14/03/2010
Diálogo- Verbos introdutores
domingo, março 14, 2010
5º ano, diálogo, Estudo Acompanhado, Ficha de trabalho, verbos introdutores
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12/03/2010
Ficha de Avaliação
Aluno/a:__________________________________ Ano: ___ Turma: ___ Nº ___ I. Lê com muita atenção o texto que se segue: |
João e a Matemática
João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a semanada.
- Para que serve a matemática? – Interrogava-se ele. – Os cães, os gatos, os elefantes vivem sem fazer contas. Antes de inventarem a escolaridade obrigatória a humanidade era feliz sem essa tortura. Pior que a matemática, só as injecções da Tia Engrácia.
Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar tráz!!!! A maldita foi acertar no vidro da drogaria. Plim…plim…plim desfez-se em cacos.
João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota.
- Que pontaria!
-Não acertas nas contas mas acertas nas montras.
- Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato.
Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o destino que levava.
Aos balanços, sacudindo para ali e além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil. Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar para casa para quê? Para apanhar um raspanete?
Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um lago triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco em frente estava uma pasta de crocodilo.
Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou o fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de 50 euros. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada.
Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora os cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela inesperada fortuna.
A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma quinta, um carro, um cavalo, tudo o que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática.
Até aos catorze anos era forçado a ir para a escola.
E ainda dizem que há liberdade!
Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Terramar
A) Assinala, com X, a hipótese correcta:
- João tinha tirado negativa a matemática por isso saiu da escola...
( ) muito feliz.
( ) furioso.
( ) triste.
- Para ele pior que a matemática só...
( ) as injecções da Tia Engrácia.
( ) a Língua Portuguesa.
( ) estar doente.
- Deu um pontapé numa pedra e esta foi acertar no vidro
( ) do café da Tia Engrácia
( ) da pastelaria
( ) da drogaria
- Para fugir dos seus colegas e do droguista que o perseguiam, João entrou...
( ) num autocarro
( ) num táxi
( ) da drogaria
- Segundo o texto, João era obrigado a ir para a escola até...
( ) aos dezasseis anos
( ) aos catorze anos
( ) à noite.
II
Responde às seguintes questões de forma completa:
- Identifica o autor do texto e a obra da qual foi retirado.
- Identifica as personagens do texto, fazendo a distinção entre personagens principais, personagens secundárias e figurantes.
- Como classificas o narrador do texto quando à sua participação? Justifica a tua resposta.
- O que levou o João a sair furioso da escola?
- João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir; numa chacota.
5.1. Transcreve do texto as frases que mostram como é que os colegas comentaram o seu “pontapé certeiro”.
5.2. O que fez o nosso herói para solucionar o problema e fugir daqueles que o perseguiam? Concordas com a atitude dele? Justifica a tua resposta.
- Liga correctamente as colunas A, B e C de modo a saberes o que aconteceu em seguida.
|
- Completa a frase com as palavras correctas de acordo com o texto:
Com o ___________________ encontrado, João estava _______________ e podia___________________ uma quinta, um ____________, um __________ e __________________ o que mais desejasse, no entanto, não ______________ livrar-se da _____________ antes de fazer _____________ anos.
- Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele?
10.1. Descreve as emoções e os sentimentos que pensas que João sentiu nesse momento.
11. O que é que o João fez após ter descoberto o tesouro dentro da pasta de crocodilo?
12. Apoiando-te no texto faz o retrato físico e psicológico do João.
III
- Completa a tabela seguinte, fazendo a translineação das palavras da coluna A na coluna B classificando-as respectivamente quanto ao número de sílabas na coluna C.
A | B | C |
Pontaria | ||
Escola | ||
Carregou | ||
Só | ||
Quase | ||
Esgueirou-se | ||
Fim | ||
Quanto | ||
Desejasse | ||
atulhou |
- Classifica quanto à forma e ao tipo cada uma das frases:
v João saiu da escola furioso.
v Para que serve a matemática?
v João, entra imediatamente no autocarro!
v Que pontaria!
v Olhou mais uma vez em volta.
v E ainda dizem que há liberdade?
09/03/2010
CAÇA AO ERRO!
As frases que se seguem contêm erros ortográficos (propositados);
assinala-os e, de seguida, copia as frases com a correcção ortográfica.
1 – Nos tribunais à juízes.
_____________________________________________________
2 – Há! Que malvado ce foi o avarento!
_____________________________________________________
3 – Por causa do avarento ouve necessidade de ir a tribunal.
_____________________________________________________
4 – Acho que a sentença do tibunal não foi há noite.
_____________________________________________________
5 – O camponês era um omem muito sériu.
_____________________________________________________
6 – Afinal o dinheiro estaba serto.
_____________________________________________________
7 – O camponês houve o que o juiz diz e faz o que ele manda.
_____________________________________________________
8 – Os juízes quase senpre vêem quen tem razao.
_____________________________________________________
9 – Chega de Inverno! Quando é que vêem os dias quentinhos?
_____________________________________________________
assinala-os e, de seguida, copia as frases com a correcção ortográfica.
1 – Nos tribunais à juízes.
_____________________________________________________
2 – Há! Que malvado ce foi o avarento!
_____________________________________________________
3 – Por causa do avarento ouve necessidade de ir a tribunal.
_____________________________________________________
4 – Acho que a sentença do tibunal não foi há noite.
_____________________________________________________
5 – O camponês era um omem muito sériu.
_____________________________________________________
6 – Afinal o dinheiro estaba serto.
_____________________________________________________
7 – O camponês houve o que o juiz diz e faz o que ele manda.
_____________________________________________________
8 – Os juízes quase senpre vêem quen tem razao.
_____________________________________________________
9 – Chega de Inverno! Quando é que vêem os dias quentinhos?
_____________________________________________________
08/03/2010
Os Lusíadas - Figuras de Estilo
Aliteração - Repetição de um ou mais fonemas consonânticos para intensificar e aumentar a expressividade:
Ex.: "Sois senhor superno" (I, 10).
Anáfora - Repetição (de que resulta sobressair o que se repete) de uma palavra ou de um membro de frase:
Ex.: "Vistes que, com grandíssima ousadia
Vistes aquela insana fantasia
Vistes, e ainda vemos cada dia," (VI, 29).
Anástrofe - Inversão da ordem das palavras correlatas, antepondo-se o determinante (proposição + substantivo) ao determinado ou ao complemento do verbo.
Ex.: "Qual vermelhas as armas faz de brancas;" (VI, 64).
Antítese - Confronto de dois elementos ou ideias antagónicas, no intuito de reforçar a mensagem:
Ex.: "Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou frio"
Antonomásia - Utilização de um nome sugestivo, grandioso ou não, em vez do nome próprio:
Ex.: "O sábio Grego... // O troiano..." (=Ulisses)" (I, 3).
Apóstrofe - Apelo do autor, através de interrupções, invocando pessoas ausentes, coisas ou ideias sob forma exclamativa:
Ex.: "E tu, nobre Lisboa, que no mundo..." (III, 57).
Comparação - Aproximação entre dois termos ou expressões através de uma partícula comparativa (como), levando à compreensão mais profunda do primeiro termo:
Ex.: "Qual aos gritos…// Tal do rei…" (III, 47-48).
Epifonema - Exclamação sentenciosa a concluir uma narrativa ou um discurso:
Ex.: "Mísera sorte! Estranha condição!" (IV, 104).
Eufemismo - Expressão que atenua ou modifica o sentido violento, mau ou desonesto da narrativa:
Ex.: "Tirar Inês ao mundo determina," (III, 23).
Gradação - Ordenação das ideias em escala crescente ou decrescente:
Ex.: "Horrendo, fero, ingente e temeroso" (IV, 28) - Crescente.
"Com mortes, gritos, sangue e cutiladas" (IV, 42) - Decrescente.
Hendíadis - Utilização de dois substantivos coordenados em vez de um substantivo seguido de um complemento determinativo ou dum adjectivo:
Ex.: "Cujo pecado e desobediência" (= Cujo pecado de desobediência) (IV, 98).
Hipérbato - Inversão violenta da posição dos membros de uma frase:
Ex.: "...os duros/Casos que Adamastor contou, futuros" (V, 60).
Hipérbole - Exagero de qualquer realidade para a tornar mais saliente, exagero este que serve para ferir o pensamento quando tomada à letra:
Ex.: "Que a vivos medo, e a mortos faz espanto,".
Ironia - Exprime o contrário do que as palavras ou frases significam, para que se compreenda ou a estupidez ou a fraqueza que se pretende castigar após se verificar a discordância:
Ex.: "Oulá, Veloso amigo, aquele outeiro"
Por me lembrar que estáveis cá sem mim;" (V, 35).
Metáfora - Consiste em designar um objecto ou ideia por uma palavra que convém a outro objecto ou outra ideia - ligados aqueles por uma analogia. A metáfora é num único, os dois termos da comparação sem a partícula comparativa (como):
"Tomai as rédeas vós do reino vosso:" (I, 15).
Onomatopeia - Representação auditiva ou visual pelos sons das palavras, além do respectivo sentido: tentativa de imitação dos ruídos naturais através dos fonemas da linguagem:
Ex.: "Polas concavidades retumbando." (III, 107).
Perífrase - Expressão por diversas palavras daquilo que se poderia dizer mais concisamente ou apenas por uma palavra:
Ex.: "Pelo neto gentil do velho Atlante." (=Mercúrio) (I, 20).
Personificação - Atribuição de qualidades, atributos e impulsos humanos a seres inanimados e a animais irracionais.
Ex.: "Os altos promontórios o choraram," (III, 84).
Sinédoque - Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo plural:
Ex.: "Que da Ocidental praia Lusitana" (=Portugal) (I,1).
fonte: http://oslusiadas.no.sapo.pt/figuras.html
Ex.: "Sois senhor superno" (I, 10).
Anáfora - Repetição (de que resulta sobressair o que se repete) de uma palavra ou de um membro de frase:
Ex.: "Vistes que, com grandíssima ousadia
Vistes aquela insana fantasia
Vistes, e ainda vemos cada dia," (VI, 29).
Anástrofe - Inversão da ordem das palavras correlatas, antepondo-se o determinante (proposição + substantivo) ao determinado ou ao complemento do verbo.
Ex.: "Qual vermelhas as armas faz de brancas;" (VI, 64).
Antítese - Confronto de dois elementos ou ideias antagónicas, no intuito de reforçar a mensagem:
Ex.: "Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou frio"
Antonomásia - Utilização de um nome sugestivo, grandioso ou não, em vez do nome próprio:
Ex.: "O sábio Grego... // O troiano..." (=Ulisses)
Apóstrofe - Apelo do autor, através de interrupções, invocando pessoas ausentes, coisas ou ideias sob forma exclamativa:
Ex.: "E tu, nobre Lisboa, que no mundo..." (III, 57).
Comparação - Aproximação entre dois termos ou expressões através de uma partícula comparativa (como), levando à compreensão mais profunda do primeiro termo:
Ex.: "Qual aos gritos…// Tal do rei…" (III, 47-48).
Epifonema - Exclamação sentenciosa a concluir uma narrativa ou um discurso:
Ex.: "Mísera sorte! Estranha condição!" (IV, 104).
Eufemismo - Expressão que atenua ou modifica o sentido violento, mau ou desonesto da narrativa:
Ex.: "Tirar Inês ao mundo determina," (III, 23).
Gradação - Ordenação das ideias em escala crescente ou decrescente:
Ex.: "Horrendo, fero, ingente e temeroso" (IV, 28) - Crescente.
"Com mortes, gritos, sangue e cutiladas" (IV, 42) - Decrescente.
Hendíadis - Utilização de dois substantivos coordenados em vez de um substantivo seguido de um complemento determinativo ou dum adjectivo:
Ex.: "Cujo pecado e desobediência" (= Cujo pecado de desobediência) (IV, 98).
Ex.: "...os duros/Casos que Adamastor contou, futuros" (V, 60).
Hipérbole - Exagero de qualquer realidade para a tornar mais saliente, exagero este que serve para ferir o pensamento quando tomada à letra:
Ex.: "Que a vivos medo, e a mortos faz espanto,".
Ironia - Exprime o contrário do que as palavras ou frases significam, para que se compreenda ou a estupidez ou a fraqueza que se pretende castigar após se verificar a discordância:
Ex.: "Oulá, Veloso amigo, aquele outeiro
Por me lembrar que estáveis cá sem mim;" (V, 35).
Metáfora - Consiste em designar um objecto ou ideia por uma palavra que convém a outro objecto ou outra ideia - ligados aqueles por uma analogia. A metáfora é num único, os dois termos da comparação sem a partícula comparativa (como):
"Tomai as rédeas vós do reino vosso:" (I, 15).
Onomatopeia - Representação auditiva ou visual pelos sons das palavras, além do respectivo sentido: tentativa de imitação dos ruídos naturais através dos fonemas da linguagem:
Ex.: "Polas concavidades retumbando." (III, 107).
Perífrase - Expressão por diversas palavras daquilo que se poderia dizer mais concisamente ou apenas por uma palavra:
Ex.: "Pelo neto gentil do velho Atlante." (=Mercúrio) (I, 20).
Personificação - Atribuição de qualidades, atributos e impulsos humanos a seres inanimados e a animais irracionais.
Ex.: "Os altos promontórios o choraram," (III, 84).
Sinédoque - Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo plural:
Ex.: "Que da Ocidental praia Lusitana" (=Portugal) (I,1).
fonte: http://oslusiadas.no.sapo.pt/figuras.html
04/03/2010
Plural dos nomes compostos
Passa para o plural as palavras sublinhadas, fazendo nas frases as
modificações necessárias:
1. Na praia, aquele rapaz encontrou um cavalo-marinho.
______________________________________________________________________
2. Quis entrar no Parque, mas só o pude fazer com autorização do guarda-florestal.
______________________________________________________________________
3. Ele é o porta-voz da turma, sempre que há qualquer comunicação a fazer.
______________________________________________________________________
4. Este meu colega é luso-americano; pode dizer-se que tem duas nacionalidades.
______________________________________________________________________
5. O anel de casamento tem o nome de aliança.
______________________________________________________________________
6. O anglo-saxónico é um indivíduo geralmente muito prático.
______________________________________________________________________
7. Naquela aldeia, respira-se muito bom ar.
______________________________________________________________________
8. Quando passam os carros, o cão ladra na varanda.
______________________________________________________________________
9. O arruaceiro “varria a feira” com o varapau.
______________________________________________________________________
10. Na montra daquela ourivesaria, está exposto um lindo relógio franco-suiço.
______________________________________________________________________
11. A cobra atacou o porco-espinho, mas arrependeu-se.
______________________________________________________________________
12. O salto no trampolim torna-se por vezes um exercício perigoso.
_______________________________________________________________________
13. O azul fica bem às pessoas loiras.
_______________________________________________________________________
14. O berço da criança tem um lençol arrendado.
_______________________________________________________________________
15. O oficial de cavalaria apresenta em geral um porte garboso.
Casos especiais da formação do plural dos nomes compostos
Sabes, que há palavras compostas por aglutinação e por justaposição. É a formação do plural dos nomes deste tipo que se exemplifica nos quadros seguintes:
1. Compostos por aglutinação
| SINGULAR PLURAL Aguardente ® Aguardentes Vinagre ® Vinagres Corrimão ® Corrimãos Fidalgo ® Fidalgos |
2. Compostos por justaposição
| SINGULAR PLURAL 1. peixe-espada ® peixes-espadas 2. cabra-cega ® cabras-cegas 3. estrela-do-mar ® estrelas-do-mar 4. guarda-chuva ® guarda-chuvas |
Os nomes do primeiro quadro formam o plural segundo a regra geral.
Nos do segundo, a formação varia conforme os elementos que os constituem:
— dois substantivos (1);
— um substantivo e um adjectivo (2);
— dois substantivos ligados pela preposição de (3);
— um verbo e um substantivo (4).
Com base nestes exemplos, podes fixar as seguintes normas:
1ª. Quando o nome é formado por dois substantivos ou por um substantivo e um adjectivo, ambos os elementos tomam a forma de plural:
peixe-espada — peixes-espadas
cabra-cega — cabras-cegas
2ª. Quando o nome é formado por dois substantivos ligados pela preposição, só o primeiro recebe a desinência do plural:
estrela-do-mar — estrelas-do-mar
3ª. Quando é formado por um verbo e um substantivo, só este fica no plural:
guarda-chuva — guarda-chuvas
Nota: Há ainda a considerar os chamados adjectivos gentílicos, também formados por justaposição em que apenas o segundo elemento toma a forma plural:
luso-germânico ® luso-germânicos
ibero-americano ® ibero-americanos
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