08/07/2010
Ficha Formativa de Português 10º e 11° anos - funcionamento da língua
Sentido denotativo / Sentido conotativo
é o sentido real das palavras, aquele que todas as pessoas conhecem e que é igual para todos. Verifica-se quando as palavras são utilizadas sem intenções especiais ou sem sentidos secundários.
CONOTAÇÃO ( ou sentido conotativo):
é um sentido figurado que damos às nossas palavras.Existe quando queremos dar um valor expressivo ao que dizemos. As palavras usadas significam uma coisa diferente daquela que as pessoas sabem. Será um significado secundário, o da nossa imaginação
Exercícios:
SENTIDO DENOTATIVO OU CONOTATIVO ?
1- Este ano, se eu não estudar, é certo que chumbo __________________
2- O pássaro foi atingido por um chumbo. _________________________
3- Esta batata não tem bom sabor ! ______________________________
4- Repara naquele batata, que nem falar sabe ! _____________________
5- Eu leio sempre o jornal diário.________________________________
6- Leio nos teus olhos que não estás feliz !________________________
MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples
O MODO INDICATIVO é o modo da realidade, das certezas, em relação ao presente, passado e futuro.
O Presente do Indicativo refere factos actuais:
Ex. Faço; ponho; dou;
O Pretérito Imperfeito pode traduzir uma acção que durava ou que era habitual; (usa mentalmente a expressão
“antigamente eu...” para colocar o verbo nesse tempo)
Ex. Fazia; punha; dava;
O Pretérito Perfeito traduz uma acção pontual passada; (usa mentalmente a expressão “ontem eu...”, e não
esqueças de confirmar se a terminação da 2ª pessoa do singular é –ste – repara no exemplo...)
Ex. Fiz/ fizeste; pus /puseste; dei /deste;
O Pretérito mais-que-perfeito só se usa para traduzir uma acção anterior a outra, também passada e o tempo
simples pertence a um nível de língua cuidado. ( a sua terminação é sempre em – ra;
Ex. fizera; pusera; dera;
O Futuro Simples usa-se para exprimir uma acção posterior ao momento da fala ou da escrita, muitas vezes é
substituído pelo Presente (a sua terminação é sempre em – rão);
Ex. farão; porão; darão;
O MODO CONJUNTIVO exprime, não a realidade, mas a possibilidade, o desejo ou a dúvida e normalmente integra uma
oração subordinada.
Para colocares o verbo no Presente do Conjuntivo, usa mentalmente a expressão “queres que eu hoje...” e
colocarás o verbo nesse tempo)
Ex. faça; ponha; dê;
O Pretérito Imperfeito do Conjuntivo escreve-se sempre com ss (e encontra-lo se mentalmente usares a expressão
“ se eu ontem...”)
Ex. fizesse; pusesse; desse...
O Futuro do Conjuntivo coloca a acção como muito provável, ou com valor condicional. (Se mentalmente usares a
expressão “Quando eu...” transporás o verbo para esse tempo)
Ex. fizer; puser; der.
O MODO IMPERATIVO é usado para formular um pedido ou dar uma ordem.
Só possui duas pessoas verbais (tu / vós ) e vai buscar ao Presente do Conjuntivo as pessoas verbais que não
possui ( Faça! Façamos! Façam!)
Ex. Faz!; Põe! ; Dá!
O MODO CONDICIONAL é usado para traduzir a possibilidade de realização de uma acção sob condição, concretizada ou
não. ( Reconhece-lo facilmente pela terminação em – ria)
Ex. faria; poria; diria;
Poema do coração
| Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração, e também a Bondade, e a Sinceridade, e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração Então poderia dizer-vos: "Meus amados irmãos, falo-vos do coração", ou então: "com o coração nas mãos". Mas o meu coração é como o dos compêndios Tem duas válvulas ( a tricúspide e a mitral) e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos). O sangue a circular contrai-os e distende-os segundo a obrigação das leis dos movimentos. Por vezes acontece ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados e uma lâmina baça e agreste, que endurece a luz nos olhos em bisel cortados. Parece então que o coração estremece. Mas não. Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático, que esse vento que sopra e ateia os incêndios, é coisa do simpático. Vem tudo nos compêndios. Então meninos! Vamos à lição! Em quantas partes se divide o coração?" António Gedeão , Poesias Completas, Sá da Costa ED. |
O predicado
O complemento directo
OS ADJECTIVOS
| As palavras que nos dizem como são ou como estão as pessoas, as coisas e os animais chamam-se adjectivos. |
1- Assinala com um ( X ) os adjectivos:
| caderno | |
| lindo | |
| limpo | |
| triste | |
| vermelho | |
| bola | |
| redonda |
2. Completa com os adjectivos apropriados:
a) O filme que passa esta tarde na TV é ____________ .
b) Eu comi uma ____________ maçã.
c) A Ana tem cabelos ____________ e ____________ .
d) Dei um passeio ____________ .
e) No jardim vi flores ____________ e ____________ .
5- Copias as frases e sublinha os adjectivos:
a) A nova professora é simpática.
b) A Paula é uma aluna estudiosa e aplicada.
c) É uma égua mansa e esperta
3. Tomando por base os números que demos aos graus dos adjectivos do quadro à direita, assinala com esses números os graus em que se encontram os adjectivos das frases.
| A. O meu jardim é o mais bonito de todos. | Grau normal | 1 | ||
| B. O meu cão é muito brincalhão. | Grau comparativo de igualdade | 2 | ||
| C. O Jorge é tão magro como o Carlos. | Grau comparativo de superioridade | 3 | ||
| D. A Paula é mais gorda que a Rosa. | Grau comparativo de inferioridade | 4 | ||
| E. O jardim é lindíssimo. | Superlativo absoluto analítico | 5 | ||
| F. O vaso é preto. | Superlativo absoluto sintético | 6 | ||
| G. O Zeca é menos alto que a irmã. | Superlativo relativo de superioridade | 7 |
Ficha de avaliação - 6º ano
SEI UM NINHO!E o menino contava esta maravilha com a sua inocência costumada. Por fim pôs amorosamente o passarinho entre a penugem da cama e desceu.
E agora, um nada comprometido, mas cheio de felicidade, sabia um ninho!
1. "Sei um ninho!"
Regista, a partir das palavras que se seguem, o que significa esta frase repetida.
a) satisfação
b) vaidade
c) decepção
d) ansiedade
e) surpresa
f) informação
g) segredo
1.1. Justifica a tua resposta.
2. Quem diz a frase? A quem é dita?
2.1. Qual a reacção que provoca nos dois ouvintes? Com frases extraídas do texto justifica a tua resposta.
3. Como se deu a descoberta do ninho?
4. Que sentimento domina as personagens durante a narração do menino?
5. Faz o levantamento das expressões que caracterizam psicologicamente o menino.
6. Repara na forma como a autor se refere à personagem principal: o menino ( três vezes); o pequeno ( duas vezes); a criança ( uma vez).
6.1. Como explicas esta forma de tratamento?
6.2. Qual te parece mais expressiva?
6.3. Procura justificar o seu emprego quanto ao número de vezes que aparece.
II
1. " A Mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar"
1.1. Classifica morfologicamente e de forma completa as palavras que se apresentam a negrito na frase.
2 . Classifica quanto ao processo de formação as seguintes palavras:
a) Apavorar
b) Pavoroso
c) Pavor
d) Pavorosamente
III
Depois de leres atentamente o texto escreve um pequeno texto onde apresentes qual seria o teu comportamento numa situação idêntica.
21/05/2010
06/05/2010
A Fada Oriana
A FADA DAS CRIANÇAS
Do seu longínquo reino cor-de-rosa,
Voando pela noite silenciosa,
A fada das crianças vem, luzindo.
Papoulas a coroam, e, cobrindo![]()
Seu corpo todo, a tornam misteriosa.
À criança que dorme chega leve,
E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,
Os seus cabelos de ouro acaricia -
E sonhos lindos, como ninguém teve,
A sentir a criança principia.
E todos os brinquedos se transformam
Em coisas vivas, e um cortejo formam:
Cavalos e soldados e bonecas,
Ursos pretos, que vêm, vão e tornam,
E palhaços que tocam em rabecas...
E há figuras pequenas e engraçadas
Que brincam e dão saltos e passadas...
Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
Pé ante pé, volta a melhor das fadas
Ao seu longínquo reino cor-de-rosa.
Fernando Pessoa, Poesias Inéditas
1. Lê, atentamente, este belo poema e completa:
A Fada das __________ vivia num __________ reino cor-de-rosa. Tinha na cabeça uma coroa de _________. Acariciava os cabelos _________ da criança com a sua mão _________ e transformava os brinquedos em coisas _______. Quando vinha o ____ a fada regressava _________ e _________ ao seu longínquo reino _____________.
2. Explica por palavras tuas as expressões:
“a mão de neve” _________________________________________________
“cabelos de ouro” ________________________________________________
3. Porque regressava, pé ante pé, a fada ao seu reino?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
1. Lê, atentamente, este excerto e responde clara e completamente às questões que te são propostas:
| Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro. Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato e nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água. E ouviu uma voz que a chamava: - Oriana, Oriana. A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia. - Salva-me, Oriana – gritava o peixe. – Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio. Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água. - Obrigado, muito obrigado – disse o peixe, fazendo muitas mesuras. – Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens. - Obrigada – disse Oriana -, agora não preciso de nada. - Lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas. A minha gratidão é eterna. - Obrigada – disse a fada. - Boa tarde, Oriana. Agora tenho de me ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim. E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada. Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida, porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante. E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do fundo do regato e veio ao seu encontro com um sorriso na boca encarnada. E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como os lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes. - Mas que bonita que eu sou – disse ela. – Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes que são os meus olhos, que fino é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou para fora da água para apanhar a mosca, eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como eu sou bonita. Só eu nunca me via! Sophia de Mello Breyner Andresen in IV – O Peixe, A Fada Oriana, |
1. Indica se as afirmações são verdadeiras ou falsas:
|
VERDADEIRO |
FALSO | |
| a) Estava uma manhã maravilhosa. | ||
| b) Oriana caminhava calmamente. | ||
| c) O peixe tentou apanhar uma borboleta. | ||
| d) O peixe pediu ajuda a Oriana. | ||
| e) Oriana salvou a vida ao peixe. | ||
| f) O peixe partiu sem agradecer. | ||
| g) Oriana ficou admirada com a sua beleza. | ||
| h) Os animais já lhe tinham dito que era muito bela. |
2. Para recordares algumas características de um texto narrativo, completa o seguinte texto.
Esta narrativa está escrita na ____ pessoa. Por isso o narrador não está _______ na acção. É um narrador ___________. A acção localiza-se _______________ durante a _________.
3. Atenta nas palavras sublinhadas e em itálico no texto e completa.
Todas as palavras sublinhadas pertencem à classe aberta _______________. Com elas o texto ficou mais bonito, rico e interessante. Os _____________ estão colocados ________ dos verbos e _________ dos nomes. As palavras em itálico pertencem à classe aberta __________________ e encontram-se no tempo verbal ________________________.
4. Procura no dicionário o significado das palavras:
Estática _______________________________________________
dinâmica _______________________________________________
5. Na frase “Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca” a descrição é ____________ e na frase “A brisa dançava com as ervas dos campos” a descrição é ____________.
6. Completa o quadro com frases do texto.
| Recursos expressivos | Exemplos | Significado da expressão |
| Personificação
| ||
| Adjectivação
| ||
| Comparação
| ||
7. Atenta na conversa entre a fada Oriana e o peixe.
Para introduzir a fala destas personagens utilizou-se um novo _____________, dois _______, o __________ e os verbos __________ (chamava, disse, gritava) que aparecem _________ e no _________ das falas das personagens. Depois deste diálogo Oriana fala com ela mesma sobre a sua beleza. Estamos, assim, perante um ____________.
8. Ao leres este texto tinhas, com certeza, os teus sentidos bem apurados porque são eles que te permitem experimentar diferentes tipos de ___________. Completa o quadro com frases do texto.
| Sensações | Exemplos
|
| Táctil
| |
| Visual
| |
| Auditiva
| |
| Olfactiva |
A partir do primeiro encontro com o peixe, Oriana fica maravilhada com a sua beleza. Esquecerá os seus deveres e ocupará o seu tempo a ver-se ao espelho ou nas águas do rio. Tornou-se narcisista.
Esta característica está relacionada com a seguinte história.
| Era uma vez…um jovem chamado Narciso que vivia na Grécia antiga, admirado por todos pela sua incomparável beleza. Narciso era muito vaidoso da perfeição do seu gosto e da graciosidade do seu corpo e jamais perdia a oportunidade de contemplar o seu reflexo nas águas dos lagos por onde passava. Fascinado, passava horas a fio a admirar o brilho dos seus grandes olhos negros, o nariz delgado, os lábios finos e a bela cabeleira encaracolada coroando o seu magnífico rosto oval. Dir-se-ia que, do céu, tinha descido um escultor para criar um corpo com membros tão harmoniosos e isentos de defeitos que era a encarnação perfeita da beleza sonhada por todos os homens. Um dia, Narciso, passou junto de um rochedo sobranceiro a uma lagoa cujas águas límpidas e geladas reflectiam a sua imagem. - Como és belo, Narciso! Não existe sobre a terra nenhum ser tão perfeito como tu! Adorava poder beijar-te! – exclamou o jovem debruçando-se. O desejo de beijar a sua própria imagem foi tão intenso que se inclinou demasiado e perdeu o equilíbrio caindo dentro de água. Como não sabia nadar, morreu afogado. Quando os deuses se aperceberam que a criatura mais linda da terra tinha morrido, decidiram que tamanha formosura jamais deveria cair no esquecimento. Transformaram Narciso numa linda flor perfumada, que floresce todas as Primaveras nos flancos das montanhas e que se chama narciso. |
Faz, agora, a descrição física e psicológica do jovem Narciso.
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