12/03/2010

Ficha de Avaliação



Aluno/a:__________________________________ Ano: ___  Turma: ___ Nº ___


I.             Lê com muita atenção o texto que se segue:










João e a Matemática

   João saiu da escola furioso. Mais uma negativa a matemática! Ia ficar de castigo e, ainda por cima, lhe cortavam a semanada.
   - Para que serve a matemática? – Interrogava-se ele. – Os cães, os gatos, os elefantes vivem sem fazer contas. Antes de inventarem a escolaridade obrigatória a humanidade era feliz sem essa tortura. Pior que a matemática, só as injecções da Tia Engrácia.
   Deu um pontapé numa pedra e logo, por azar tráz!!!! A maldita foi acertar no vidro da drogaria. Plim…plim…plim desfez-se em cacos.
   João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir, numa chacota.
   - Que pontaria!
   -Não acertas nas contas mas acertas nas montras.
   - Vais ser convidado para a selecção de futebol. Este foi o melhor golo do campeonato.
   Fingindo não os ouvir, o rapaz esgueirou-se, saltou para um autocarro, sem saber o destino que levava.
   Aos balanços, sacudindo para ali e além, via passar casas e ruas desconhecidas. Perdido por cem, perdido por mil. Havia de ir até ao fim da carreira. Voltar para casa para quê? Para apanhar um raspanete?
   Era quase noite quando o autocarro finalmente parou junto a um lago triste. Apeou-se. Não sabia onde estava. Foi vagueando ao acaso, por entre prédios arruinados, até um jardim onde meia dúzia de árvores erguiam os ramos para o céu, como fantasmas reformados. Doía-lhe a cabeça e tinha a barriga a dar horas. Sentou-se num banco em frente estava uma pasta de crocodilo.
   Sempre fora curioso. Deu dois passos, carregou o fecho dourado e que viu ele? Milhares e milhares de notas de 50 euros. Procurou um nome, uma morada. Absolutamente nada.
   Olhou mais uma vez em volta. Ninguém. Então atirou fora os cadernos e livros e atulhou a mochila com aquela inesperada fortuna.
   A cabeça quase lhe andava à roda de fome e entusiasmo. Podia comprar uma quinta, um carro, um cavalo, tudo o que desejasse. Só não podia livrar-se da matemática.
   Até aos catorze anos era forçado a ir para a escola.
   E ainda dizem que há liberdade!

                                                            Luísa Ducla Soares, O Rapaz e o Robô, Terramar



 A) Assinala, com X, a hipótese correcta:

  1. João tinha tirado negativa a matemática por isso saiu da escola...

(  ) muito feliz.
(  ) furioso.
(  ) triste.

  1. Para ele pior que a matemática só...

(  ) as injecções da Tia Engrácia.
(  ) a Língua Portuguesa.
(  ) estar doente.

  1. Deu um pontapé numa pedra e esta foi acertar no vidro

(  ) do café da Tia Engrácia
(  ) da pastelaria
(  ) da drogaria

  1. Para fugir dos seus colegas e do droguista que o perseguiam, João entrou...

(  ) num autocarro
(  ) num táxi
(  ) da drogaria

  1. Segundo o texto, João era obrigado a ir para a escola até...

(  ) aos dezasseis anos
(  ) aos catorze anos
(  ) à noite.


                                            II
Responde às seguintes questões de forma completa:

  1. Identifica o autor do texto e a obra da qual foi retirado.
  1. Identifica as personagens do texto, fazendo a distinção entre personagens principais, personagens secundárias e figurantes.

  1. Como classificas o narrador do texto quando à sua participação? Justifica a tua resposta.

  1. O que levou o João a sair furioso da escola?

  1. João largou a correr, atrás dele o droguista, atrás os colegas a rir; numa chacota.

5.1.        Transcreve do texto as frases que mostram como é que os colegas comentaram o seu “pontapé certeiro”.

5.2.        O que fez o nosso herói para solucionar o problema e fugir daqueles que o perseguiam? Concordas com a atitude dele? Justifica a tua resposta.



  1. Liga correctamente as colunas A, B e C de modo a saberes o que aconteceu em seguida.
                A
             B

             C
  1. João…
  2. O autocarro…
  3. O banco do jardim…
  4. o jardim…
… tinha…
…via…
…estava…
…parou…
…junto a um lago.
…passar casas e ruas desconhecidas
…deserto…
…uma pasta de crocodilo.


  1. Completa a frase com as palavras correctas de acordo com o texto:

    Com o ___________________ encontrado, João estava _______________ e podia___________________ uma quinta, um ____________, um __________ e __________________ o que mais desejasse, no entanto, não ______________ livrar-se da _____________ antes de fazer _____________ anos.


  1. Deu dois passos, carregou no fecho dourado e que viu ele?

10.1. Descreve as emoções e os sentimentos que pensas que João sentiu nesse momento.



11. O que é que o João fez após ter descoberto o tesouro dentro da pasta de crocodilo?



12. Apoiando-te no texto faz o retrato físico e psicológico do João.




                                       III


  1. Completa a tabela seguinte, fazendo a translineação das palavras da coluna A na coluna B classificando-as respectivamente quanto ao número de sílabas na coluna C.

                  A
                  B
                C
Pontaria


Escola


Carregou




Quase


Esgueirou-se


Fim


Quanto


Desejasse


atulhou




  1. Classifica quanto à forma e ao tipo cada uma das frases:

v  João saiu da escola furioso.
v  Para que serve a matemática?
v  João, entra imediatamente no autocarro!
v  Que pontaria!
v  Olhou mais uma vez em volta.
v  E ainda dizem que há liberdade?
v  Para apanhar um raspanete?

                                    




09/03/2010

CAÇA AO ERRO!

As frases que se seguem contêm erros ortográficos (propositados);
assinala-os e, de seguida, copia as frases com a correcção ortográfica.


1 – Nos tribunais à juízes.
_____________________________________________________

2 – Há! Que malvado ce foi o avarento!
_____________________________________________________

3 – Por causa do avarento ouve necessidade de ir a tribunal.
_____________________________________________________

4 – Acho que a sentença do tibunal não foi há noite.
_____________________________________________________

5 – O camponês era um omem muito sériu.
_____________________________________________________

6 – Afinal o dinheiro estaba serto.
_____________________________________________________

7 – O camponês houve o que o juiz diz e faz o que ele manda.
_____________________________________________________

8 – Os juízes quase senpre vêem quen tem razao.
_____________________________________________________

9 – Chega de Inverno! Quando é que vêem os dias quentinhos?
_____________________________________________________

08/03/2010

Os Lusíadas - Figuras de Estilo

Aliteração - Repetição de um ou mais fonemas consonânticos para intensificar e aumentar a expressividade:
Ex.: "Sois senhor superno" (I, 10).

Anáfora - Repetição (de que resulta sobressair o que se repete) de uma palavra ou de um membro de frase:
Ex.: "Vistes que, com grandíssima ousadia
Vistes aquela insana fantasia
Vistes, e ainda vemos cada dia," (VI, 29).

Anástrofe - Inversão da ordem das palavras correlatas, antepondo-se o determinante (proposição + substantivo) ao determinado ou ao complemento do verbo.
Ex.: "Qual vermelhas as armas faz de brancas;" (VI, 64).

Antítese - Confronto de dois elementos ou ideias antagónicas, no intuito de reforçar a mensagem:
Ex.: "Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou frio"

Antonomásia - Utilização de um nome sugestivo, grandioso ou não, em vez do nome próprio:
Ex.: "O sábio Grego... // O troiano..." (=Ulisses)" (I, 3).

Apóstrofe - Apelo do autor, através de interrupções, invocando pessoas ausentes, coisas ou ideias sob forma exclamativa:
Ex.: "E tu, nobre Lisboa, que no mundo..." (III, 57).

Comparação - Aproximação entre dois termos ou expressões através de uma partícula comparativa (como), levando à compreensão mais profunda do primeiro termo:
Ex.: "Qual aos gritos…// Tal do rei…" (III, 47-48).

Epifonema - Exclamação sentenciosa a concluir uma narrativa ou um discurso:
Ex.: "Mísera sorte! Estranha condição!" (IV, 104).

Eufemismo - Expressão que atenua ou modifica o sentido violento, mau ou desonesto da narrativa:
Ex.: "Tirar Inês ao mundo determina," (III, 23).

Gradação - Ordenação das ideias em escala crescente ou decrescente:
Ex.: "Horrendo, fero, ingente e temeroso" (IV, 28) - Crescente.
"Com mortes, gritos, sangue e cutiladas" (IV, 42) - Decrescente.

Hendíadis - Utilização de dois substantivos coordenados em vez de um substantivo seguido de um complemento determinativo ou dum adjectivo:
Ex.: "Cujo pecado e desobediência" (= Cujo pecado de desobediência) (IV, 98).

Hipérbato - Inversão violenta da posição dos membros de uma frase:
Ex.: "...os duros/Casos que Adamastor contou, futuros" (V, 60).

Hipérbole - Exagero de qualquer realidade para a tornar mais saliente, exagero este que serve para ferir o pensamento quando tomada à letra:
Ex.: "Que a vivos medo, e a mortos faz espanto,".

Ironia - Exprime o contrário do que as palavras ou frases significam, para que se compreenda ou a estupidez ou a fraqueza que se pretende castigar após se verificar a discordância:
Ex.: "Oulá, Veloso amigo, aquele outeiro"
Por me lembrar que estáveis cá sem mim;" (V, 35).

Metáfora - Consiste em designar um objecto ou ideia por uma palavra que convém a outro objecto ou outra ideia - ligados aqueles por uma analogia. A metáfora é num único, os dois termos da comparação sem a partícula comparativa (como):
"Tomai as rédeas vós do reino vosso:" (I, 15).

Onomatopeia - Representação auditiva ou visual pelos sons das palavras, além do respectivo sentido: tentativa de imitação dos ruídos naturais através dos fonemas da linguagem:
Ex.: "Polas concavidades retumbando." (III, 107).


Perífrase - Expressão por diversas palavras daquilo que se poderia dizer mais concisamente ou apenas por uma palavra:
Ex.: "Pelo neto gentil do velho Atlante." (=Mercúrio) (I, 20).

Personificação - Atribuição de qualidades, atributos e impulsos humanos a seres inanimados e a animais irracionais.
Ex.: "Os altos promontórios o choraram," (III, 84).


Sinédoque - Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo plural:
Ex.: "Que da Ocidental praia Lusitana" (=Portugal) (I,1).



fonte: http://oslusiadas.no.sapo.pt/figuras.html

04/03/2010

Plural dos nomes compostos

Passa para o plural as palavras sublinhadas, fazendo nas frases as
modificações necessárias:

1.         Na praia, aquele rapaz encontrou um cavalo-marinho.
______________________________________________________________________
2.    Quis entrar no Parque, mas só o pude fazer com autorização do guarda-florestal.
______________________________________________________________________
3.    Ele é o porta-voz da turma, sempre que há qualquer comunicação a fazer.
______________________________________________________________________
4.         Este meu colega é luso-americano; pode dizer-se que tem duas nacionalidades.
______________________________________________________________________ 
5.    O anel de casamento tem o nome de aliança.
______________________________________________________________________
6.    O anglo-saxónico é um indivíduo geralmente muito prático.
______________________________________________________________________
7.    Naquela aldeia, respira-se muito bom ar.
______________________________________________________________________
8.    Quando passam os carros, o cão ladra na varanda.
______________________________________________________________________
9.    O arruaceiro “varria a feira” com o varapau.
______________________________________________________________________
10.  Na montra daquela ourivesaria, está exposto um lindo relógio franco-suiço.
______________________________________________________________________
11.  A cobra atacou o porco-espinho, mas arrependeu-se.
______________________________________________________________________
12.   O salto no trampolim torna-se por vezes um exercício perigoso.
_______________________________________________________________________
13.   O azul fica bem às pessoas loiras.
_______________________________________________________________________
14.   O berço da criança tem um lençol arrendado.
_______________________________________________________________________
15.   O oficial de cavalaria apresenta em geral um porte garboso.

Casos especiais da formação do plural dos nomes compostos

   Sabes, que há palavras compostas por aglutinação e por justaposição. É a formação do plural dos nomes deste tipo que se exemplifica nos quadros seguintes:

1.  Compostos por aglutinação

  SINGULAR               PLURAL
 Aguardente         ®          Aguardentes
 Vinagre               ®          Vinagres
 Corrimão             ®          Corrimãos
 Fidalgo                ®          Fidalgos

2.    Compostos por justaposição

  SINGULAR               PLURAL
1. peixe-espada      ®     peixes-espadas
2. cabra-cega       
®     cabras-cegas
3. estrela-do-mar 
®      estrelas-do-mar
4. guarda-chuva   
®     guarda-chuvas


Os nomes do primeiro quadro formam o plural segundo a regra geral.
Nos do segundo, a formação varia conforme os elementos que os constituem:

  dois substantivos (1);
  um substantivo e um adjectivo (2);
  dois substantivos ligados pela preposição de (3);
  um verbo e um substantivo (4).

Com base nestes exemplos, podes fixar as seguintes normas:

1ª. Quando o nome é formado por dois substantivos ou por um substantivo e um adjectivo, ambos os elementos tomam a forma de plural:

peixe-espada — peixes-espadas
cabra-cega — cabras-cegas

2ª. Quando o nome é formado por dois substantivos liga­dos pela preposição, só o primeiro recebe a desinên­cia do plural:

estrela-do-mar — estrelas-do-mar

3ª. Quando é formado por um verbo e um substantivo, só este fica no plural:

guarda-chuva — guarda-chuvas

Nota: Há ainda a considerar os chamados adjectivos gentílicos, também formados por justaposição em que apenas o segundo elemento toma a forma plural:

luso-germânico   ®    luso-germânicos
ibero-americano  ®   ibero-americanos

23/02/2010

Os Lusíadas


1- Aponta se as seguintes afirmações são falsas (F) ou verdadeiras (V). Justifica as que considerares falsas.
a) Luís de Camões nasceu em 1545 e morreu em 1583. ____
b) Quando estava em Moçambique perdeu um dos seus olhos. ____
c) “Os Lusíadas” foram editados pela primeira vez em 1562. ____
d) O poeta está sepultado em Coimbra. _____
e) Luís de Camões apenas escreveu “Os Lusíadas”. _____
f) O poeta recorreu a fontes históricas para elaborar “Os Lusíadas”. ____
g) A epopeia remonta à Idade Média. ____
h) N` “Os Lusíadas”, encontramos 5 planos narrativos. _____

2- Completa as seguintes passagens:
Em termos da estrutura externa, “Os Lusíadas” estão escritos em _________; divididos em _______ cantos; cada uma das estrofes tem ________ versos, por isso chamam-se ____________; cada verso tem _______ sílabas métricas, isto é, são versos ____________; o esquema rimático é _____________________, ou seja ,a rima é ____________________ e _________________.
A nível da estrutura interna, “Os Lusíadas” incluem a _________________ onde o poeta define ________________, a _________________, onde Camões pede _________________ às ______________ do Tejo: as Tágides. Seguidamente, aparece a ______________ que neste caso é feita a ________________; por fim a ______________________.
3- Define epopeia.
4- Em que consiste a expressão “ narração in media res”?
5- Assinala com uma cruz (X), de entre as hipóteses apresentadas, a que te parecer mais correcta:
A narração n` “Os Lusíadas”:
a) Coincide com o início da acção.
b) Começa pouco depois de os portugueses saírem de Lisboa.
c) Começa quando os portugueses já estão no Oceano Índico.
d) Nenhuma destas hipóteses

21/02/2010

Advérbio

Ficha de trabalho 

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