiz/ fizeste; pus /puseste; dei /deste;

O Pretérito mais-que-perfeito só se usa para traduzir uma acção anterior a outra, também passada e o tempo
simples pertence a um nível de língua cuidado. ( a sua terminação é sempre em – ra;
Ex. fizera; pusera; dera;

O Futuro Simples usa-se para exprimir uma acção posterior ao momento da fala ou da escrita, muitas vezes é
substituído pelo Presente (a sua terminação é sempre em – rão);
Ex. farão; porão; darão;

O MODO CONJUNTIVO exprime, não a realidade, mas a possibilidade, o desejo ou a dúvida e normalmente integra uma
oração subordinada.

Para colocares o verbo no Presente do Conjuntivo, usa mentalmente a expressão “queres que eu hoje...” e
colocarás o verbo nesse tempo)
Ex. faça; ponha; dê;

Pretérito Imperfeito do Conjuntivo escreve-se sempre com ss (e encontra-lo se mentalmente usares a expressão
“ se eu ontem...”)
Ex. fizesse; pusesse; desse...

O Futuro do Conjuntivo coloca a acção como muito provável, ou com valor condicional. (Se mentalmente usares a
expressão “Quando eu...” transporás o verbo para esse tempo)
Ex. fizer; puser; der.

O MODO IMPERATIVO é usado para formular um pedido ou dar uma ordem.
Só possui duas pessoas verbais (tu / vós ) e vai buscar ao Presente do Conjuntivo as pessoas verbais que não
possui ( Faça! Façamos! Façam!)
Ex. Faz!; Põe! ; Dá!

O MODO CONDICIONAL é usado para traduzir a possibilidade de realização de uma acção sob condição, concretizada ou
não. ( Reconhece-lo facilmente pela terminação em – ria)
Ex. faria; poria; diria;

Poema do coração

1.     Lê atentamente o poema que se segue:


Poema do coração

Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,  
e também a Bondade,
 
e a Sinceridade,
 
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração
 
Então poderia dizer-vos:
 
"Meus amados irmãos,
 
falo-vos do coração",
 
ou então:
 
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios 
Tem duas válvulas ( a tricúspide e a mitral)
 
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
 
O sangue a circular contrai-os e distende-os
 
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

Por vezes acontece 
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados
 
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
 
a luz nos olhos em bisel cortados.
 
Parece então que o coração estremece.
 
Mas não.
 
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
 
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
 
é coisa do simpático.
 
Vem tudo nos compêndios.

Então meninos! 
Vamos à lição!
 
Em quantas partes se divide o coração?"

António Gedeão , Poesias Completas, Sá da Costa ED.










I

1.       Classifica as estrofes no que se refere ao número de versos.

2.       Faz o esquema rimático do poema. (No poema)

3.       Identifica os tipos de rima presentes no poema.



4.       Conta as sílabas métricas do último verso do poema.

II

1.       Faz o levantamento do vocabulário que se refere ao coração enquanto órgão do corpo humano.

2.       Selecciona as palavras que remetem para os sentimentos do coração.



3.       Quais os sentimentos que o sujeito poético gostaria que estivessem no coração?


3.1. Que outro sentimento pensas que ele gostaria de incluir, quando refere “e tudo, e tudo mais”?

4.       Achas que o poema Sá resposta à pergunta do último verso? Justifica devidamente a tua resposta com exemplos do poema.


5.       Identifica o recurso expressivo presente na segunda estrofe. (Não te esqueças de transcrever o exemplo). 

O predicado

O predicado é tudo o que se diz do sujeito.

Observa a frase:

       O João deu um ramo de rosas à avó.

O que é que se diz do João? Resposta: deu um ramo de flores à avó.

     Deu um ramo de flores à avó – é o predicado.
      
      O verbo faz sempre parte do predicado ( assim como os complementos directo e indirecto).

Exercícios

1. O cão roeu o osso.

1.1.Descreve o raciocínio que fazes para identificares o predicado desta oração.

_______________________________________________________________________

1.2. Diz qual é o predicado desta oração?

______________________________________________________________________

2. Sublinha o predicado das seguintes frases:

2.1. O João come o pão.

2.2. A mãe fez um bolo.

2.3.O pai rega o jardim.

2.4. O vento arrasta as folhas caídas.

3. Inventa predicados para os seguintes sujeitos:

3.1. A Maria e a mãe ______________________________________________________

3.2. Tu _______________________________________________________________

3.3. Os meus colegas ____________________________________________________

3.4. O João ___________________________________________________________




O complemento directo

Repara na frase:

       A Maria comeu um gelado.

O verbo, que é a primeira palavra a identificar, encontra-se sublinhado.

Agora pergunta ao verbo:

      O que comeu a Maria ? resposta: um gelado.

Um gelado é o complemento directo da oração.


1.  Sublinha o complemento directo das seguintes orações ( não te esqueças que a forma de o encontrares é perguntar ao verbo – o quê?

1.1. O Luís joga ténis.

1.2.  Os leões tem um porte altivo.

1.3. A minha amiga Ana escreveu um lindo texto.

1.4. Ele tem uma bicicleta nova.


2. Completa as frases que se seguem, acrescentando-lhes um complemento directo.


2.1. O meu filho adora ____________________________________________________

2.2.O teu cão tem _______________________________________________________

2.3. A Maria e a Joana compraram ___________________________________________

2.4.O Pedro declamou___________________________________________________

OS ADJECTIVOS

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As palavras que nos dizem como são ou como estão as pessoas, as coisas e os animais chamam-se adjectivos.

1- Assinala com um ( X ) os adjectivos:

caderno

 

lindo

 

limpo

 

triste

 

vermelho

 

bola

 

redonda

 

2. Completa com os adjectivos apropriados:

a) O filme que passa esta tarde na TV é ____________ .

b) Eu comi uma ____________ maçã.

c) A Ana tem cabelos ____________ e ____________ .

d) Dei um passeio ____________ .

e) No jardim vi flores ____________ e ____________ .

5- Copias as frases e sublinha os adjectivos:

a) A nova professora é simpática.

b) A Paula é uma aluna estudiosa e aplicada.

c) É uma égua mansa e esperta

 

3.  Tomando por base os números que demos aos graus dos adjectivos do quadro à direita, assinala com esses números os graus em que se encontram os adjectivos das frases.

A. O meu jardim é o mais bonito de todos.

   

Grau normal

1

B. O meu cão é muito brincalhão.

   

Grau comparativo de igualdade

2

C. O Jorge é tão magro como o Carlos.

   

Grau comparativo de superioridade

3

D. A Paula é mais gorda que a Rosa.

   

Grau comparativo de inferioridade

4

E. O jardim é lindíssimo.

   

Superlativo absoluto analítico

5

F. O vaso é preto.

   

Superlativo absoluto sintético

6

G. O Zeca é menos alto que a irmã.

   

Superlativo relativo de superioridade

7

Ficha de avaliação - 6º ano

Little boy putting egg in nestSEI UM NINHO!

      Comiam todos o caldo, recolhidos e calados, quando o menino disse:
   - Sei um ninho!
   A mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar. O pai, esse, nem ouviu. Mas o pequeno, ou para responder à Mãe ou para acordar o Pai, repetiu:
   - Sei um ninho!
   O Velho ergueu finalmente as pálpebras, e ficou atento também.
   A criança, então, um tudo-nada excitada, contou. Contou que à tarde, na altura em que regressava a casa com a ovelha, vira sair um pintassilgo de dentro de um grande cedro.
   A mãe bebia as palavras do filho. 
   Mas o menino continuou. O cedro era enorme, muito grosso e muito alto. A subida levou tempo. Firmava primeiro os braços; e só então as pernas avançavam até onde podiam.
    Nem o Pai nem a Mãe diziam nada. Deixavam, apavorados, mudos, que o pequeno chegasse ao cimo. O ninho só tinha um ovo. Depois de pegar no ovo, de contente dera-lhe um beijo. E ao simples calor da sua boca, a casca estalara ao meio e nascera lá de dentro um pintassilgo depenadinho.
   E o menino contava esta maravilha com a sua inocência costumada. Por fim pôs amorosamente o passarinho entre a penugem da cama e desceu.
   E agora, um nada comprometido, mas cheio de felicidade, sabia um ninho!

Miguel Torga - Contos (adaptado)

1. "Sei um ninho!"
     Regista, a partir das palavras que se seguem, o que significa esta frase repetida.
a) satisfação
b) vaidade
c) decepção
d) ansiedade
e) surpresa
f) informação
g) segredo

1.1. Justifica a tua resposta.

2. Quem diz a frase? A quem é dita?

2.1. Qual a reacção que provoca nos dois ouvintes? Com frases extraídas do texto justifica a tua resposta.

3. Como se deu a descoberta do ninho?

4. Que sentimento domina as personagens  durante a narração do menino?

5. Faz o levantamento das expressões que caracterizam psicologicamente o menino.

6. Repara na forma como a autor se refere à personagem principal: o menino ( três vezes); o pequeno ( duas vezes); a criança ( uma vez).

6.1. Como explicas esta forma de tratamento?
6.2. Qual te parece mais expressiva?
6.3. Procura justificar o seu emprego quanto ao número de vezes que aparece.

II

1. " A Mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar"

1.1. Classifica morfologicamente e de forma completa as palavras que se apresentam a negrito na frase.

2 . Classifica quanto ao processo de formação as seguintes palavras:

a) Apavorar
b) Pavoroso
c) Pavor
d) Pavorosamente

III
Depois de leres atentamente o texto escreve um pequeno texto onde apresentes qual seria o teu comportamento numa situação idêntica.

21/05/2010

Cesário Verde - Ficha Informativa

06/05/2010

A Fada Oriana

A FADA DAS CRIANÇAS

Do seu longínquo reino cor-de-rosa,

Voando pela noite silenciosa,

A fada das crianças vem, luzindo.

Papoulas a coroam, e, cobrindoclip_image001

Seu corpo todo, a tornam misteriosa.

À criança que dorme chega leve,

E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,

Os seus cabelos de ouro acaricia -

E sonhos lindos, como ninguém teve,

A sentir a criança principia.

E todos os brinquedos se transformam

Em coisas vivas, e um cortejo formam:

Cavalos e soldados e bonecas,

Ursos pretos, que vêm, vão e tornam,

E palhaços que tocam em rabecas...

E há figuras pequenas e engraçadas

Que brincam e dão saltos e passadas...

Mas vem o dia, e, leve e graciosa,

Pé ante pé, volta a melhor das fadas

Ao seu longínquo reino cor-de-rosa.

Fernando Pessoa, Poesias Inéditas


1. Lê, atentamente, este belo poema e completa:

A Fada das __________ vivia num __________ reino cor-de-rosa. Tinha na cabeça uma coroa de _________. Acariciava os cabelos _________ da criança com a sua mão _________ e transformava os brinquedos em coisas _______. Quando vinha o ____ a fada regressava _________ e _________ ao seu longínquo reino _____________.

2. Explica por palavras tuas as expressões:

“a mão de neve” _________________________________________________

“cabelos de ouro” ________________________________________________

3. Porque regressava, pé ante pé, a fada ao seu reino?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

1. Lê, atentamente, este excerto e responde clara e completamente às questões que te são propostas:

Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro.

Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato e nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água. E ouviu uma voz que a chamava:

- Oriana, Oriana.

A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia.

- Salva-me, Oriana – gritava o peixe. – Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio.

Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água.

- Obrigado, muito obrigado – disse o peixe, fazendo muitas mesuras. – Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens.

- Obrigada – disse Oriana -, agora não preciso de nada.

- Lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas. A minha gratidão é eterna.

- Obrigada – disse a fada.

- Boa tarde, Oriana. Agora tenho de me ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim.

E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada.

Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida, porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante.

E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do fundo do regato e veio ao seu encontro com um sorriso na boca encarnada. E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como os lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.

- Mas que bonita que eu sou – disse ela. – Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes que são os meus olhos, que fino é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou para fora da água para apanhar a mosca, eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como eu sou bonita. Só eu nunca me via!

Sophia de Mello Breyner Andresen in IV – O Peixe, A Fada Oriana,

1. Indica se as afirmações são verdadeiras ou falsas:

 

VERDADEIRO

FALSO

a) Estava uma manhã maravilhosa.

   

b) Oriana caminhava calmamente.

   

c) O peixe tentou apanhar uma borboleta.

   

d) O peixe pediu ajuda a Oriana.

   

e) Oriana salvou a vida ao peixe.

   

f) O peixe partiu sem agradecer.

   

g) Oriana ficou admirada com a sua beleza.

   

h) Os animais já lhe tinham dito que era muito bela.

   

2. Para recordares algumas características de um texto narrativo, completa o seguinte texto.

Esta narrativa está escrita na ____ pessoa. Por isso o narrador não está _______ na acção. É um narrador ___________. A acção localiza-se _______________ durante a _________.

3. Atenta nas palavras sublinhadas e em itálico no texto e completa.

Todas as palavras sublinhadas pertencem à classe aberta _______________. Com elas o texto ficou mais bonito, rico e interessante. Os _____________ estão colocados ________ dos verbos e _________ dos nomes. As palavras em itálico pertencem à classe aberta __________________ e encontram-se no tempo verbal ________________________.

4. Procura no dicionário o significado das palavras:

Estática _______________________________________________

dinâmica _______________________________________________

5. Na frase “Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca” a descrição é ____________ e na frase “A brisa dançava com as ervas dos campos” a descrição é ____________.

6. Completa o quadro com frases do texto.

Recursos expressivos

Exemplos

Significado da expressão

Personificação

Adjectivação

Comparação

7. Atenta na conversa entre a fada Oriana e o peixe.

Para introduzir a fala destas personagens utilizou-se um novo _____________, dois _______, o __________ e os verbos __________ (chamava, disse, gritava) que aparecem _________ e no _________ das falas das personagens. Depois deste diálogo Oriana fala com ela mesma sobre a sua beleza. Estamos, assim, perante um ____________.

 

8. Ao leres este texto tinhas, com certeza, os teus sentidos bem apurados porque são eles que te permitem experimentar diferentes tipos de ___________. Completa o quadro com frases do texto.

Sensações

Exemplos

Táctil

Visual

Auditiva

Olfactiva

A partir do primeiro encontro com o peixe, Oriana fica maravilhada com a sua beleza. Esquecerá os seus deveres e ocupará o seu tempo a ver-se ao espelho ou nas águas do rio. Tornou-se narcisista.

Esta característica está relacionada com a seguinte história.

Era uma vez…um jovem chamado Narciso que vivia na Grécia antiga, admirado por todos pela sua incomparável beleza. Narciso era muito vaidoso da perfeição do seu gosto e da graciosidade do seu corpo e jamais perdia a oportunidade de contemplar o seu reflexo nas águas dos lagos por onde passava. Fascinado, passava horas a fio a admirar o brilho dos seus grandes olhos negros, o nariz delgado, os lábios finos e a bela cabeleira encaracolada coroando o seu magnífico rosto oval. Dir-se-ia que, do céu, tinha descido um escultor para criar um corpo com membros tão harmoniosos e isentos de defeitos que era a encarnação perfeita da beleza sonhada por todos os homens. Um dia, Narciso, passou junto de um rochedo sobranceiro a uma lagoa cujas águas límpidas e geladas reflectiam a sua imagem.

- Como és belo, Narciso! Não existe sobre a terra nenhum ser tão perfeito como tu! Adorava poder beijar-te! – exclamou o jovem debruçando-se.

O desejo de beijar a sua própria imagem foi tão intenso que se inclinou demasiado e perdeu o equilíbrio caindo dentro de água. Como não sabia nadar, morreu afogado. Quando os deuses se aperceberam que a criatura mais linda da terra tinha morrido, decidiram que tamanha formosura jamais deveria cair no esquecimento. Transformaram Narciso numa linda flor perfumada, que floresce todas as Primaveras nos flancos das montanhas e que se chama narciso.

Faz, agora, a descrição física e psicológica do jovem Narciso.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Ulisses, de Maria Alberta Menéres

I
Dá respostas breves sem, no entanto, descuidares a correcção e a sintaxe.

1- A história de Ulisses tem muitos milhares de anos.

1.1 – Quem a contou pela primeira vez?

1.2 – Quem a conta no livro que acabaste de ler?

1.3 – Quem era Ulisses?

2- Gregos e Troianos envolveram-se numa guerra.

2.1- Por que motivo se iniciou essa guerra?

2.2- Por que razão Ulisses se fingiu de doido?

2.3- Os gregos conseguiram finalmente vencer os troianos porque…
(Assinala a resposta correcta com uma cruz.)
 os troianos os enganaram com um cavalo de madeira.
 os gregos desistiram do cerco de Tróia.
 os troianos lhes abriram as portas da cidade.
 em Tróia não havia cavalos.
 Ulisses engendrou um plano para os derrotar.
 os troianos se cansaram do cerco.

3- “Cheios de saudades os Gregos meteram-se nos barcos…”
A partir de agora começa a grande aventura de Ulisses que terá de enfrentar o Desconhecido.
Organiza a sequência das aventuras que o herói viveu.
Ulisses foi parar a uma ilha, onde os marinheiros gregos foram transformados em porcos.
Teve de atravessar o mar das sereias que encantavam os marinheiros com a sua bela voz.
Levado pelos Feácios até Ítaca, Ulisses disfarça-se de mendigo para vencer os pretendentes de Penélope.
Foi parar a uma das ilhas do arquipélago da Ciclópia.
Dirigiu-se à Ilha dos Infernos, onde vagueavam as almas dos mortos.
Sofreu violentos naufrágios.
É lançado nas praias de Córcira, ilha dos Feácios.
Desembarcou na Eólia, onde o rei dos ventos lhe ofereceu um saco de pele de boi onde fechou todos os ventos violentos do mundo.
4- Uma misteriosa corrente marítima arrastou o navio de Ulisses até à Ciclópia.

4.1- Indica duas características dos ciclopes.

4.2- Que estratagema de Ulisses impediu os outros ciclopes de ajudarem o seu irmão?

4.3- Como conseguiram os gregos escapar?

5- O Rei dos Ventos ofereceu-lhe um saco onde fechou todos os ventos violentos.

5.1- O que é que o rei recomendou a Ulisses?

5.2- Que sentimento despertou nos marinheiros o saco que Ulisses recebeu?

5.3- Quais as principais consequências da atitude dos marinheiros?

6- Na Ilha dos Infernos Ulisses é informado sobre o que se passava em Ítaca.

6.1- Primeiramente quem lhe dá as informações sobre Ítaca?

6.2- Como conseguiu Ulisses que essa personagem falasse com ele?

7- Todos julgavam Ulisses morto e, por isso, segundo a lei de Ítaca havia um modo de dar um novo rei à Pátria.

7.1- Como era?

7.2- A mulher de Ulisses não queria casar de novo. Porquê?

7.3- Como é que ela conseguia ir adiando a escolha de um dos pretendentes?

8- Ao chegar ao Mar das Sereias os marinheiros param de remar.

8.1- Quem tinha avisado os marinheiros sobre o canto da sereias?

8.2- O que fizeram os marinheiros para não as ouvir?

8.3- E Ulisses, como procedeu?

9- Depois de enfrentar muitos perigos, Ulisses chega a Ítaca e, disfarçado de mendigo, aproxima-se do seu palácio.

9.1- Quem o reconheceu?

9.2- Como é que Ulisses foi recebido pelos pretendentes de sua mulher?

9.3- Como é que Ulisses e seu filho se vingaram?

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

GRUPO I

Lê com atenção o texto que se segue:O-Gato-Malhado-e-a-Andorinha-Sinha

Quando a Primavera chegou, vestida de luz, de cores e de alegria, olorosa de perfumes sutis, desabrochando as flores e vestindo as árvores de roupagens verdes, o Gato Malhado estirou os braços e abriu os olhos pardos, olhos feios e maus. Feios e maus, na opinião geral. Aliás, diziam que não apenas os olhos do Gato Malhado reflectiam maldade, e sim, todo o corpanzil forte e ágil, de riscas amarelas e negras. Tratava-se de um gato de meia-idade, já distante da primeira juventude, quando amara correr por entre as árvores, vagabundear nos telhados, miando à lua cheia canções de amor, certamente picarescas e debochadas. Ninguém podia imaginá-lo entoando canções românticas, sentimentais.

Naquelas redondezas não existia criatura mais egoísta e solitária. Não mantinha relações de amizade com os vizinhos e quase nunca respondia aos raros cumprimentos que, por medo e não por gentileza alguns passantes lhe dirigiam. Resmungava de mau humor e voltava a fechar os olhos como se lhe desagradasse todo o espectáculo em redor.

Era, no entanto, um belo espectáculo, a vida em torno, agitada ou mansa. Botões nasciam perfumados e desabrochavam em flores radiosas, pássaros voavam entre trinados alegres (...)

Do Gato Malhado ninguém se aproximava. As flores fechavam-se se ele vinha em sua direcção: dizem que certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco pelo qual se haviam enamorado todas as rosas. Não apresentavam provas mas quem punha em dúvida a ruindade do gatarraz? Os pássaros ganhavam altura ao voar nas imediações do esconso onde ele dormia. Murmuravam inclusive ter sido o Gato Malhado o malvado que roubara o pequeno Sabiá, do seu ninho de ramos. (…) Provas não existiam, mas que outro teria sido? Bastava olhar a cara do bichano para localizar o assassino. Bicho feio aquele. (…)

Assim vivia ele quando a Primavera entrou pelo parque adentro, num espalhafato de cores, de aromas de melodias. Cores alegres, aromas de entontecer, sonoras melodias. (…)

I A Andorinha Sinhá, além de bela, era um pouco louca. Louquinha, fica-lhe melhor. Apesar de ainda frequentar a escola dos pássaros – onde o Papagaio ditava a cátedra de religião – tão jovem que os respeitáveis pais não a deixavam sair à noite sozinha com os seus admiradores, mas já era metida a independente, orgulhando-se de manter boas relações com toda a gente do parque. Amiga das flores e das árvores, dos patos e das galinhas, dos cães e das pedras, dos pombos e do lago. Com todos ela conversava, um arzinho suficiente, sem se dar conta das paixões que ia espalhando ao passar. (…)

Apesar de todas essas relações e admirações, uma sombra anuviava a vida da Andorinha Sinhá, razão de ser deste atrasado capítulo inicial, pois a sombra era exactamente o Gato Malhado. Ou melhor: o fato dela nunca ter conseguido conversar com o Gato. Aquele sujeito caladão, orgulhoso e metido a besta, bulia-lhe com os nervos. Habituara-se a vir espiá-lo quando ele dormia ou esquentava sol sobre a grama. Escondida no ramo de uma árvore, mirava-o durante horas perdidas, cismando nas razões por que o feioso não mantinha relações com ninguém. Ouvia falar mal dele mas fitava o seu nariz róseo, de grandes bigodes, e – ninguém sabe por que – duvidava da veracidade das histórias. Assim são as andorinhas, o que se pode fazer? Não há forma de fazê-las compreender a verdade mais rudimentar, a mais provada e conhecida, se elas se metem a duvidar. São cabeçudas e se deixam guiar pelo coração.

O Gato Malhado era a sombra na vida clara e tranquila da Andorinha Sinhá. Por vezes estava cantando uma das lindas canções que aprendera com o Rouxinol, e, de súbito, parava porque via (às vezes adivinhava) o grande corpo do Gato que passava em caminho do seu canto predilecto. Ia então pelos ares, seguindo-o devagar e, em certa tarde, divertiu-se muito a atirar-lhe gravetos secos sobre o dorso. O Gato dormia, ela estava bem escondida entre as folhas da jaqueira, rindo a cada graveto que acertava nas costas do Gato, levando o preguiçoso a abrir um olho e mirar em torno. Mas logo o cerrava, pensando tratar-se de alguma brincadeira idiota do Vento.

JORGE AMADO, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor

 

Depois de leres atentamente o excerto de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, responde com clareza e correcção às questões que te são colocadas.

  1. A partir das informações que o texto te fornece, é possível caracterizar as personagens.

1.1 Caracteriza-as no aspecto físico.

 

1.2 Indica, agora, as suas características psicológicas.

 

1.3 Identifica o sentimento que se começa a esboçar neste excerto e que irá acabar por nascer entre as duas personagens.

 

  1. Faz o levantamento das histórias contadas acerca do passado do Gato Malhado e que lhe conferiram a fama de “assassino”.

 

2.1 Poderemos acreditar totalmente na veracidade dessas histórias? Porquê?

 

 

2.2 Atenta nas seguintes expressões: “gatarraz”; “cara do bichano”; “Bicho feio aquele” (2º parágrafo). Terão as características físicas do Gato Malhado e o seu modo de vida influenciado a produção dessas histórias? Como?

 

  1. O espaço em que decorre a acção dá indícios da estação primaveril. Justifica a tua resposta com expressões do texto.

 

3.1 Diz qual o recurso estilístico mais utilizado nesta apresentação.

 

4. Atenta na seguinte passagem:Assim são as andorinhas, o que se pode fazer? Não há forma de fazê-las compreender a verdade mais rudimentar, a mais provada e conhecida, se elas se metem a duvidar. São cabeçudas e se deixam guiar pelo coração.”

 

4.1 Classifica o narrador quanto à posição, justificando por palavras tuas.

 

5. Assinala com X, como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações, de acordo com a obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado.

AFIRMAÇÕES

V

F

1. Jorge Amado escreveu “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” em Londres.

   

2. As ilustrações de Carybé fizeram com que o escritor publicasse a obra.

   

3. A história começa com a expressão “Era uma vez…”.

   

4. No Gato Malhado... conta-se o amor impossível entre um gato e uma ave, inimigos por natureza.

   

5. O espaço físico da história é um jardim zoológico.

   

6. A Manhã é uma funcionária madrugadora e trabalhadora.

   

7. O Gato Malhado foi acusado, injustamente, de vários crimes

   

8. A palavra pilhéria no português-padrão do Brasil significa piada.

   

9. O Vento contou à Manhã a história de amor.

   

10. O primeiro encontro entre o Gato e a Andorinha aconteceu na estação do Verão.

   

11. Durante a Primavera, o Gato e a Andorinha passearam-se pelo parque.

   

12. Na estação do Verão, o Gato pediu a Andorinha subitamente em casamento.

   

13. Os protagonistas deste conto são três.

   

14. A Vaca Mocha tinha uma grande estima pelo Gato Malhado.

   

15. A Vaca Mocha falava espanhol e português.

   

16. O Gato Malhado e a Andorinha passeiam juntos enquanto as outras personagens

condenam o amor impossível.

   

17. A narração identifica-se porque os verbos estão no pretérito imperfeito.

   

GRUPO II

1. Assinala com X a resposta correcta.

1.1 “A Andorinha Sinhá, além de bela, era um pouco louca”.

Nesta frase, a expressão destacada desempenha a função de:

a ) atributo _____

b) complemento circunstancial de modo _____

c) nome predicativo do sujeito _____

 

1.2 Na frase (…)“Certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco (…)”, estão presentes as seguintes funções sintácticas:

a) C.C. de Tempo + Sujeito Inexistente+ Predicado+ Complemento Directo+ Atributo+ C. C. de Modo______

b) Sujeito Subentendido+ Predicado+ C.C. de Modo+ C.C. de Tempo+ Complemento Directo+ Atributo_____

c) C. C. de Lugar+ Sujeito Subentendido+ Predicado+ C.C. de Modo+ Complemento Directo_____

 

2. Passa para a forma passiva a seguinte frase.

 

2.1 O Gato Malhado salvou o pássaro de morrer afogado.

 

3. Classifica morfologicamente as seis palavras sublinhadas no excerto .

 

4. Reescreve a frase, de forma a alterares a forma verbal para os tempos e modos solicitados:

No ramo de uma árvore, a Andorinha fitava o Gato Malhado.

a) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo : No ramo…….

b) Condicional Composto : No ramo teria fitado….

c) Presente do Conjuntivo ( Começa a frase por “Espero que”) Espero que ……

d) Pretérito Mais-que perfeito do Indicativo : No ramo ……

e) Pretérito Imperfeito do Conjuntivo (Começa a frase por “Se”) No ramo ….

f) Futuro do Conjuntivo (Começa a frase por “Quando” ) Quando

g) Futuro Composto do Conjuntivo (Começa a frase por “Quando”) Quando ….

 

5. Assinala com X, como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações, recordando tudo o que aprendeste sobre as relações semânticas das palavras.

AFIRMAÇÕES

V

F

a) Antónimo significa um vocábulo com sentido oposto ao de outro, opondo-se no seu significado.

   

b) As palavras hiperónimas designam os elementos contidos em determinada espécie.

   

c) Por polissemia entende-se os vários significados que se podem atribuir a uma mesma palavra.

   

d) A conotação é o significado primeiro (objectivo) de uma palavra, enquanto que a denotação é o segundo sentido (subjectivo) atribuído a uma palavra.

   

e) A palavra «pôr» é acentuada para não se confundir com a sua homófona, a preposição «por».

   

f) As palavras mobiliário e vertebrados podem ser hiperónimas.

   

g) As palavras aprender/apreender; descrição/discrição; emigrante/imigrante, eminente/iminente e cumprimento/comprimento são homófonas.

   

GRUPO III

Dos temas apresentados, escolhe apenas um.

TEMA A:

A história do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá começa com a seguinte trova popular:

"O mundo só vai prestar

Para nele se viver

No dia em que a gente ver

Um gato maltês casar

Com uma alegre andorinha

Saindo os dois a voar

O noivo e a sua noivinha

Dom Gato e dona Andorinha."

(Trova e filosofia de Estevão da Escuna, poeta popular)

Na Dedicatória, o autor designa a história como uma "fábula". Ora a fábula é um texto narrativo cujas personagens são geralmente animais e em que existe a intenção de moralizar.

Elabora um comentário com cerca de sessenta palavras sobre a(s) mensagem(ns) que, em tua opinião, o autor pretende transmitir ao mundo dos homens através de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma História de Amor.

TEMA B :

A Andorinha enviou, pelo Pombo-Correio, uma carta de despedida ao Gato, mas os encontros entre os dois continuaram. Porém, o momento da separação definitiva chegou e a Andorinha quis dizer ao Gato tudo o que não chegara a dizer-lhe. Escreveu-lhe.

Redige, então, uma carta enviada pela Andorinha Sinhá ao Gato Malhado pouco antes de se casar. Uma carta simples, mas emotiva; uma carta em que fala do Gato, mas sobretudo de si própria, do seu amor, dos seus sonhos, das suas mágoas, do seu futuro...

(podes escrever em prosa ou verso)

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