02/02/2010
Processos Morfológicos De Formação Regular De Palavras
terça-feira, fevereiro 02, 2010
7º ano, 8º ano, Ficha de trabalho, Processos de formação de palavras
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26/01/2010
Discurso Directo, Indirecto e Indirecto Livre
Discurso Directo
É a transcrição fiel das falas das personagens, num texto. Formalmente escrito, surge depois dois pontos, antecedidos ou não de um verbo declarativo (dizer, perguntar, responder, etc), parágrafo e travessão.
- Vivo lá. Há muitos anos - disse-me ele.
Discurso Indirecto
É a reprodução da fala das personagens, por outra entidade narradora ou outra personagem, o que implica algumas transformações, sobretudo ao nível dos indicadores de tempo e de espaço, bem como de pessoa verbal.
O Macário disse-me que nesse tempo, em 1823 ou 33, na sua mocidade, o seu tio Francisco tinha, em Lisboa, um armazém de panos, e ele era um dos caixeiros.
Discurso Indirecto Livre
É o discurso que, parecendo directo, não apresenta as marcas gráficas características, e o discurso que, sendo indirecto, não utiliza o verbo declarativo e a conjunção.
Foi a casa dela; as janelas tinham luz; subiu até ao primeiro andar, mas ai tomou-o uma mágoa (...), oterror de ela se recusar (...). E quereria ela esperar mais?!
Elementos do Discurso | Discurso Directo | Discurso Indirecto |
Sujeito da enunciação (todos os determinantes e pronomes associados ao sujeito da enunciação, bem como a pessoa verbal | 1ª e 2ª pessoas | 3ª Pessoa |
Tempo e modo verbal | Presente, Pretérito Perfeito, Futuro e Imperativo | Imperfeito, Condicional, Pretérito, mais-que-perfeito, Imperfeito do conjuntivo |
Elementos definidores de espaço e tempo (advérbios de tempo e lugar) | Maior proximidade (aqui, agora) | Maior afastamento (acolá, naquele lugar, nesse dia) |
19/01/2010
18/01/2010
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
- Primeira representaçãoRepresentado pela primeira vez em Lisboa, no dia 7 de Abril de 1845, no Teatro da Sociedade Tália.
· Estrutura externaActo único, divido em 17 cenas.
· EspaçoA Acção decorre num hotel de Lisboa ( DUARTE -É verdade, e como se arranjam neste hotel? É o melhor de Lisboa. Os quartos não são grandes, não...). O espaço social caracteriza-se pela vida mundana e boémia.
· PersonagensJosé Félix - é uma personagem central na obra, que tudo fará para garantir o dote prometido à sua noiva, Joaquina. Ao longo da peça, encarna as várias personagens que permitem validar as mentiras de Duarte. É no fundo, um protagonista, que mente para encobrir as mentiras de outro.
Duarte Guedes - completamente integrado na vida mundana da cidade de Lisboa, o noivo de Amália não consegue parar de mentir, até porque, como ele próprio afirma, a realidade seria muito aborrecida sem algumas fantasias.
Brás Ferreira - pai de Amália, conservador e honesto, não quer entregar a filha a um burlão.
Amália - jovem e honesta, tal como o pai; por amor, está disposta a perdoar as mentiras de Duarte.
Joaquina - mulher do povo, criada de Amália e Brás Ferreira, noiva de José Felix.
General Lemos - referido desde o início, surge em cena só no fim da peça. Decide compactuar com a mentira e protege Duarte.
· Enredo e estrutura internaIntrodução: Brás Ferreira, a sua filha Amália e a criada, Joaquina, acabam de chegar do Porto e instalam-se em Lisboa. Durante a estada, Amália espera oficializar o seu noivado com Duarte. Dependente deste futuro casamento está também Joaquina, noiva de José Félix, criado do general Lemos, a quem Amália prometeu um dote.No entanto, ambos os casamentos estão em risco, pois Brás Ferreira que por à prova o carácter de Duarte, que é um mentiroso compulsivo, ameaçando terminar o noivado se o apanhar a mentir.Para o evitar, Joaquina e José Félix, apoiados por Amália, pensam num estratagema para impedir Duarte de ser apanhado em falso.
Desenvolvimento: perante Brás Ferreira, Duarte conta uma sucessão de mentiras e, sem ele próprio compreender o que se passa, todas elas são validadas pelas personagens encarnadas por José Félix, que está a ouvir a conversa e intervém sempre que é preciso.
Desenlace: no final, é a intervenção do General Lemos, ele próprio apanhado na teia de mentiras, que vai permitir o desfecho desejado - uma vez que Brás Ferreira não conseguiu desmascarar Duarte, consente o seu casamento com Amália, que assim pode entregar a Joaquina o dote que lhe permitirá casar com José Félix.
OS LUSÍADAS, CANTO III - INÊS DE CASTRO
Plano narrativo: História de Portugal
Narrador: Vasco da Gama
No Canto III, Vasco da Gama, agora narrador, começa a contar a História de Portugal ao rei de Melinde. As estrofes 118 a 137 são dedicadas ao episódio da morte de Inês de Castro, no reinado de D. Afonso IV.
O que diz a História de Portugal
Inês de Castro descendia de uma família nobre de Galiza vem para Portugal na companhia de D. Constança, noiva do infante D. Pedro. Nasce então um amor, muito criticado na época, entre D. Inês e o infante.
Razões políticas(D. Inês era galega e a sua descendência podia interferir nos destinos do Reino) e morais ( D. Pedro já era casado) levam D. Afonso IV, pai de D. Pedro, a ordenar a execução de D. Inês.
No dia 7 de Janeiro de 1355, D. Inês é degolada. Mais tarde, D. Pedro perseguirá e castigará os responsáveis pela morte da amada. Em 1360, D. Pedro declara que chegou a casar com D. Inês. O corpo dela é transladado de Coimbra para um túmulo no Mosteiro de Alcobaça, onde repousa, até hoje, ao lado de D. Pedro.
A Morte de D. Inês de Castro vista por Camões
N`Os Lusíadas, D. Inês de Castro é morta por uma espada que lhe trespassa o coração, vítima inocente do Destino e do Amor. O acontecimento histórico dá lugar a um outro, mais poético, que tem sido recontado ao longo dos séculos por vários escritores.
A linguagem utilizada tem características próprias da lírica, pois é muito emotiva e o poeta interrompe várias vezes a narrativa da história para dar a sua opinião.
Resumo
Nota que:
Apesar de ser também responsável pela morte de D. Inês de Castro, Afonso IV nem sempre é descrito, neste episódio, como um terrível vilão. O peta tenta, em vários momentos, desculpabilizar a atitude do rei:
Narrador: Vasco da Gama
No Canto III, Vasco da Gama, agora narrador, começa a contar a História de Portugal ao rei de Melinde. As estrofes 118 a 137 são dedicadas ao episódio da morte de Inês de Castro, no reinado de D. Afonso IV.
O que diz a História de Portugal
Inês de Castro descendia de uma família nobre de Galiza vem para Portugal na companhia de D. Constança, noiva do infante D. Pedro. Nasce então um amor, muito criticado na época, entre D. Inês e o infante.
Razões políticas(D. Inês era galega e a sua descendência podia interferir nos destinos do Reino) e morais ( D. Pedro já era casado) levam D. Afonso IV, pai de D. Pedro, a ordenar a execução de D. Inês.
No dia 7 de Janeiro de 1355, D. Inês é degolada. Mais tarde, D. Pedro perseguirá e castigará os responsáveis pela morte da amada. Em 1360, D. Pedro declara que chegou a casar com D. Inês. O corpo dela é transladado de Coimbra para um túmulo no Mosteiro de Alcobaça, onde repousa, até hoje, ao lado de D. Pedro.
A Morte de D. Inês de Castro vista por Camões
N`Os Lusíadas, D. Inês de Castro é morta por uma espada que lhe trespassa o coração, vítima inocente do Destino e do Amor. O acontecimento histórico dá lugar a um outro, mais poético, que tem sido recontado ao longo dos séculos por vários escritores.
A linguagem utilizada tem características próprias da lírica, pois é muito emotiva e o poeta interrompe várias vezes a narrativa da história para dar a sua opinião.
Resumo
Estrofes | Resumo |
| 118 | Introdução: Localização temporal do acontecimento e apresentação das personagens e da história que vai ser contada. |
| 119 | O poeta dirige-se ao Amor e responsabiliza-o pela morte de Inês. |
| 120-121 | Inês leva, em Coimbra, uma vida feliz e despreocupada. Apenas as saudades do seu príncipe lhe causam alguma preocupação. |
| 122-123 | Apresentação de algumas razões que levaram D. Afonso IV a ordenar a morte de Inês: O infante D. Pedro recusa outras pretendentes e o pai convence-se de só a morte de Inês apagará o «fogo aceso» do amor. |
| 124-125 | Inês é trazida pelos algozes (carrascos), olha para os filhos e, com voz piedosa e triste, prepara-se para falar ao rei. |
| 126-129 | Num discurso comovente, Inês tenta demover Afonso IV, apelando à humanidade do rei. |
| 130(vv.1-4) | Comovido pelas palavras de Inês, o rei hesita, mas o povo e os carrascos convencem-no a prosseguir a execução. |
| 130(vv. 5-8)-132 | Inês de Castro é assassinada pelos algozes. Este acto é condenado pelo poeta . |
| 133-135 | Nova intervenção do poeta a reforçar a condenação do cruel assassínio. Descrição dos efeitos da morte de Inês na Natureza: os vales ecoaram a sua última palavra - o nome de Pedro - e as lágrimas choradas pelas «filhas do Mondego» transformaram-se na fonte dos Amores, em Coimbra. Descrição emotiva do corpo de Inês morta: « O cheiro traz perdido e a cor murchada:/ Tal está, morta, a pálida donzela, / Secas do rosto as rosas e perdida / Branca e viva cor, co a doce vida», III, 134, vv 4-8. |
| 136-137 | Após a subida ao trono, D. Pedro persegue e castiga os responsáveis pela morte de Inês. |
Nota que:
Apesar de ser também responsável pela morte de D. Inês de Castro, Afonso IV nem sempre é descrito, neste episódio, como um terrível vilão. O peta tenta, em vários momentos, desculpabilizar a atitude do rei:
- «Traziam-a os horrificos algozes / Ante o Rei, já movido a piedade; / Mas o povo, com falsas e ferozes / Razões, à morte crua o persuade», III, 124, vv 1-4;
- Queria perdoar-lhe o Rei benino, / Movido das palavras que o magoam;/ Mas o pertinaz povo e seu destino/ (Que desta sorte o quis) lhe não perdoam», III, 130, vv.1-4.
10/01/2010
Processos morfológicos de formação regular de palavras
DERIVAÇÃO
Há dois tipos de derivação:
COMPOSIÇÃO
Consiste em formar uma nova palavra a partir da junção de duas ou mais palavras primitivas.
PROCESSOS IRREGULARES DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Há dois tipos de derivação:
- aquela em que se acrescentam à palavra primitiva pequenos elementos que não possuem significado próprio e que podem ser afixados
antes (prefixos) ou depois (sufixos);
- aquela em que forma uma nova palavra sem recorrer a prefixos nem sufixos.
Prefixação | | | | Derivação regressiva |
Associação de um prefixo a uma forma de base. | Associação de um sufixo a uma forma de base. | Associação simultânea de um prefixo e um sufixo a uma forma de base. | Integração da palavra numa nova classe de palavras, sem que se verifique qualquer alteração na forma. | Criação de nomes a partir de verbos. |
ilegal desgraça indelicado desfavorecer | legalmente frescura saboroso delicadeza | enlouquecer desviar avermelhar enfeitiçar | (o) comer (o) olhar (o) saber | quebra (do verbo quebrar) ataque (do verbo atacar) |
COMPOSIÇÃO
Consiste em formar uma nova palavra a partir da junção de duas ou mais palavras primitivas.
Aglutinação | Justaposição |
Formação de uma palavra a partir da união de palavras primitivas ou de radicais, em que apenas um mantém a acentuação | Formação de uma palavra a partir de duas ou mais palavras, que mantêm a acentuação. |
lobisomem Mariana | guarda-nocturno surdo-mudo abaixo-assinado |
PROCESSOS IRREGULARES DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Estrangeirismo ou empréstimo | Extensão semântica | Amálgama | Truncação | Sigla | Acrónimo |
Transferência de uma palavra de uma língua para outra. | Alargamento do significado de uma palavra. | Criação de uma palavra a partir da junção de partes de duas ou mais palavras. | Criação de um apalavra a partir do apagamento de uma parte da palavra de que deriva. | Termo formado pelas iniciais das palavras que lhe deram origem. Pronuncia-se letra a letra. | Termo formado pela junção de sílabas ou letras iniciais. Lê-se como se fosse uma só palavra. |
atelier menu snob | Navegar (na Internet) rato ( acessório para computador) | Informática ( informação automática) | metro(politano) foto(grafia) | PSP (polícia de segurança pública) | ONU (organização das Nações Unidas) |
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