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09/10/2014

Teste de diagnóstico – 6º ano


Teste de diagnóstico – 6º ano
                                                                                I                                                          

              Lê o texto com atenção. Podes consultar o vocabulário apresentado a seguir ao texto.

UM FIO DE FUMO NOS CONFINS DO MAR
         Nada me prende a esta cena, onde derretemos no verão e gelamos no inverno, para aprender coisas que me dizem muito pouco. Cumpro os horários, faço o que é preciso e, se não tenho notas negativas é apenas porque, ao contrário do que pensa a setôra de português, que nunca me dá mais do que 10, por causa da minha mórbida1 imaginação, eu não sou completamente burra – e também não quero ouvir constantemente a minha mãe deitar-me à cara os sacrifícios que faz para me educar.
         Numa última tentativa para me fazer retomar o estudo, o Crispim ainda veio com a história do “flagelo2 do trabalho infantil”, apresentando várias estatísticas3 que nos davam como um dos países que mais mão de obra infantil utilizam, mas os muitos anos de namoro com ele tornaram a minha mãe  numa especialista de leis e contratos:
         - Não te faças parvo. Sabes muito bem que, aos dezasseis anos, qualquer pessoa pode trabalhar legalmente.
         Eu, que sou a interessada, raramente abro a boca. Porque a verdade é que não sei muito bem o que responder. Não se pode dizer que tenha grande vocação para o trabalho, essa é que é essa. Quando eu era pequena, nunca tive aqueles sonhos que todos os miúdos têm de quererem ser bombeiros, astronautas, sei lá que mais.
         O meu único sonho, nestes anos todos, foi sempre acabar a escola o mais rapidamente possível, e depois fugir de casa. Só isso.
         Assim como há colegas minhas que querem ser modelos, jornalistas de televisão, bailarinas do Big Show SIC4, nadadoras-salvadoras como nas Marés Vivas, atrizes de telenovela – eu só quero fugir de casa. Quando era mais miúda, sonhava com um navio branco a deitar nuvens de fumo lá nos confins do mar, e embarcar nele para destinos de estranhos nomes, a Sildávia, por exemplo, que eu conhecia nos livros do Tintin, ou o Egito, onde haveria de encontrar Radamés e apaixonar-me por ele até à morte, como a escrava Aída5.
         Depois cresci e comecei a pensar que fugir de barco talvez não fosse boa ideia. Levava muito tempo, e as fugas querem-se rápidas. Apaixonei-me então pelos comboios, e com eles sonhava – e sonho – noites a fio. E sempre da mesma maneira: chego a uma estação de caminho de ferro desconhecida, saio do comboio com a mala na mão, uma boina levemente inclinada na cabeça, um impermeável vestido com a gola levantada no pescoço, porque é inverno e a chuva escorre, e atravesso espessas nuvens de fumo até chegar ao restaurante da gare, com mesas de ferro e chão de madeira a cheirar a sabão e cera. Sento-me depois, e ali fico a beber chocolate quente, até que um soldadinho, acabado de chegar da frente de batalha, se inclina levemente na minha frente e me pede para comigo partilhar mesa e chocolate.
           Alice Vieira, Um Fio de Fumo nos Confins do Mar, Caminho, 2004

VOCABULÁRIO
1. mórbida – doentia; 2. flagelo – grande calamidade pública; desgraça; 3. estatísticas – compilações de exemplos para inferências de regras gerais; 4. Big Show SIC – programa televisivo dos anos 90; 5. Aída – escrava etíope, apaixonada por Radamés, que era um general egípcio do tempo dos faraós.

Responde ao que te é pedido sobre o texto que acabaste de ler, seguindo as orientações que te são dadas.
1.    Transcreve do texto uma expressão que comprove que a narradora é uma personagem feminina.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2.    Nas questões 2.1. e 2.2., assinala com X a opção correta, de acordo com o sentido do texto que acabas de ler.
2.1.  A narradora tem notas positivas...
a. porque estuda com regularidade.
b. apesar de se mostrar pouco empenhada.
c. porque tem muita imaginação.
graças à professora de português.
2.2.  Para evitar as advertências da mãe, a narradora...
a. diz que gostaria de começar a trabalhar.
b. quase nunca abre a boca.
c. ouve o Crispim sem protestar.
d. cumpre os horários estabelecidos.
3.        Quem é o Crispim? Assinala a resposta correta.
a. É o irmão da narradora.
b. É um colega de escola da narradora.
c. É o namorado da mãe da narradora.
d. É o namorado da narradora.
4.        Na sequência “Eu, que sou a interessada, raramente abro a boca” (linha....), a narradora recorre a uma perífrase. Justifica a afirmação.
_________________________________________________________________________________
5.        Considera a frase seguinte: “O meu único sonho, nestes anos todos, foi sempre acabar a escola o mais rapidamente possível...” (linhas...). Na tua opinião, por que motivo era tão importante para a narradora concluir rapidamente a sua escolaridade?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
       _________________________________________________________________________________
II

Responde ao que te é pedido sobre o conhecimento explícito da língua.
1.    Lê as frases seguintes.
a.    O Crispim apresentou várias estatísticas.
b.    A minha mãe namora há muitos anos com o Crispim.
c.    Aos dezasseis anos, qualquer pessoa pode trabalhar.
d.   Quando eu era miúda, tinha poucos sonhos.
1.1.  Transcreve os quatro quantificadores que encontras nas frases acima.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2.    Lê a frase:
O Crispim ainda veio com a história do “flagelo do trabalho infantil”, apresentando várias estatísticas
2.1.  Classifica as palavras sublinhadas na frase quanto ao número de sílabas, escrevendo-as no quadro, de acordo com o que é pedido:
Um monossílabo

Um dissílabo

Um trissílabo

Um polissílabo

3.    Transcreve cinco palavras do campo lexical da escola que encontras nos dois primeiros parágrafos do texto.
_________________________________________________________________________________
4.    Indica a base a partir da qual se forma cada uma das palavras derivadas seguintes:
Palavra derivada
Base
jornalista

legalmente

maresia

retomar

5.    Considera a frase seguinte.
Eu cumpro os horários.
5.1.  Faz a análise sintática da frase.
Sujeito

Predicado

Complemento direto


III

Vais agora escrever um texto.

A narradora do texto intitulado “Um fio de fumo nos confins do mar” revela o sonho que tem desde a infância: embarcar num navio branco em direção a destinos estranhos.
Recorda um filme que tenhas visto ou um livro que tenhas lido em que se apresente um local distante e estranho.
Descreve esse local, num texto de  25 a 30 linhas, indicando:
§ as sensações que esse local sugere;
§ três elementos do espaço, no mínimo;
§ a situação geográfica desse local;
§ o meio de transporte que se pode utilizar para aí chegar.
Antes de começares a escrever, planifica o teu texto de modo a incluíres nele:
§ um parágrafo de abertura, para introduzires o assunto a abordar;
§ dois ou três parágrafos, para desenvolveres o tema;
§ um parágrafo final, para retomares o assunto abordado no primeiro parágrafo, sob a forma de conclusão.

21/09/2014

Teste Modelo: O Cavaleiro da Dinamarca

1. Lê o texto com atenção:

Quando chegou o dia de Natal, ao fim da tarde, o cavaleiro dirigiu-se para a gruta de Belém. Ali rezou no lugar onde a Virgem, São José, o boi, o burro, os pastores, os pastores, os Reis Magos e os Anjos tinham adorado a criança acabada de nascer. E, quando na torre das Igrejas bateram as doze badaladas da meia-noite, o Cavaleiro julgou ouvir um cântico altíssimo cantado por multidões inumeráveis, a oração dos Anjos:”Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”
Então desceu sobre ele uma grande paz e uma grande confiança e, chorando de alegria, beijou as pedras da gruta.
Rezou muito, nessa noite, o cavaleiro. Rezou pelo fim das misérias e das guerras, rezou pela paz e pela alegria do mundo. Pediu a Deus que o fizesse um homem de boa vontade, um homem de vontade clara e direita, capaz de amar os outros. E pediu também aos anjos que o protegessem e guiassem na viagem de regresso, para que, dai a um ano, ele pudesse comemorar o Natal na sua casa com os seus.
Passado o Natal o cavaleiro demorou-se ainda mais dois meses na Palestina visitando os lugares que tinham visto passar Abraão e David, os lugares que tinham visto passar a arca da aliança, o cortejo da Rainha do Sabá e seus camelos carregados de perfumes, os exércitos da Babilónia, as legiões romanas e Cristo pregando às multidões.
Depois, em fins de Fevereiro, despediu-se de Jerusalém e, na companhia de outros peregrinos, partiu para o porto de Jafa.
Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza com quem o cavaleiro travou grande amizade.
Em Jafa foram obrigados a esperar pelo bom tempo e só embarcaram em meados de Fevereiro.
Mas uma vez no mar foram assaltados pela tempestade. O navio ora subia na crista da vaga ora recaía pesadamente estremecendo de ponta a ponta. Os mastros e os cabos estalavam e gemiam. As ondas batiam com fúria no casco e varriam a popa. O navio ora virava todo para a esquerda, ora virava todo para a direita, e os marinheiros davam à bomba para que ele não se enchesse de água. O vento rasgava as velas em pedaços e navegavam sem governo ao sabor do mar.
- Ah! - pensava o cavaleiro. - Não voltarei a ver a minha terra.
Mas passados cinco dias o vento amainou, o céu descobriu-se, o mar alisou as suas águas. Os marinheiros içaram velas novas e com a brisa soprando a favor puderam chegar ao porto de Ravena, na costa do Adriático, nas terras de Itália.

in O Cavaleiro da Dinamarca, Sophia de Mello Breyner ©Ao Encontro das Palavras 2009 - http://vanda51-emportugues.blogspot.com/ (adaptação).

1.       Contextualiza este excerto na estrutura da obra a que pertence.


2.       O título da obra - O Cavaleiro da Dinamarca - dá-nos de imediato duas informações a respeito da personagem principal. Indica-as.

3.       Indica o local para onde se dirigiu o Cavaleiro da Dinamarca no dia de Natal e o que aí foi fazer.

4.       Explicita os sentimentos experimentados pelo cavaleiro ao ouvir as doze badaladas na gruta de Belém, na noite de Natal.

5.       Caracteriza psicologicamente o cavaleiro. Justificando a tua resposta.

6.       Indica o motivo pelo qual, em Jafa, o Cavaleiro ficou impossibilitado de prosseguir viagem.

7.       “- Ah! - pensava o Cavaleiro. - Não voltarei a ver a minha terra.”
7.1. Explica os motivos da afirmação do Cavaleiro.

8.       Refere os locais por onde passou o cavaleiro.

9.       Depois de a tempestade ter passado, refere o local onde os marinheiros aportaram.

10.    “Cântico altíssimo cantado por multidões.”
10.1. Identifica o adjectivo presente nesta frase e diz em que grau se encontra.
10.2. Indica um antónimo do adjetivo da frase no grau superlativo absoluto analítico

11.    “Depois, em fins de Fevereiro, despediu-se de Jerusalém e, na companhia de outros peregrinos, partiu para o porto de Jafa.
Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza com quem o cavaleiro travou grande amizade. “
11.1.Indica o modo e o tempo das formas verbais a negrito na frase.
11.2.Coloca a primeira frase no pretérito mais-que-perfeito do indicativo e a segunda frase no condicional.
11.3. Classifica as palavras sublinhadas.

12.   Na descrição da tempestade, são utilizadas várias personificações.
12.1. um exemplo, justificando a tua resposta e indicando o seu valor expressivo.

13.   Indica o hiperónimo das seguintes palavras: Jerusalém, Veneza e Ravena



14.   Imagina que és dono da livraria e que um cliente gostaria de saber um resumo da parte inicial de “O Cavaleiro da Dinamarca”. Reconta a história, tendo em conta o provérbio popular “Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto”. Deves usar dois modos de representação do discurso (descrição e narração) e recursos expressivos (metáforas, personificações, comparações, enumerações e adjetivação expressiva).

29/10/2010

O Fantasma

  1. Lê o texto com muita atenção.

O FANTASMA

O Mário aimageschava aquilo verdadeiramente esquisito. Acontecia todos os dias e à mesma hora. Sempre que ele regressava das aulas, punha o almoço em cima da mesa e ia lavar as mãos à casa de banho. Quando vinha para se sentar, o almoço tinha desaparecido. Parecia magia!

Ora, um dia, o Mário resolveu dar mais atenção ao caso. Como de costume, era meio-dia. Pôs o almoço em cima da mesa e, em vez de ir lavar as mãos à casa de banho, escondeu-se atrás da porta para ver o que se passava. Pela fisga, com cuidado, espreitou. Não se via lá muito bem, mas sempre era melhor que nada.

De repente, como um relâmpago, na mesa surgiu uma sombra branca com uns olhos muito brilhantes…Era assustador! Em segundos, aquela sombra misteriosa devorou o almoço do Mário. Depois desapareceu sem se saber como.

O Mário estava aterrado!... Mas ele, com medo que aquela coisa estranha o visse, não gritou nem nada.

À noite, quando os pais regressaram do trabalho, o Mário contou:

- Vi um fantasma!

- Um fantasma? – Perguntaram os pais com ar de brincadeira.

- Vi mesmo. Eu sei que vi. Foi ao meio-dia. Ele até comeu o almoço…

- Os fantasmas não existem, Mário – explicou o pai – Do que te havias de lembrar!

- O que as crianças hoje inventam para não comerem a sopa! – Dizia a mãe.

O Mário insistia mas os pais continuavam sem acreditar. Mas, ele tanto insistiu, tanto insistiu que, no dia seguinte, o pai resolveu vir almoçar a casa para ver se aquilo era verdade.

Armindo Reis, O Sol da nossa rua

  1. Responde, sempre de forma completa:

a) Que tipo de narrador encontras neste texto? Justifica a tua resposta.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b) Faz a localização espacial da acção do texto.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

c) Quais são as personagens do texto?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

d) Classifica as personagens quanto à sua importância na acção.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

e) Por que razão é que o Mário andava preocupado?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

f) O que resolveu fazer para descobrir o mistério?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

g) Descreve o que o Mário viu.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

h) Qual foi a reacção dos pais?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

i) E tu, acreditas em fantasmas? Justifica a tua resposta.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

II

a) Descobre os sinónimos das palavras sublinhadas:

Ele teve cautela. _____________________________________

O pai resolveu vir almoçar. _____________________________

b) Descobre os antónimos das palavras sublinhadas:

De repente ele surgiu. _________________________________

O Mário insistiu. _____________________________________

c) Lê as frases e coloca as palavras sublinhadas no lugar certo

De repente, como um relâmpago, surgiu uma sombra branca com uns olhos brilhantes. Em segundos aquela sombra misteriosa devorou o seu almoço. O Mário contou tudo aos pais mas estes não acreditaram.

Nomes

Determinantes

Adjectivos

Pronomes



     

08/07/2010

Ficha de avaliação - 6º ano

Little boy putting egg in nestSEI UM NINHO!

      Comiam todos o caldo, recolhidos e calados, quando o menino disse:
   - Sei um ninho!
   A mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar. O pai, esse, nem ouviu. Mas o pequeno, ou para responder à Mãe ou para acordar o Pai, repetiu:
   - Sei um ninho!
   O Velho ergueu finalmente as pálpebras, e ficou atento também.
   A criança, então, um tudo-nada excitada, contou. Contou que à tarde, na altura em que regressava a casa com a ovelha, vira sair um pintassilgo de dentro de um grande cedro.
   A mãe bebia as palavras do filho. 
   Mas o menino continuou. O cedro era enorme, muito grosso e muito alto. A subida levou tempo. Firmava primeiro os braços; e só então as pernas avançavam até onde podiam.
    Nem o Pai nem a Mãe diziam nada. Deixavam, apavorados, mudos, que o pequeno chegasse ao cimo. O ninho só tinha um ovo. Depois de pegar no ovo, de contente dera-lhe um beijo. E ao simples calor da sua boca, a casca estalara ao meio e nascera lá de dentro um pintassilgo depenadinho.
   E o menino contava esta maravilha com a sua inocência costumada. Por fim pôs amorosamente o passarinho entre a penugem da cama e desceu.
   E agora, um nada comprometido, mas cheio de felicidade, sabia um ninho!

Miguel Torga - Contos (adaptado)

1. "Sei um ninho!"
     Regista, a partir das palavras que se seguem, o que significa esta frase repetida.
a) satisfação
b) vaidade
c) decepção
d) ansiedade
e) surpresa
f) informação
g) segredo

1.1. Justifica a tua resposta.

2. Quem diz a frase? A quem é dita?

2.1. Qual a reacção que provoca nos dois ouvintes? Com frases extraídas do texto justifica a tua resposta.

3. Como se deu a descoberta do ninho?

4. Que sentimento domina as personagens  durante a narração do menino?

5. Faz o levantamento das expressões que caracterizam psicologicamente o menino.

6. Repara na forma como a autor se refere à personagem principal: o menino ( três vezes); o pequeno ( duas vezes); a criança ( uma vez).

6.1. Como explicas esta forma de tratamento?
6.2. Qual te parece mais expressiva?
6.3. Procura justificar o seu emprego quanto ao número de vezes que aparece.

II

1. " A Mãe levantou para ele os olhos negros, a interrogar"

1.1. Classifica morfologicamente e de forma completa as palavras que se apresentam a negrito na frase.

2 . Classifica quanto ao processo de formação as seguintes palavras:

a) Apavorar
b) Pavoroso
c) Pavor
d) Pavorosamente

III
Depois de leres atentamente o texto escreve um pequeno texto onde apresentes qual seria o teu comportamento numa situação idêntica.

06/05/2010

A Fada Oriana

A FADA DAS CRIANÇAS

Do seu longínquo reino cor-de-rosa,

Voando pela noite silenciosa,

A fada das crianças vem, luzindo.

Papoulas a coroam, e, cobrindoclip_image001

Seu corpo todo, a tornam misteriosa.

À criança que dorme chega leve,

E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,

Os seus cabelos de ouro acaricia -

E sonhos lindos, como ninguém teve,

A sentir a criança principia.

E todos os brinquedos se transformam

Em coisas vivas, e um cortejo formam:

Cavalos e soldados e bonecas,

Ursos pretos, que vêm, vão e tornam,

E palhaços que tocam em rabecas...

E há figuras pequenas e engraçadas

Que brincam e dão saltos e passadas...

Mas vem o dia, e, leve e graciosa,

Pé ante pé, volta a melhor das fadas

Ao seu longínquo reino cor-de-rosa.

Fernando Pessoa, Poesias Inéditas


1. Lê, atentamente, este belo poema e completa:

A Fada das __________ vivia num __________ reino cor-de-rosa. Tinha na cabeça uma coroa de _________. Acariciava os cabelos _________ da criança com a sua mão _________ e transformava os brinquedos em coisas _______. Quando vinha o ____ a fada regressava _________ e _________ ao seu longínquo reino _____________.

2. Explica por palavras tuas as expressões:

“a mão de neve” _________________________________________________

“cabelos de ouro” ________________________________________________

3. Porque regressava, pé ante pé, a fada ao seu reino?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

1. Lê, atentamente, este excerto e responde clara e completamente às questões que te são propostas:

Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro.

Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato e nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas. Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água. E ouviu uma voz que a chamava:

- Oriana, Oriana.

A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia.

- Salva-me, Oriana – gritava o peixe. – Dei um salto atrás de uma mosca e caí fora do rio.

Oriana agarrou no peixe e tornou a pô-lo na água.

- Obrigado, muito obrigado – disse o peixe, fazendo muitas mesuras. – Salvaste-me a vida e a vida de um peixe é uma vida deliciosa. Muito obrigado, Oriana. Se precisares de alguma coisa de mim lembra-te que eu estou sempre às tuas ordens.

- Obrigada – disse Oriana -, agora não preciso de nada.

- Lembra-te da minha promessa. Nunca esquecerei que te devo a vida. Pede-me tudo o que quiseres. Sem ti eu morreria miseravelmente asfixiado entre os trevos e as margaridas. A minha gratidão é eterna.

- Obrigada – disse a fada.

- Boa tarde, Oriana. Agora tenho de me ir embora, mas quando quiseres vem ao rio e chama por mim.

E com muitas mesuras o peixe despediu-se da fada.

Oriana ficou a olhar para o peixe, muito divertida, porque era um peixe muito pequenino, mas com um ar muito importante.

E quando assim estava a olhar para o peixe viu a sua cara reflectida na água. O reflexo subiu do fundo do regato e veio ao seu encontro com um sorriso na boca encarnada. E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como os lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.

- Mas que bonita que eu sou – disse ela. – Sou linda. Nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha lembrado de me ver! Que grandes que são os meus olhos, que fino é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço alto e fino como uma torre. Que esquisita que a vida é! Se não fosse este peixe que saltou para fora da água para apanhar a mosca, eu nunca me teria visto. As árvores, os animais e as flores viam-me e sabiam como eu sou bonita. Só eu nunca me via!

Sophia de Mello Breyner Andresen in IV – O Peixe, A Fada Oriana,

1. Indica se as afirmações são verdadeiras ou falsas:

 

VERDADEIRO

FALSO

a) Estava uma manhã maravilhosa.

   

b) Oriana caminhava calmamente.

   

c) O peixe tentou apanhar uma borboleta.

   

d) O peixe pediu ajuda a Oriana.

   

e) Oriana salvou a vida ao peixe.

   

f) O peixe partiu sem agradecer.

   

g) Oriana ficou admirada com a sua beleza.

   

h) Os animais já lhe tinham dito que era muito bela.

   

2. Para recordares algumas características de um texto narrativo, completa o seguinte texto.

Esta narrativa está escrita na ____ pessoa. Por isso o narrador não está _______ na acção. É um narrador ___________. A acção localiza-se _______________ durante a _________.

3. Atenta nas palavras sublinhadas e em itálico no texto e completa.

Todas as palavras sublinhadas pertencem à classe aberta _______________. Com elas o texto ficou mais bonito, rico e interessante. Os _____________ estão colocados ________ dos verbos e _________ dos nomes. As palavras em itálico pertencem à classe aberta __________________ e encontram-se no tempo verbal ________________________.

4. Procura no dicionário o significado das palavras:

Estática _______________________________________________

dinâmica _______________________________________________

5. Na frase “Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca” a descrição é ____________ e na frase “A brisa dançava com as ervas dos campos” a descrição é ____________.

6. Completa o quadro com frases do texto.

Recursos expressivos

Exemplos

Significado da expressão

Personificação

Adjectivação

Comparação

7. Atenta na conversa entre a fada Oriana e o peixe.

Para introduzir a fala destas personagens utilizou-se um novo _____________, dois _______, o __________ e os verbos __________ (chamava, disse, gritava) que aparecem _________ e no _________ das falas das personagens. Depois deste diálogo Oriana fala com ela mesma sobre a sua beleza. Estamos, assim, perante um ____________.

 

8. Ao leres este texto tinhas, com certeza, os teus sentidos bem apurados porque são eles que te permitem experimentar diferentes tipos de ___________. Completa o quadro com frases do texto.

Sensações

Exemplos

Táctil

Visual

Auditiva

Olfactiva

A partir do primeiro encontro com o peixe, Oriana fica maravilhada com a sua beleza. Esquecerá os seus deveres e ocupará o seu tempo a ver-se ao espelho ou nas águas do rio. Tornou-se narcisista.

Esta característica está relacionada com a seguinte história.

Era uma vez…um jovem chamado Narciso que vivia na Grécia antiga, admirado por todos pela sua incomparável beleza. Narciso era muito vaidoso da perfeição do seu gosto e da graciosidade do seu corpo e jamais perdia a oportunidade de contemplar o seu reflexo nas águas dos lagos por onde passava. Fascinado, passava horas a fio a admirar o brilho dos seus grandes olhos negros, o nariz delgado, os lábios finos e a bela cabeleira encaracolada coroando o seu magnífico rosto oval. Dir-se-ia que, do céu, tinha descido um escultor para criar um corpo com membros tão harmoniosos e isentos de defeitos que era a encarnação perfeita da beleza sonhada por todos os homens. Um dia, Narciso, passou junto de um rochedo sobranceiro a uma lagoa cujas águas límpidas e geladas reflectiam a sua imagem.

- Como és belo, Narciso! Não existe sobre a terra nenhum ser tão perfeito como tu! Adorava poder beijar-te! – exclamou o jovem debruçando-se.

O desejo de beijar a sua própria imagem foi tão intenso que se inclinou demasiado e perdeu o equilíbrio caindo dentro de água. Como não sabia nadar, morreu afogado. Quando os deuses se aperceberam que a criatura mais linda da terra tinha morrido, decidiram que tamanha formosura jamais deveria cair no esquecimento. Transformaram Narciso numa linda flor perfumada, que floresce todas as Primaveras nos flancos das montanhas e que se chama narciso.

Faz, agora, a descrição física e psicológica do jovem Narciso.

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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

GRUPO I

Lê com atenção o texto que se segue:O-Gato-Malhado-e-a-Andorinha-Sinha

Quando a Primavera chegou, vestida de luz, de cores e de alegria, olorosa de perfumes sutis, desabrochando as flores e vestindo as árvores de roupagens verdes, o Gato Malhado estirou os braços e abriu os olhos pardos, olhos feios e maus. Feios e maus, na opinião geral. Aliás, diziam que não apenas os olhos do Gato Malhado reflectiam maldade, e sim, todo o corpanzil forte e ágil, de riscas amarelas e negras. Tratava-se de um gato de meia-idade, já distante da primeira juventude, quando amara correr por entre as árvores, vagabundear nos telhados, miando à lua cheia canções de amor, certamente picarescas e debochadas. Ninguém podia imaginá-lo entoando canções românticas, sentimentais.

Naquelas redondezas não existia criatura mais egoísta e solitária. Não mantinha relações de amizade com os vizinhos e quase nunca respondia aos raros cumprimentos que, por medo e não por gentileza alguns passantes lhe dirigiam. Resmungava de mau humor e voltava a fechar os olhos como se lhe desagradasse todo o espectáculo em redor.

Era, no entanto, um belo espectáculo, a vida em torno, agitada ou mansa. Botões nasciam perfumados e desabrochavam em flores radiosas, pássaros voavam entre trinados alegres (...)

Do Gato Malhado ninguém se aproximava. As flores fechavam-se se ele vinha em sua direcção: dizem que certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco pelo qual se haviam enamorado todas as rosas. Não apresentavam provas mas quem punha em dúvida a ruindade do gatarraz? Os pássaros ganhavam altura ao voar nas imediações do esconso onde ele dormia. Murmuravam inclusive ter sido o Gato Malhado o malvado que roubara o pequeno Sabiá, do seu ninho de ramos. (…) Provas não existiam, mas que outro teria sido? Bastava olhar a cara do bichano para localizar o assassino. Bicho feio aquele. (…)

Assim vivia ele quando a Primavera entrou pelo parque adentro, num espalhafato de cores, de aromas de melodias. Cores alegres, aromas de entontecer, sonoras melodias. (…)

I A Andorinha Sinhá, além de bela, era um pouco louca. Louquinha, fica-lhe melhor. Apesar de ainda frequentar a escola dos pássaros – onde o Papagaio ditava a cátedra de religião – tão jovem que os respeitáveis pais não a deixavam sair à noite sozinha com os seus admiradores, mas já era metida a independente, orgulhando-se de manter boas relações com toda a gente do parque. Amiga das flores e das árvores, dos patos e das galinhas, dos cães e das pedras, dos pombos e do lago. Com todos ela conversava, um arzinho suficiente, sem se dar conta das paixões que ia espalhando ao passar. (…)

Apesar de todas essas relações e admirações, uma sombra anuviava a vida da Andorinha Sinhá, razão de ser deste atrasado capítulo inicial, pois a sombra era exactamente o Gato Malhado. Ou melhor: o fato dela nunca ter conseguido conversar com o Gato. Aquele sujeito caladão, orgulhoso e metido a besta, bulia-lhe com os nervos. Habituara-se a vir espiá-lo quando ele dormia ou esquentava sol sobre a grama. Escondida no ramo de uma árvore, mirava-o durante horas perdidas, cismando nas razões por que o feioso não mantinha relações com ninguém. Ouvia falar mal dele mas fitava o seu nariz róseo, de grandes bigodes, e – ninguém sabe por que – duvidava da veracidade das histórias. Assim são as andorinhas, o que se pode fazer? Não há forma de fazê-las compreender a verdade mais rudimentar, a mais provada e conhecida, se elas se metem a duvidar. São cabeçudas e se deixam guiar pelo coração.

O Gato Malhado era a sombra na vida clara e tranquila da Andorinha Sinhá. Por vezes estava cantando uma das lindas canções que aprendera com o Rouxinol, e, de súbito, parava porque via (às vezes adivinhava) o grande corpo do Gato que passava em caminho do seu canto predilecto. Ia então pelos ares, seguindo-o devagar e, em certa tarde, divertiu-se muito a atirar-lhe gravetos secos sobre o dorso. O Gato dormia, ela estava bem escondida entre as folhas da jaqueira, rindo a cada graveto que acertava nas costas do Gato, levando o preguiçoso a abrir um olho e mirar em torno. Mas logo o cerrava, pensando tratar-se de alguma brincadeira idiota do Vento.

JORGE AMADO, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor

 

Depois de leres atentamente o excerto de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, responde com clareza e correcção às questões que te são colocadas.

  1. A partir das informações que o texto te fornece, é possível caracterizar as personagens.

1.1 Caracteriza-as no aspecto físico.

 

1.2 Indica, agora, as suas características psicológicas.

 

1.3 Identifica o sentimento que se começa a esboçar neste excerto e que irá acabar por nascer entre as duas personagens.

 

  1. Faz o levantamento das histórias contadas acerca do passado do Gato Malhado e que lhe conferiram a fama de “assassino”.

 

2.1 Poderemos acreditar totalmente na veracidade dessas histórias? Porquê?

 

 

2.2 Atenta nas seguintes expressões: “gatarraz”; “cara do bichano”; “Bicho feio aquele” (2º parágrafo). Terão as características físicas do Gato Malhado e o seu modo de vida influenciado a produção dessas histórias? Como?

 

  1. O espaço em que decorre a acção dá indícios da estação primaveril. Justifica a tua resposta com expressões do texto.

 

3.1 Diz qual o recurso estilístico mais utilizado nesta apresentação.

 

4. Atenta na seguinte passagem:Assim são as andorinhas, o que se pode fazer? Não há forma de fazê-las compreender a verdade mais rudimentar, a mais provada e conhecida, se elas se metem a duvidar. São cabeçudas e se deixam guiar pelo coração.”

 

4.1 Classifica o narrador quanto à posição, justificando por palavras tuas.

 

5. Assinala com X, como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações, de acordo com a obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado.

AFIRMAÇÕES

V

F

1. Jorge Amado escreveu “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” em Londres.

   

2. As ilustrações de Carybé fizeram com que o escritor publicasse a obra.

   

3. A história começa com a expressão “Era uma vez…”.

   

4. No Gato Malhado... conta-se o amor impossível entre um gato e uma ave, inimigos por natureza.

   

5. O espaço físico da história é um jardim zoológico.

   

6. A Manhã é uma funcionária madrugadora e trabalhadora.

   

7. O Gato Malhado foi acusado, injustamente, de vários crimes

   

8. A palavra pilhéria no português-padrão do Brasil significa piada.

   

9. O Vento contou à Manhã a história de amor.

   

10. O primeiro encontro entre o Gato e a Andorinha aconteceu na estação do Verão.

   

11. Durante a Primavera, o Gato e a Andorinha passearam-se pelo parque.

   

12. Na estação do Verão, o Gato pediu a Andorinha subitamente em casamento.

   

13. Os protagonistas deste conto são três.

   

14. A Vaca Mocha tinha uma grande estima pelo Gato Malhado.

   

15. A Vaca Mocha falava espanhol e português.

   

16. O Gato Malhado e a Andorinha passeiam juntos enquanto as outras personagens

condenam o amor impossível.

   

17. A narração identifica-se porque os verbos estão no pretérito imperfeito.

   

GRUPO II

1. Assinala com X a resposta correcta.

1.1 “A Andorinha Sinhá, além de bela, era um pouco louca”.

Nesta frase, a expressão destacada desempenha a função de:

a ) atributo _____

b) complemento circunstancial de modo _____

c) nome predicativo do sujeito _____

 

1.2 Na frase (…)“Certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco (…)”, estão presentes as seguintes funções sintácticas:

a) C.C. de Tempo + Sujeito Inexistente+ Predicado+ Complemento Directo+ Atributo+ C. C. de Modo______

b) Sujeito Subentendido+ Predicado+ C.C. de Modo+ C.C. de Tempo+ Complemento Directo+ Atributo_____

c) C. C. de Lugar+ Sujeito Subentendido+ Predicado+ C.C. de Modo+ Complemento Directo_____

 

2. Passa para a forma passiva a seguinte frase.

 

2.1 O Gato Malhado salvou o pássaro de morrer afogado.

 

3. Classifica morfologicamente as seis palavras sublinhadas no excerto .

 

4. Reescreve a frase, de forma a alterares a forma verbal para os tempos e modos solicitados:

No ramo de uma árvore, a Andorinha fitava o Gato Malhado.

a) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo : No ramo…….

b) Condicional Composto : No ramo teria fitado….

c) Presente do Conjuntivo ( Começa a frase por “Espero que”) Espero que ……

d) Pretérito Mais-que perfeito do Indicativo : No ramo ……

e) Pretérito Imperfeito do Conjuntivo (Começa a frase por “Se”) No ramo ….

f) Futuro do Conjuntivo (Começa a frase por “Quando” ) Quando

g) Futuro Composto do Conjuntivo (Começa a frase por “Quando”) Quando ….

 

5. Assinala com X, como verdadeira (V) ou falsa (F), cada uma das afirmações, recordando tudo o que aprendeste sobre as relações semânticas das palavras.

AFIRMAÇÕES

V

F

a) Antónimo significa um vocábulo com sentido oposto ao de outro, opondo-se no seu significado.

   

b) As palavras hiperónimas designam os elementos contidos em determinada espécie.

   

c) Por polissemia entende-se os vários significados que se podem atribuir a uma mesma palavra.

   

d) A conotação é o significado primeiro (objectivo) de uma palavra, enquanto que a denotação é o segundo sentido (subjectivo) atribuído a uma palavra.

   

e) A palavra «pôr» é acentuada para não se confundir com a sua homófona, a preposição «por».

   

f) As palavras mobiliário e vertebrados podem ser hiperónimas.

   

g) As palavras aprender/apreender; descrição/discrição; emigrante/imigrante, eminente/iminente e cumprimento/comprimento são homófonas.

   

GRUPO III

Dos temas apresentados, escolhe apenas um.

TEMA A:

A história do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá começa com a seguinte trova popular:

"O mundo só vai prestar

Para nele se viver

No dia em que a gente ver

Um gato maltês casar

Com uma alegre andorinha

Saindo os dois a voar

O noivo e a sua noivinha

Dom Gato e dona Andorinha."

(Trova e filosofia de Estevão da Escuna, poeta popular)

Na Dedicatória, o autor designa a história como uma "fábula". Ora a fábula é um texto narrativo cujas personagens são geralmente animais e em que existe a intenção de moralizar.

Elabora um comentário com cerca de sessenta palavras sobre a(s) mensagem(ns) que, em tua opinião, o autor pretende transmitir ao mundo dos homens através de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma História de Amor.

TEMA B :

A Andorinha enviou, pelo Pombo-Correio, uma carta de despedida ao Gato, mas os encontros entre os dois continuaram. Porém, o momento da separação definitiva chegou e a Andorinha quis dizer ao Gato tudo o que não chegara a dizer-lhe. Escreveu-lhe.

Redige, então, uma carta enviada pela Andorinha Sinhá ao Gato Malhado pouco antes de se casar. Uma carta simples, mas emotiva; uma carta em que fala do Gato, mas sobretudo de si própria, do seu amor, dos seus sonhos, das suas mágoas, do seu futuro...

(podes escrever em prosa ou verso)

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