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16/10/2013

Heterónimos Ficha de Trabalho

Verifique os seus conhecimentos relativamente à criação heteronímica pessoana.

1. Complete os espaços do texto que se segue com as palavras/expressões apresentadas lateralmente.

Despersonalizar-se
Heterónimos
Autónomas
Pensamento
Apesar de
Histeroneurastenia
Fingimento Poético
Psiquiátrico
Heteronímia
Criadoras
Personagens
Adolfo Casais Monteiro
Simular
Emoções
A génese da _____________ foi explicada pelo próprio Fernando Pessoa numa carta a ___________________. A sua “pequena humanidade” foi o resultado de um problema __________, denominado de ______________. Associado a este, surge a tendência excessiva de Pessoa em ___________, ____________, o que se relaciona com o ____________  _____________.
Com a criação dos ______________, Pessoa quis criar nem mais nem menos do que ________________ dramáticas.
Caeiro, Reis e Campos são, então, personagens _______________ cujas _____________, cujos sentimentos e cujo ______________ não são os de Pessoa. ______________ fictícias, são personagens ___________________.

2. Ligue os segmentos frásicos das duas colunas.

Grelha de correcção

Alberto Caeiro
1.


1. Com Alberto Caeiro,
a) serve de exemplo a Alberto Caeiro e a Ricardo Reis, adeptos da áurea mediocritas.
2.


2. Caeiro é o chefe
b) de uma pequena companhia teatral que representa a sua peça no palco da poesia.
3.


3. Para todos eles, incluindo o ortónimo,
c) que é vivido por Alberto Caeiro, ao privilegiar as sensações oferecidas pelos diversos órgãos sensoriais.
4.


4. O  poeta de “O Guardador de Rebanhos”
d) Pessoa quis criar um pólo de referência para as suas outras personagens.
5.


5. Alberto Caeiro recusa o pensamento metafísico,
e) é autodidata, de vivência simples e concreta.
6.


6. A simplicidade da vida rural
f) Caeiro foi o mestre.
7.


7. O puro sensacionismo é aquele
g) aderindo espontaneamente às coisas, tais como são, gozando-as despreocupadamente.
8.


8. O “mestre” vive
h) são versos de Caeiro que refletem a sua antimetafísica, afirmando o primado dos sentidos.
9.


9. “Pensar incomoda como andar à chuva” e “eu não tenho filosofia: tenho sentidos…”
i) afirmando que “pensar é não compreender”.

Grelha de correcção

Ricardo Reis
1.


1. Ricardo Reis, tal como Caeiro,
a) considerando o seu exercício mental em desejar atingir a felicidade de um modo comedido.
2.


2. Apesar de apresentar alguns pontos comuns com o seu mestre,
b) recorre à ode, à mitologia e aos latinismos.
3.


3. O heterónimo de raízes clássicas vai abdicar dos prazeres intensos,
c) são alguns dos conselhos de Ricardo Reis, seguidor do carpe diem horaciano.
4.


4. Evitar as preocupações e gozar moderadamente o momento presente
d) revela-se pagão aceitando a ordem das coisas ao gozar a vida, pensando o menos possível.
5.


5. Adotando uma postura de tranquilidade imperturbável,
e) comprovado pelo recorrente uso do imperativo e do vocativo, de modo a transmitir uma lição de vida.
6.


6. Como um clássico, este heterónimo
f) Ricardo Reis faz um exercício de autodisciplina para poder viver mais tranquilamente.
7.


7. Na obra de Ricardo Reis, perpassa um tom didático
g) tal como preconizava o estoicismo.
8.


8. Os ideais clássicos de equilíbrio e harmonia aplicam-se a Ricardo Reis,
h) designada de ataraxia, o homem poderá alcançar a felicidade, na perspectiva do heterónimo Ricardo Reis.


Grelha de correcção

Álvaro de Campos
1.


1. Álvaro de Campos é adepto do futurismo,
a) porque é o resultado de uma busca reflectida e consciente para atingir a plenitude.
2.


2. Campos é o heterónimo que apresenta um percurso evolutivo,
b) pontos comuns com o seu criador, nomeadamente o tédio existencial e a saudade da infância.
3.


3. Após um período de cansaço e de tédio,
c) quando se dá conta da incapacidade de realização.
4.


4. A fase futurista-sensacionista de Campos concretiza-se
d) Campos entrega-se a um histerismo de sensações.
5.


5. O sensacionismo de Campos é diferente do de Caeiro,
e) pois nega a visão aristotélica da arte, procurando uma nova concepção de beleza.
6.


6. A Ode Triunfal exalta
f) pelo facto de evidenciar três fases distintas.
7.


7. O masoquismo do poeta verifica-se quando ele pretende pôr em prática
g) em composições poéticas de um ritmo torrencial, a traduzir a euforia do “eu”.
8.


8. Walt Whitman foi sem dúvida o seu modelo,
h) o sensacionismo levado ao paroxismo, desejando até ser triturado pelas máquinas.
9.


9. A angústia existencial volta ao poeta
i) no que diz respeito ao excesso violento de sensações.
10.


10. Na fase intimista, Álvaro de Campos apresenta
j) a sociedade industrial e cosmopolita.



Tópicos de correcção
1.
1- heteronímia
2- Adolfo Casais Monteiro
3- psiquiátrico
4- histeroneurastenia
5- despersonalizar-se
6- simular
7- fingimento poético
8- heterónimos
9- personagens
10- criadoras
11- emoções
12- pensamento
13- pensamento
14- autónomas

2.
            1. d)
2. b)
3. f)
4. e)
5. g)
6. a)
7. c)
8. i)
9. h)
3.
           1. d)
           2. f)
           3. g)
           4. c)
           5. h)
           6. b)
           7. e)
           8. a)
4.
           1. e)
           2. f)
           3. d)
           4. g)
           5. a)
           6. j)
           7. h
           8. i)
          9. c)

         10. b)

19/05/2011

Tipos de Sujeito: Ficha de trabalho

1.     Lê atentamente as frases que se seguem.

a.    Eles foram passear.
b.    A mãe e a filha foram passear.
c.    Onde vamos?
d.    Fala-se de preços exorbitantes.
e.    Naquela tarde chovia torrencialmente.
f.    Havia muita gente na festa.
g.    A Ana foi às compras.
h.    Sou o rei do café.
i.     A professora e os alunos foram a uma visita de estudo.
j.     Ela acha-os queridos.
k.    Na reunião debateu-se vários assuntos.

2.    Sublinha o sujeito de cada uma delas.
3.    Conseguiste identificar todos os sujeitos?
4.    Porque achas que isso aconteceu?



2. Escreve frases em que o sujeito seja:

simples
________________________________________
composto
________________________________________
indeterminado
________________________________________
inexistente
________________________________________
subentendido
________________________________________

1.     Substitui o verbo Haver pelo verbo existir e faz as modificações necessárias.

a.    Havia apenas uma saída para a estrada principal.
________________________________________
b.    Naquele livro, há histórias fantásticas.
________________________________________
                                                        

20/02/2011

A descrição – Ficha de trabalho

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O Búzio

Quando eu era pequena, passava às vezes pela praia um velho louco e vagabundo a quem chamavam o Búzio.
O Búzio era como um monumento manuelino: tudo nele lembrava coisas marítimas. A sua barba branca e ondulada era igual a uma onda de espuma. As grossas veias azuis das suas pernas eram iguais a cabos de navio. O seu corpo parecia um mastro e o seu andar era baloiçado como o andar dum marinheiro ou dum barco. Os seus olhos, como o próprio mar, ora eram azuis, ora cinzentos, ora verdes, e às vezes mesmo os vi roxos. E trazia sempre na mão direita duas conchas. Eram daquelas conchas brancas e grossas com círculos acastanhados, semi-redondas e semitriangulares, que têm no vértice da parte triangular um buraco.
O Búzio passava um fio através dos buracos, atando assim as duas conchas uma à outra, de maneira a formar com elas umas castanholas. E era com essas castanholas que ele marcava o ritmo dos seus longos discursos cadenciados, solitários e misteriosos como poemas.
O Búzio aparecia ao longe. Via-se crescer dos confins dos areais e das estradas. Primeiro julgava-se que fosse uma árvore ou um penedo distante. Mas quando se aproximava via-se que era o Búzio. Na mão esquerda trazia um grande pau que lhe servia de bordão e era seu apoio nas longas caminhadas e sua defesa contra os cães raivosos das quintas. A este pau estava atado um saco de pano, dentro do qual ele guardava os bocados do pão que lhe davam e os tostões. O saco era de chita remendada e tão desbotada que quase se tornara branca.
O Búzio chegava de dia, rodeado de luz e de vento, e dois passos à sua frente vinha o seu cão, que era velho, esbranquiçado e sujo, com o pêlo grosso, encaracolado e comprido e o focinho preto. E pelas ruas fora vinha o Búzio com o sol na cara e as sombras trémulas das folhas dos plátanos nas mãos. Parava em frente duma porta e entoava a sua longa melopeia ritmada pelo tocar das suas castanholas de conchas. Abria-se a porta e aparecia uma criada de avental branco que lhe estendia um pedaço de pão e dizia:
- Vai-te embora, Búzio.
E o Búzio, demoradamente, desprendia o saco do seu bordão, desatava os cordões, abria o saco e guardava o pão. Depois de novo seguia.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Homero
in Contos Exemplares,

Lê o texto com atenção e responde com frases completas.

1. Retira do primeiro parágrafo os dois adjectivos que caracterizam, de forma global, esta personagem.

2. Esta personagem era….
a) um animal marinho
b) uma concha
c) um homem.
d) um menino.

3. “ E pelas ruas fora vinha o Búzio…” (l.24)
a) Como ocupava ele o seu tempo?
b) Após a leitura atenta que fizeste do texto, traça o seu retrato psicológico.

4. Neste texto predomina….
a) o diálogo
b) a descrição
c) a narração
d) o monólogo.

4.1. Justifica a tua opção.

II
Produção escrita

Tal como o Búzio, também tu deves conhecer pessoas, animais, cantores, actores, bandas de música, etc.., de quem gostas. Vais escolher uma personagem e elaborar um pequeno texto descritivo, do género que acabaste de ler, utilizando adjectivos, verbos expressivos, recursos der estilo, nomes e advérbios, de modo a que alguém tenha prazer ao ouvir / ler a tua composição.

Proposta de resolução :

1. “ louco” e “ vagabundo”.
2. Um homem.
3. a) Ele ocupava o seu tempo a cantar e a pedir esmola.
    b) Era pobre, solitário, calmo, paciente e conformado.

4. a descrição.
4.1. Por empregar o pretérito perfeito do indicativo, nomes, adjectivos e planos de descrição ( desde o mais longe até ao mais perto).

04/11/2010

O TESOURO -Eça de Queirós

O TESOURO
Eça de Queirós

I

Os três irmãos de Medranhos, Rui, Guanes e Rostabal, eram então, em todo o Reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos e os mais remendados.

Nos Paços de Medranhos, a que o vento da serra levara vidraça e telha, passavam eles as tardes desse Inverno, engelhados nos seus pelotes de camelão, batendo as solas rotas sobre as lajes da cozinha, diante da vasta lareira negra, onde desde muito não estalava lume, nem fervia a panela de ferro. Ao escurecer devoravam uma côdea de pão negro, esfregada com alho.

Depois, sem candeia, através do pátio, fendendo a neve, iam dormir á estrebaria, para aproveitar o calor das três éguas lazarentas que, esfaimadas como eles, roíam as traves da manjedoura. E a miséria tornara estes senhores mais bravios que lobos.

Ora, na Primavera, por uma silenciosa manhã de domingo, andando todos três na mata de Roquelanes a espiar pegadas de caça e a apanhar tortulhos entre os robles, enquanto as três éguas pastavam a relva nova de Abril – os irmãos de Medranhos encontraram, por trás de uma moita de espinheiros, numa cova de rocha, um velho cofre de ferio. Como se o resguardasse uma torre segura, conservava as suas três chaves nas suas três fechaduras. Sobre a tampa, mal decifrável através da ferrugem, corria um dístico em letras árabes. E dentro, até às bordas, estava cheio de dobrões de ouro!

No terror e esplendor da emoção, os três senhores ficaram mais lívidos do que círios. Depois, mergulhando furiosamente as mãos no ouro, estalaram a rir, num riso de tão larga rajada que as folhas tenras dos olmos, em roda, tremiam... E de novo recuaram, bruscamente se encararam, com os olhos a flamejar, numa desconfiança tão desabrida que Guanes e Rostabal apalpavam nos cintos as cabos das grandes facas. Então Rui, que era gordo e ruivo, e o mais avisado, ergueu os braços, como um árbitro, e começou por decidir que o tesouro, ou viesse de Deus ou do Demônio, pertencia aos três, e entre eles se repartiria, rigidamente, pesando-se o ouro em balanças. Mas como poderiam carregar para Medranhos, para os cimos da serra, aquele cofre tão cheio? Nem convinha que saíssem da mata com o seu bem, antes de cerrar a escuridão. Por isso ele entendia que o mano Guanes, como mais leve, devia trotar para a vila vizinha de Retortilho, levando já ouro na bolsilha, a comprar três alforjes de couro, três maquias de cevada, três empadões de carne e três botelhas de vinho. Vinho e carne eram para eles, que não comiam desde a véspera: a cevada era para as éguas. E assim refeitos, senhores e cavalgaduras, ensacariam o ouro nos alforjes e subiriam para Medranhos, sob a segurança da noite sem lua.

– Bem tramado! – gritou Rostabal, homem mais alto que um pinheiro, de longa guedelha, e com uma barba que lhe caía desde os olhos raiados de sangue até á fivela do cinturão.


1. O texto corresponde ao início do conto " O Tesouro" de Eça de Queiroz.

1.1. Explica como isso se torna evidente pela leitura do excerto.
1.2. Procura no texto a expressão que permite inserir o conto no tempo histórico da Reconquista Cristã.

2. Os dois primeiros parágrafos do texto são predominantemente descritivos.

2.1. Das opções que se seguem escolhe a(s) que lhe conferem essa particularidade.

a) O predomínio dos verbos de acção conjugados no pretérito perfeito.
b) O rápido avanço da acção.
c) A referencia a um tempo passado.
d) O predomínio dos verbos de estado flexionados no pretérito imperfeito e da adjectivação.

2.2. Coloca, pela respectiva ordem, os aspectos descritivos que concorrem para um espaço social miserável e decadente.

- degradação do espaço físico.
- A inércia e a inactividade das personagens.
- A extrema pobreza das personagens.

3.O inicio do texto contém uma descrição colectiva dos irmãos.

3.1. Procura no texto a descrição individual de Rui e transcreve-a.

3.2. Concluis então tratar-se de:

a) uma descrição física e psicológica.
b) uma descrição psicológica.
c) Uma descrição física.

4. A narração propriamente dita vai ter início no terceiro parágrafo do texto.

4.1. Aponta as coordenadas espaço-temporais que a envolvem.

4.2. Refere o acontecimento que vai originar uma alteração súbita na vida das personagens anteriormente descrita.

29/10/2010

Fábula - OS RATOS REUNIDOS EM CONSELHO

OS RATOS REUNIDOS EM CONSELHO

images (1)

Há muito tempo, os ratos reuniram em conselho para decidir a maneira de se verem livres do gato que andava permanentemente à caça deles. Porque o gato era muito esperto. Deslocava-se furtivamente, sem fazer barulho, e, quando atacava, era mais rápido e mortífero do que o relâmpago.

Vários ratos expuseram as suas ideias, e a reunião prolongou-se pela noite fora. Nenhum dos planos parecia resultar, até que um rato muito novo pediu a palavra.

- Proponho – disse ele – que se pendure um guizo ao pescoço do gato. E, assim, cada vez que ele se mexer, o guizo toca e avisa-nos do perigo. Ouvimos o som e temos tempo de fugir.

Os outros ratos acharam que era uma óptima ideia e foi uma chiadeira de entusiasmo e aplausos. Então, um velho rato, que tinha ficado calado durante todo o tempo, levantou-se e disse com gravidade.

- É uma excelente proposta, e tenho a certeza de que vai dar resultado. Mas pergunto uma coisa.

Calou-se.

- O que é? Faça a pergunta – chiaram os outros ratos.

- Quem – disse o velho rato – vai pendurar o guizo ao pescoço do gato?

Desta vez, nenhum dos ratos teve mais nada a dizer.

É mais fácil ter ideias que realizá-las.

Fábula de Esopo.

Versão de Ricardo Alberty

Responde às seguintes questões:

  1. Qual é o motivo desta reunião?

______________________________________________________________________

  1. Era fácil encontrar uma solução? Justifica com frases do texto.

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

  1. A sugestão do rato mais novo foi bem aceite? Justifica.

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

  1. Houve um rato que não participou na « … chiadeira de entusiasmo e aplausos».

Quem foi? E porquê?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

  1. O rato mais velho fez uma pergunta a que ninguém respondeu.

No entanto, há um provérbio que pode aplicar-se muito bem a esta situação: « Não responder é resposta.»

Estás de acordo? Que resposta significou, então, o silêncio dos ratos?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

  1. A moralidade: « É mais fácil ter ideias do que realizá-las

Entre os cinco provérbios seguintes , escolhe dois que resumam igualmente a mensagem desta fábula:

A bom entendedor meia palavra basta.

Palavras sem obras são tiros sem balas.

Apressada pergunta, vagarosa resposta.

Se queres ser bom juiz ouve o que cada um diz.

Do dito ao feito vai um grande eito.

08/10/2010

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo

Exercício de Língua Portuguesa

Nome __________________________ Nº ____ Ano ____ Turma ______ Data ________
Classificação _________________________________ Professor _____________________


TEXTO


Fidalgo      Esta barca onde vai ora,
                   que assi'stá apercebida?
Diabo        Vai para a ilha perdida
                   e há-de partir logo ess'ora.
Fidalgo      Para lá vai a senhora?
Diabo        Senhor, a vosso serviço.
Fidalgo      Parece-me isso cortiço...
Diabo        Porque a vedes lá de fora.
Fidalgo      Porém, a que terra passais?
Diabo        Para o inferno, senhor.
Fidalgo      Terra é bem sem-sabor.
Diabo        Quê? E também cá zombais?
Fidalgo      E passageiros achais
                   para tal habitação?
Diabo        Vejo-vos eu em feição
                   para ir ao nosso cais...
Fidalgo      Parece-te a ti assi...
Diabo        Em que esperas ter guarida?
Fidalgo      Que deixo na outra vida
                   quem reze sempre por mi.
Diabo        Quem reze sempre por ti!...
                   Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi! Hi!...
                   E tu viveste a teu prazer
                   cuidando cá guarecer
                   porque rezem lá por ti?!
                   Embarcai! Hou... Embarcai!,
                   que haveis de ir à derradeira...
                   Mandai meter a cadeira,
                   que assim passou vosso pai.
Fidalgo      Quê? Quê? E assim lhe vai?
Diabo        Vai ou vem, embarcai prestes.
                   Segundo lá escolhestes,
                   assim cá vos contentai.


Uma vez que conheces a cena e a obra a que pertence o texto transcrito, responde cuidadosamente às seguintes questões:
I

1- Considerando o percurso cénico da personagem, situa o fragmento transcrito na cena a que pertence.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2- Ao entrar em cena, a personagem traz consigo elementos cénicos que permitem a sua identificação. Quais são esses elementos e o que simbolizam?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3- A partir das expressões do texto a seguir transcritas, indica três características do Fidalgo:
            "Sou fidalgo de solar / é bem que me recolhais."
            "Mas esperai-me vós aqui: / tornarei à outra vida, / ver minha dama querida / que se quer matar por mi."_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

4- Que argumentos usa o Fidalgo para justificar a sua pretensão de entrar na Barca da Glória?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5- Primeiro pelo Diabo e depois pelo Anjo, o Fidalgo é condenado ao Inferno. Indica os crimes que lhe são imputados.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6- Justifica a seguinte afirmação: Ao apresentar esta personagem, Gil Vicente não queria criticar apenas este Fidalgo.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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