06/02/2010

ADJECTIVO

 Classe dos adjectivos

  Os adjectivos servem para caracterizar ou qualificar o ser ou objecto de que se fala.
  Os adjectivos concordam em género e número com os nomes a que se referem.

Flexão dos adjectivos

Flexão em Género

   Os adjectivos podem ser biformes quanto ao género (masculino ou feminino).
Ex: bonito / bonita
No entanto, há adjectivos que só têm uma forma para ambos os géneros. São uniformes quanto à flexão em género.
Ex. elegante (masculino) / elegante (feminino)

Flexão em número

Os adjectivos podem ser biformes quanto ao número (singular ou plural).
Ex.: simpáticos / simpáticos.
Há, também, adjectivos que têm uma só forma para o singular e para o plural. São uniformes quanto à flexão em número.
Ex. reles (singular)/ reles ( plural).

Flexão em grau

Os adjectivos podem variar em grau:
Normal (ou positivo)

Este homem é alto.

Comparativo
de superioridade
Este homem é mais alto do que aquele.
de igualdade
Este homem é tão alto como aquele.
de inferioridade
Este homem é menos alto do que aquele.


Superlativo

relativo
de superioridade
Este homem é o mais alto.
de inferioridade
Este homem é o menos alto

absoluto
analítico
Este homem é muito alto.
sintético
Este homem é altíssimo.


Verifica se compreendeste:


1. Sublinha os adjectivos que se encontram nas seguintes frases:


a) O Pedro é alto, muito magro e moreno. É um rapaz inteligente e muito feliz.
b) A irmã dele é pequenina e loirinha. Vivem naquele prédio branco, ao lado da casa arruinada. 


2. Inicia a frase a) de acordo com as indicações e faz as alterações necessárias.


  • A Madalena é _____________________________________________
  • São raparigas _____________________________________________






3.  Identifica o grau em que se encontra o adjectivo da frase seguinte:

    a) Os meus gatinhos são mais bonitos do que os teus cães.

    b) Modifica a frase empregando os adjectivos nos graus seguintes:

    1. … comparativo de igualdade:

   2. … comparativo de inferioridade:

   3. … superlativo relativo de superioridade:

   4. … superlativo absoluto sintético:

   5. … superlativo relativo de inferioridade:



     





O Verbo - Conjugações




 Observa o quadro e repara na constituição das formas de infinitivo destes verbos:

Radical
Vogal temática
Sufixo do infinitivo
Forma do infinitivo
Conjugação
abr -
- i -
- r
abrir
3ª conjugação
olh -
- a -
- r
olhar
1ª conjugação
desc -
- e -
- r
descer
2ª conjugação
    
Podemos então concluir que :

- os verbos da 1ª conjugação têm a vogal temática em – a – e terminam em – ar.
Ex: olhar / pular / brincar / arrumar
- os verbos da 2ª conjugação têm a vogal temática em – e – e terminam em – er.
Ex: descer / perder / saber / aprender
- os verbos da 3ª conjugação têm a vogal temática em - i – e terminam em – ir.
Ex: abrir / partir / sorrir / sacudir

      Verifica se compreendeste

      Completa este quadro, distinguindo as três conjugações:


Radical
Vogal temática
Sufixo do infinitivo
Conjugação
Ouvir




Saltar




Sorrir




Rever




Tremer




Acordar




Nomes Colectivos

Nomes Colectivos
Alcateia (de lobos)
Armento (de gado grande: bois, búfalos)
Arquipélago (de ilhas)
Atilho (de espigas)
Banca (de exterminadores)
Banda (de músicos)
Bando (de aves, de ciganos, de malfeitores)
Cacho (de bananas, de uvas)
Cáfila (de camelos)
Cambada (de malandros)
Cancioneiro (conjunto de canções, de poesias líricas)
Caravana (de viajantes, de peregrinos, de estudantes)
Cardume (de peixes)
Choldra (de assassinos, de malandros, de malfeitores)
Chusma (de gente, de pessoas)
Constelação (de estrelas)
Corja (de vadios, de tratantes, de velhacos, de ladrões)
Coro (de anjos, de cantores)
Elenco (de actores)
Falange (de soldados, de anjos)
Farândula (de ladrões, de desordeiros, de assassinos, de maltrapilhos, de vadios)
Fato (de cabras)
Feixe (de lenha, de capim)
Frota (de navios mercantes, de autocarros)
Girândola (de foguetes)
Horda (de povos selvagens nómadas, de desordeiros, de aventureiros, de bandidos, de invasores)
Junta (de bois, de médicos, de credores, de examinadores)
Legião (de soldados, de demónios)
Magote (de pessoas, de coisas)
Malta (de desordeiros)
Manada (de bois, de búfalos, de elefantes)
Matilha (de cães de caça)
Matula (de vadios, de desordeiros)
Mó (de gente)
Molho (de chaves, de verdura)
Multidão (de pessoas)
Ninhada (de pintos)
Plêiade (de poetas, de artistas)
Quadrilha (de ladrões, de bandidos)
Romanceiro (conjunto de poesias narrativas)
Ramalhete (de flores)
Rebanho (de ovelhas)
Récua (de bestas de carga)
Réstia (de cebolas, de alhos)
Roda (de pessoas)
Súcia (de velhacos, de desonestos)
Talha (de lenha)
Tropa (de muares)
 

Discurso directo, Indirecto e Indirecto livre

1. Identifica o tipo de discurso predominante em cada um dos seguintes excertos, assinalando com X a opção correcta:
Directo
Indirecto
Indirecto livre
a) Por isso ele entendia que o mano Guanes (..) devia trotar para a vila vizinha de Retortilho.
b) – Manos, o cofre tem três chaves… eu  quero fechar a minha fechadura e levar a minha chave!
     - Também eu quero a minha, mil raios! – Rugiu logo Rostabal.
c) Rui sorriu. Decerto, decerto! A cada dono do ouro cabia uma das chaves que o guardavam.

2. Passa para o discurso indirecto uma conversa entre um rapaz e o seu pai, retirada do conto O Retrato, de Manuel da Fonseca.
Certa manhã, meu pai ordenou-me inesperadamente:
-Diz a tua mãe que te vista o fato novo para ires tirar o retrato.
Admirei-me:
- Mas hoje não é dia dos meus anos…
- Pois não. Mas lá em Beja precisam de dois retratos teus. É para te identificarem.

3. Transforma, agora, em discurso directo o seguinte excerto do mesmo conto.
Meu pai já me tinha dito várias vezes que a minha vida ia levar uma grande volta, que estava um homenzinho e tinha de proceder de outro modo.

4. Completa, adequadamente, os espaços em branco com os verbos dados.

finalizou
insistiu
perguntou
finalizou
respondeu
- Posso ir ao cinema? – _______________ a Mariana.
- Não – _______________ a mãe, – sabes que, durante a semana, tens de te deitar cedo – , _______________.
- Mas eu gostava mesmo de ir – _______________ a rapariga.
- Já disse que não – _______________ a mãe.

04/02/2010

REGISTOS DE LÍNGUA

C41-12VARIEDADE LINGUÍSTICA

Uma língua possui vários registos. Essa variedade tem a ver com factores:
  • geográficos ( O português que se fala em Lisboa não é igual ao que se fala no Porto, em Ponta Delgada ou em Luanda);
  • sociais ( a escolaridade e as experiencias sociais, familiares e profissionais interferem na forma como usamos a língua);
  • situacionais ( de um modo geral, tentamos adequar a linguagem às situações do dia-a-dia e às pessoas a quem nos dirigimos).
VARIEDADES DO PORTUGUÊS
A variedade do português é tão grande que pode ser dividida em:
  • variedade europeia ( português falado em Portugal continental, na Madeira e nos Açores)
  • variedade brasileira ( português falado no Brasil)
  • variedades africanas ( português falado em países como Angola, Moçambique e Cabo Verde)
REGISTOS DE LÍNGUA
A influência dos factores geográficos, sociais ou situacionais dá origem a vários registos de língua que podem ser divididos da seguinte forma:
a) Registos que seguem ou se aproximam da língua padrão

  • Corrente – corresponde à norma, habitualmente usada nas escolas e nos meios de comunicação social. Pode sofrer variações, tendo em conta o nível de formalidade da situação e o suporte(escrito ou oral).
  • Cuidado – é usado em situações formais, quando não há uma relação de proximidade entre os interlocutores. É muito comum na escrita  e em discursos políticos, conferências e sermões.
b) Registos que se afastam da língua padrão

  • Familiar – entre amigos e familiares, utilizamos um registo mais informal que, muitas vezes, se afasta da norma. O vocabulário é simples, assim como a construção de frases.
  • Popular – registo marcado pela simplicidade e pelos regionalismos.
  • Calão – linguagem grosseira e vulgar, muitas vezes associada a uma fraca escolarização. No entanto, o calão é conhecido e/ou utilizado por pessoas com diferentes origens e formações. Quando é usado por um grupo específico aproxima-se da gíria.
  • Gíria – corresponde à língua utilizada por certos grupos sociais e/ou profissionais. Existe a gíria dos estudantes, dos professores, dos jornalistas, do futebol, etc..
  • Técnico-científico – utiliza-se na área das ciências e das técnicas, e só é plenamente entendido pelos especialistas,

02/02/2010

Auto Da Barca Do Inferno - Cena do Frade


Ficha de avaliação

Processos Morfológicos De Formação Regular De Palavras


Ficha de trabalho

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