08/12/2009
Classe dos verbos definidas em função dos seus complementos
terça-feira, dezembro 08, 2009
10º ano, 9º ano, Classes dos verbos em função dos seus complementos, Ficha de trabalho
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Classes dos verbos definidas em função dos seus complementos
terça-feira, dezembro 08, 2009
8º ano, 9º ano, Aprender, Classes dos verbos em função dos seus complementos
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| Intrasitivo | Verbo sem complementos | O António espirrou. |
| Transitivo directo | Verbo com complemento directo | A Mariana fez os trabalhos de casa. |
| Transitivo indirecto | Verbo com complemento indirecto | As crianças obedeceram ao professor. |
| Transitivo directo e iindirecto | Verbo com complemento directo e indirecto. | A Maria ofereceu flores à mãe. |
| Transitivo predicativo | Verbo com complemento directo e predicativo do complemento directo. | O António considera as estradas perigosas. |
| Copulativo | Verbo com copulativo do sujeito. | A Maria está cansada. |
Funções sintácticas
Sujeito | Função sintáctica do constituinte da frase sobre o qual se faz uma declaração e que controla a concordância do verbo. Pode ser substituído por pronomes pessoais e, em alguns casos, pelo pronome demonstrativo isso. Tipos de sujeito: - simples ( Eles estão cansados.) - composto ( O António e a Mariana estão cansados.) - subentendido ( Estou cansado = Eu estou cansado.) - Indeterminado ( Contam-se muitas histórias. =Alguém conta muitas histórias) - inexistente ( Choveu esta noite.) |
| Predicado | Função sintáctica desempenhada pelo verbo e os seus complementos ( O Pedro ofereceu muitos livros à irmã.) |
Complemento directo | Complemento seleccionado pelo verbo que responde às questões O quê? ou Quem?. Pode ser substituído pelos pronomes o,a,os, as ( O Pedro ofereceu muitos livros à irmã. ) |
Complemento Indirecto | Complemento seleccionado pelo verbo que responde às questões O quê?ou A quem?Pode ser substituído pelos pronomes pessoais lhe, lhes ( O Pedro ofereceu muitos livros à irmã.) |
Predicativo do Sujeito | Elemento da frase que atribui uma característica ao sujeito, nos casos em que o verbo não o faz. É pedido por verbos copulativos como: ser, estar, continuar, parecer, permanecer, ficar. ( O António está feliz.) |
Predicativo do complemento directo | Função sintáctica do constituinte que caracteriza o complemento directo e é pedido por verbos como achar, chamar, considerar, julgar, tratar, eleger, declarar, nomear, supor ( Todos declararam o processo inválido.) |
| Complemento agente da passiva | Complemento introduzido por uma preposição que se refere ao ser que pratica a acção sofrida pelo sujeito ( Os livros foram comprados pelo António.) |
| Vocativo | Função sintáctica do constituinte que é utilizada em situações de chamamento ou invocação. Surge ,normalmente ,separado por virgulas ( Ó Pedro, já tens o livro de Português?) |
| Complemento determinativo | Complemento formado pela preposição de + um nome ( Visitei a casa da Sofia). |
| Aposto | Elemento que se junta a um nome (ou expressão equivalente) para o completar. Surge, habitualmente, separado por vírgulas. ( O Miguel, irmão da Maria, chegou de Paris.) |
| Atributo | Adjectivo que caracteriza o nome ( Os rapazes viram um imenso clarão.). |
| Complementos circunstanciais | Exprimem as circunstâncias da acção: tempo, lugar, modo, causa, meio, companhia… |
25/11/2009
SÍNTESE DE FREI LUÍS DE SOUSA- Acto III
A acção ocorre durante a madrugada do dia seguinte ao dos acontecimentos descritos no acto anterior, na parte baixa do palácio de D. João de Portugal, na capela da Senhora da Piedade, espaço repleto de adereços que reenviam para a ideia de uma profunda introspecção religiosa, de sacrifício e de morte, indiciando a tomada de hábito.
Cena I - Manuel de Sousa Coutinho conversa com o seu irmão Jorge, a quem exprime o atroz sofrimento que o atormenta, sobretudo em relação à filha, não só pelo agravamento do seu estado precário de saúde, mas principalmente pela sua vida futura, dada a sua condição de filha ilegítima. Jorge procura consola-lo à luz da religião cristã, tentando fazê-lo crer que a «confiança em Deus pode muito», uma vez que «Deus sabe melhor o que nos convém a todos».
Manuel de Sousa Coutinho decide tomar o hábito e dizer «adeus a tudo o que era mundo», resolução que o seu irmão aprova, acrescentando que o arcebispo já tratara de tudo: ele ingressaria em Benfica e Madalena, no Sacramento.
A partir deste diálogo, sabe-se também que apenas Manuel de Sousa Coutinho, Jorge e o arcebispo têm conhecimento da verdadeira identidade do Romeiro que, entretanto, pedira a Jorge para falar com Telmo.
Cena II - Telmo entra em cena e informa os presentes que Maria despertou. Antes de se retirarem para ver Maria, Jorge dá algumas indicações a Telmo.
Cena III_ Telmo segue as instruções de Jorge e aguarda a chegada do irmão converso.
Cena IV - Monólogo de Telmo no qual é bem visível os seu conflito interior entre o amor e fidelidade a D. João de Portugal e o amor a Maria que «..venceu...apagou o outro...».
Cena V- O Romeiro é trazido à presença de Telmo. Este, ao ouvir a voz daquele, reconhece a sua verdadeira identidade.
Ao longo da conversa entre ambos, D. João de Portugal toma consciência de que não só não tem mais lugar no coração de Madalena ( que, segundo informou Telmo, usou todos os recursos possíveis para o encontrar); como também perdeu irremediavelmente a sua vida passada, acabando por se compadecer da desgraça daquela família. Como tal, para remediar o sofrimento causado pelo seu regresso, pede a Telmo para mentir, dizendo que «o peregrino era um impostor».
Cena VI - Do lado de fora da porta, ouve-se Madalena desesperada a chamar pelo marido, gerando-se aqui uma grande confusão, pois o Romeiro, por momentos, te a ilusão de que ela o procura a ele.
Cena VII- Madalena ainda tenta evitar separara-se do marido, procurando convencê-lo de que estavam a ser precipitados ao acreditarem tão prontamente nas « palavras de um romeiro, um vagabundo...», mas Manuel de Sousa Coutinho mantém-se firme na sua decisão.
Cena VIII- Madalena continua esperançosa de evitar a separação iminente, dirigindo-se a Jorge, mas tanto este como o marido são inflexíveis.
Cena IX - Madalena, despedaçada pelo abandono a que se sente voltada, refugia a sua dor na religião cristã e , resignada, dirige-se para o local da cerimonia de tomada de hábito.
Cena X - Início da cerimónia da tomada de hábitos.
Cena XI - Maria surge em cena e, revoltada contra a (in)justiça divina que cruelmente a priva da família, incita os pais a mentir para a salvar.
Cena XII- Saindo detrás do altar-mor, o Romeiro ainda insiste com Telmo para os «salvar»; no entanto, é tarde demais: Maria reconhece a sua voz e morre «de vergonha».
22/11/2009
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