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20/02/2011

Níveis de língua

 Pode-se considerar que os níveis de língua são distintos entre si e distribuem-se por 5 categorias:


1 -O nível corrente obedece às regras usuais da língua, sendo classificado como nível médio e caracteriza-se por:
- vocabulário reduzido;
- sintaxe simplificada;
- expressões pitorescas;
- uso frequente de interjeições;


2 -O nível popular distingue um grupo de falantes com pouca ou nenhuma escolaridade, sendo classificado como nível baixo e caracteriza-se por:
- vocabulário muito escasso e concreto;
- sintaxe descuidada;
- frases inacabadas;
- (...)


3 -O nível familiar é utilizado no relacionamento íntimo, sendo, também, classificado como nível baixo e caracteriza-se por:
- vocabulário corrente, afectivo e pouco abstracto;
- sintaxe simplificada, directa;
- frases curtas, inacabadas;
- interjeições, apartes frequentes, vocativos...;
- frases de tipo exclamativo e/ou uinterrogativo;
- expressões sugestivas;

- explicitação da intimidade;
- (..)


4- A gíria é uma variedade linguística própria de certos grupos sócio-profissionais.
É uma forma exagerada do uso familiar confinado a certos meios sociais.

5-O calão, ou jargão é uma outra versão da gíria, respeita os usos correntes da morfologia e da sintaxe, mas apresenta um vocabulário muito original acessível
só a alguns o que torna o discurso incompreensível para a maioria.

6-As linguagens técnicas e científicas costumam incluir-se no calão, em pé de igualdade com o nível utilizado por marginais.

22/10/2010

Como fazer um bom Resumo

Características de um bom resumo:

 

006 ·         Brevidade – um bom resumo apenas contém as ideias principais. Os pormenores não são incluídos.

 

·         Rigor e clareza – um bom resumo exprime as ideias fundamentais do texto, de uma forma clara e que respeite o pensamento do autor.

 

·         Linguagem pessoal – num bom resumo não se copiam as frases do texto. Deve-se exprimir as ideias principais por palavras nossas.

 

Como se deve fazer um bom resumo?

 

            Para se fazer um bom resumo, podes seguir alguns passos simples:

 

1.     Lê o texto e tenta compreendê-lo bem. Identifica as ideias principais, parágrafo a parágrafo:

 

1.1.    Podes sublinhá-las, durante a leitura;

 

1.2.   Podes fazer um esquema, no fim da leitura, para organizar o texto e os parágrafos.

 

2.     Começa a escrever o teu resumo, respeitando sempre o conteúdo do texto e o pensamento do autor:

 

2.1.   Procura não incluir pormenores desnecessários;

 

2.2.   Substitui ideias repetidas ou semelhantes por uma que as englobe;

 

2.3.   Utiliza termos genéricos em vez de listas;

 

2.4.   Utiliza uma linguagem pessoal.

 

3.     Lê o teu resumo e avalia-o, corrigindo os aspectos que achares necessário:

 

3.1.   Contém as ideias principais?

3.2.   A ideia do autor está repetida?

3.3.   O texto percebe-se bem?

3.4.   Não há pormenores nem repetições?

 

 

Lê agora as regras que te são apresentadas para a realização de resumos e aplica-as a cada um dos pequenos textos que se seguem:

 

1ª regra: Não se devem incluir pormenores desnecessários.

 

No seu aniversário, o Tiago recebeu um presente especial. Vinha embrulhado com um papel dourado e trazia um grande laço verde. Estava dentro de uma grande caixa. Era o par de patins que ele tanto desejava.

 

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___________________________________________________________________

 

      2ª regra: Não se devem repetir ideias

 

            O Tiago estava satisfeito. Não cabia em si de contente. Transbordava de alegria. Transpirava felicidade por ter recebido os patins que queria.

 

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___________________________________________________________________

 

      3ª regra: As listas de objectos devem ser substituídas por termos genéricos.

 

            Em cima da mesa estavam muitas garrafas de coca-cola, de laranjada, de limonada, de ice-tea e de groselha. Havia também bolos de ananás, pudins, bolachas de chocolate, natas, e um bolo de aniversário.

 

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___________________________________________________________________

 

      4ª regra: Uma série de acções idênticas deve ser descrita através de um único verbo que as englobe o mais possível.

 

            O balão começou a tremelicar, tentou subir, deu algumas voltas, subiu um pouco mais. Lentamente foi subindo mais ainda. Agitou-se no ar, sempre mais para o alto, até que, finalmente, desapareceu.

 

___________________________________________________________________

 

___________________________________________________________________

 

 

 

O que treinei com esta actividade?

 

_____________________/ ________________________/

Como estudar melhor …. Verbos introdutores

Às vezes, as dificuldades residem no desconhecimento do significado de alguns verbos utilizados nas instruções das tarefas. Vejamos o significado habitual dos mais frequentes:

 

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  •  Caracterizar    Destacar os elementos principais ou distintivos.

 

  •  Comparar   Apresentar semelhanças e diferenças.

  •  Criticar Dar opinião pessoal. Tomar posição, a favor ou contra.

  •  Definir Dar o significado exacto.

  •  Demonstrar   Apresentar provas.

  •  Delimitar   Dizer onde começa e onde acaba.

  •  Distinguir   Mostrar as diferenças

  •  Explicar   Desenvolver, para tornar compreensível.

  •  Identificar   Dizer o que é.

  •  Indicar   Designar uma coisa, uma pessoa ou uma ideia.

  •  Interpretar   Estabelecer o sentido

  •  Justificar   Dizer por que motivo.

  •  Reescrever   Escrever de novo.

  •  Relacionar   Estabelecer ligações.

  •  Transcrever   Copiar de um texto uma frase, uma expressão ou uma palavra.

Auto da Barca do Inferno - Cena do Fidalgo II

AUTO DA BARCA DO INFERNO - Cena do Fidalgo I

05/10/2010

Texto Narrativo – o que é?

clip_image002 Narrar – É contar uma história, um facto, um acontecimento, quer dizer, fala do que acontece a uma ou várias personagens.

 

1- Estrutura da narrativa : Normalmente um texto narrativo organiza-se em três partes:

  1. Introdução - apresenta a situação inicial, localiza a acção ( onde e quando se passa a história), descreve as personagens – geralmente estas informações são dadas na introdução.
  1. desenvolvimento – conta a acção propriamente dita ( Por exemplo: quando acontece na história um problema que é preciso resolver – tudo o que se passa a seguir é já o desenvolvimento.
  1. Conclusão – apresenta o final da acção ( Por exemplo - quando se encontra a solução para um problema chega ao fim a história – é a conclusão.

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A um texto com estas características damos o nome de narrativa fechada.

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Quando não conhecemos a conclusão, dizemos que se trata de uma narrativa aberta.

2- Localização da acção:

clip_image001 No espaço – Onde?

 

clip_image001[1] No tempo – Quando?

3- Autor:

É a pessoa que imagina a narrativa.

Exemplo: «A rosa vai passando para as minhas mãos as bolas coloridas, longos fios prateados e dourados [...]».

 

4- Narrador:

É um ser imaginário, criado pelo autor a quem cabe contar a história. O narrador pode ser:

  • Participante ou presente (se participa na história como personagem)
  • Não participante ou ausente ( se se limita a contar a história, sem participar nela).

5- Personagens:

Pessoas que vivem os acontecimentos que são contados no texto.

Atenção! Por vezes as personagens podem ser animais ou coisas.

 As personagens podem ser:

 

  • Principais - (herói ou heroína da acção)
  • Secundárias - (têm um papel menor na história)

03/10/2010

Auto da Barca do Inferno II



Projecto educativo que visa facilitar a abordagem do texto vicentino

Auto da Barca do Inferno

18/09/2010

FERNANDO PESSOA – Heterónimos

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Não sei quem sou, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.

Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).

(…)

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

ALBERTO CAEIRO
Mestre do ortónimo e dos heterónimos

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Vê a realidade de forma objectiva e natural.

Aceita a realidade tal como é, de forma tranquila; vê um mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim; existir é um facto maravilhoso.

Recusa o pensamento metafísico (“pensar é estar doente dos olhos”), o misticismo e o sentimentalismo social e individual.

Poeta da Natureza.

Personifica o sonho da reconciliação do Universo, com a harmonia pagã e primitiva da Natureza.

Simples “guardador de rebanhos”.

Inexistência de tempo (unificação do tempo).

Poeta sensacionista (sensações): especial importância do acto de ver.

Inocência e constante novidade das coisas.

Elimina a dor de pensar.

Linguagem e estilo:

Discurso em verso livre, em estilo coloquial e espontâneo.

Pouca subordinação e pronominalização.

Ausência de preocupações estilísticas.

Vocabulário simples e familiar, em frases predominantemente coordenadas, repetições de expressões longas, uso de paralelismo de construção, de simetrias, de comparações simples.

Número reduzido de vocábulos e de classes de palavras: pouca adjectivação.

Predomínio de substantivos concretos, uso de verbos no presente do indicativo ou no gerúndio.

Ricardo Reis

Faz dos gregos o modelo de sabedoria (visível na aceitação do destino).

Opõe a moral pagã à cristã, uma vez que considera a primeira uma moral de orientação e de disciplina, enquanto a segunda se impõe como a moral da renúncia e do desapego.

Segue as filosofias do epicurismo, do estoicismo e do carpe diem.

Considera que a sabedoria consiste em gozar a vida moderadamente e através do exercício da razão.

Recusa as grandes emoções e as paixões por considerá-las confinadoras da liberdade.

É um moralista.

Tem consciência da dor provocada pela natureza transitória/efémera do homem.

Receia a velhice e a morte.

Linguagem e estilo

É clássico ao nível do estilo.

Utiliza a ode e o versilibrismo.

Usa hipérbatos, latinismos, metáforas, comparações,

Prefere o presente, o gerúndio e o imperativo.

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Álvaro de Campos

Fases poéticas

1ª Fase: Decadentista

Traduz-se por sentimentos de tédio, enfado, náusea, cansaço, abatimento e necessidade de novas sensações.

É o reflexo da falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia.

Um dos poemas mais exemplificativos desta fase é o poema Opiário.

2ª Fase: Futurista e sensacionista

Assenta numa poesia repleta de vitalidade, manifestando a predilecção pelo belo feroz que virá a contrariar a concepção aristotélica de belo.

Um dos poemas mais exemplificativos é Ode Triunfal

3ª Fase: Intimista

Incapacidade de realização, trazendo de volta o abatimento. O poeta vive rodeado pelo sono e pelo cansaço, revelando desilusão, revolta, inadaptação, devido à incapacidade das realizações.

Um dos poemas mais exemplificativos é Esta velha angústia.

Características

Predomínio da emoção espontânea e torrencial.

O elogio da civilização industrial, moderna, da velocidade e das máquinas, da energia e da força, do progresso.

Um poeta virado para o exterior, que tenta banir o vício de pensar e acolhe todas as sensações.

A ansiedade e a confusão emocional – angústia existencial.

O tédio, a náusea, o desencontro com os outros.

A presença terrível e labiríntica do “eu” de que o poeta se tenta libertar.

A fragmentação do “eu”, a perda de identidade.

O sentido do absurdo.

A excitação da procura, da busca incessante.

Linguagem e estilo

Verso livre e longo.

Exclamações, interjeições, enumerações caóticas, anáforas, aliterações, onomatopeias.

Desordem de ritmos, violência de metáforas – desespero por não poder meter as sensações nas palavras.

Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos; o poeta que se desmultiplica ou despersonaliza na figura de inúmeros heterónimos e semi-heterónimos, dando forma por esta via à amplitude e à complexidade dos seus pensamentos, conhecimentos e percepções da vida e do mundo; ao dar vida às múltiplas vozes que comporta dentro de si, o poeta pode percepcionar e expressar as diferentes formas do universo, das coisas e do homem. (…)

In Universidade Fernando Pessoa

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Fernando Pessoa é o poeta dos heterónimos e

(…) Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até flor, eu sinto-me vários seres. (…)

e do mundo; ao da…espelhos fantásticos qu

Fernando Pessoa, Páginas de Autognose, 1915

• e torcem

A busca incessante do “eu” foi, igualmente, uma das características de outro grande poeta da geração de Orpheu

Comente o seguinte poema de Mário de Sá-Carneiro, musicado por Adriana Calcanhoto

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
   Pilar da ponte de tédio
   Que vai de mim para o Outro
.

O Outro,

O 1914

O Outro Mário de Sá-Carneiro, 1914

• O Outro, Mário, 1914O Outro, Mário de, 1914

Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana Neste brevíssimo poema, musicado por Adriana o poeta conseguiu condensar a sua angústia: "de ser nem um nem outro, mas algo que fica entre os dois",

    Composto por uma única quadra caracterizada por irregularidade métrica, esta quadra representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") encontramos um eu representa um reflexo do estado psíquico do poeta, a sua insatisfação ("pilar da ponte de tédio") por não conseguir estabelecer o seu “eu” real ("sou qualquer coisa de intermédio ") ultrapassar.

DISCURSO ARGUMENTATIVO

Retrospectiva histórica:

 

Na Grécia ensinavam-se 3 técnicas / artes da linguística:

Ø  Oratória: arte do discurso perante um público (para além de planeado, o discurso deverá ser bem emitido);

Ø  Retórica: técnica / arte de convencer o interlocutor através da Oratória (o discurso é principalmente verbal, mas também pode ser escrito ou visual). A Retórica não visa distinguir o que é verdadeiro ou certo, mas fazer com que o receptor da mensagem chegue sozinho à conclusão de que a ideia implícita no discurso representa o verdadeiro ou o certo;

Ø  Dialéctica: explicação da realidade que se baseia em oposições e em choques entre situações diversas ou opostas. Os elementos do esquema básico do método dialéctico são: a tese (afirmação ou situação inicialmente dada), a antítese (oposição à tese) e a síntese (o resultado do conflito anterior).

 

 

A Retórica antiga defendia os seguintes objectivos programáticos da eloquência (ainda hoje presentes nos textos argumentativos actuais):

  1. docere – componente instrutiva, de natureza intelectual e racional;
  2. delectare – componente estética (deleitar o destinatário com a beleza do discurso);
  3. movere – componente emotiva, capaz de despertar emoções no destinatário que o levavam a aderir às teses defendidas e a agir em conformidade.

 

 

A Retórica antiga distinguia cinco fases na Produção de um texto argumentativo:

1. Invenção (inventio) – investigar e recolher os materiais a utilizar;

2. Disposição (dispositio) – disposição dos materiais na ordem a utilizar no discurso;

3. Elocução (elocutio) – redacção do texto (selecção de palavras, figuras, tipos de frase, etc.);

4. Memória (memoria) – memorização do discurso;

5. Acção / Pronunciação (actio / pronunciatio) – trabalho a nível da voz (boa dicção, domínio da respiração e modulações de voz adequadas às diferentes passagens) e do gesto (postura física expressiva e digna e atenção à expressão facial e das mãos).

 

 

Argumentar – acto de convencer, persuadir ou influenciar o leitor / ouvinte, mediante a apresentação de factos e argumentos, organizados através de um raciocínio coerente e consistente, que provem que o emissor é detentor da razão / verdade.

 

Texto Argumentativo – texto que defende uma tese, com o objectivo de convencer o destinatário da validade ou fundamento da posição defendida, persuadindo-o a adoptá-la como sua.

 

Textos que integram sequências argumentativas:

Ensaios, editoriais, panfletos, protestos, etc.

 

Para atingir o seu objectivo (transformar convicções, interferir nas crenças do destinatário), o texto argumentativo deve:

Ø  Demonstrar – ser claro e lógico na defesa de uma tese;

Ø  Interagir com o mundo do destinatário (a nível dos valores e afectos);

Ø  Seduzir o destinatário (beleza formal do discurso).

 

 

ESTRUTURA do Discurso Argumentativo:

  1. Exposição ou Exórdio: contém a introdução do discurso. Divide-se em duas partes:

Ø  Proposição – enunciado do tema ou assunto;

Ø  Divisão – enumeração das partes que totalizam o discurso.

 

  1. Corpo da Argumentação – desenvolvimento do tema apresentado. Divide-se em:

Ø  Narração – exposição dos factos favoráveis à causa apresentada na Proposição;

Ø  Confirmação e Refutação – partes propriamente argumentativas do discurso, em que se apresenta a prova e se refutam os argumentos contrários.

 

  1. Peroração – fecho dos discurso. Divide-se em:

Ø  Recapitulação – resumo breve dos melhores argumentos;

Ø  Amplificação – apelo às paixões e emoções de forma a comover e a ganhar o auditório.

 

Principais características do Discurso Argumentativo:

Ø  Ser claro;

Ø  Ser curto;

Ø  Ser bem encadeado / utilizar conectores adequados;

Ø  Ser homogéneo;

Ø  Ter um conjunto de bons argumentos;

Ø  Repetir argumentos - chave.

 

 

CONCEITOS E INSTRUMENTOS

 

Tema: assunto debatido, definido por uma noção (ex.: A liberdade); ou por uma questão (ex.: O que é a liberdade).

 

Tese:  opinião defendida acerca do tema e que se opõe a outras teses possíveis (ex.: A liberdade de se fazer o que se quer vs A liberdade deve parar onde começa a dos outros).

 

Argumento: prova usada para defender uma tese (no caso do contra-argumento, tenta-se invalidar a tese).

 

Exemplo: caso concreto que ilustra o argumento.

 

 

(NOTA: Uma tese é demonstrada de forma abstracta pelo argumento e demonstrada de forma concreta pelo exemplo).

 

 

TIPOS DE RACIOCÍNIO

Ø  Raciocínio Dedutivo – cada argumento decorre dos anteriores (vai-se do geral para o particular);

Ø  R. Indutivo – parte de exemplos particulares para chegar a uma lei geral;

Ø  R. Concessivo – concede uma parte da verdade à tese contrária, para defender, de seguida e com mais força, a sua tese;

(NOTA: A concessão apoia-se em conectores: “certamente”, “sem dúvida”, “se é verdade que”, “embora”… e encerra com um conector de oposição: “mas”, “no entanto”, “contudo”).

Ø  R. por Analogia – aproxima-se o tema tratado de uma realidade simples e indiscutível.

 

 

TIPOS DE ARGUMENTO

Ø  Naturais ou de Autoridade: incluem os textos das leis e as opiniões emitidas por pessoas de prestígio e entendidas na matéria;

Ø  Verdades ou Princípios Universais: aceitação generalizada de um facto ou opinião;

Ø  Experiência pessoal;

Ø  Semelhança: apresentação de uma situação semelhante àquela que se está a apresentar.

 

 

MODALIZADORES

1) Estratégias de Modalização – conjunto de processos com os quais o enunciador

matiza, atenua ou afirma a sua posição:

Ø  Aparentar objectividade – uso de termos precisos ou técnicos para imprimir confiança e ser credível;

Ø  Divertir – o discurso deve divertir, recorrendo à ironia, à sátira ou à paródia, para ridicularizar os adversários;

Ø  Comover – espaço para a expressão dos sentimentos, regressando, porém, a um discurso de tipo objectivo e neutro.

2) Ironia – permite fazer compreender uma coisa diferente do que é dito, com o objectivo de ridicularizar a tese contrária.

 

 

O Orador pode usar várias Figuras de Retórica como técnica de persuasão:

Ø  Interrogação retórica;

Ø  Paralelismo;

Ø  Hipérbole;

Ø  Metáfora;

Ø  Comparação.

02/09/2010

Principais Temáticas de Alberto Caeiro

Fernando Pessoa

29/08/2010

Os Géneros Jornalísticos - Notícia; Reportagem; Entrevista




08/07/2010

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

MODOS E TEMPOS VERBAIS – conjugação simples

O MODO INDICATIVO é o modo da realidade, das certezas, em relação ao presente, passado e futuro.

O Presente do Indicativo refere factos actuais:
Ex. Faço; ponho; dou;

O Pretérito Imperfeito pode traduzir uma acção que durava ou que era habitual; (usa mentalmente a expressão
“antigamente eu...” para colocar o verbo nesse tempo)
Ex. Fazia; punha; dava;

O Pretérito Perfeito traduz uma acção pontual passada; (usa mentalmente a expressão “ontem eu...”, e não
esqueças de confirmar se a terminação da 2ª pessoa do singular é –ste – repara no exemplo...)
Ex. Fiz/ fizeste; pus /puseste; dei /deste;

O Pretérito mais-que-perfeito só se usa para traduzir uma acção anterior a outra, também passada e o tempo
simples pertence a um nível de língua cuidado. ( a sua terminação é sempre em – ra;
Ex. fizera; pusera; dera;

O Futuro Simples usa-se para exprimir uma acção posterior ao momento da fala ou da escrita, muitas vezes é
substituído pelo Presente (a sua terminação é sempre em – rão);
Ex. farão; porão; darão;

O MODO CONJUNTIVO exprime, não a realidade, mas a possibilidade, o desejo ou a dúvida e normalmente integra uma
oração subordinada.

Para colocares o verbo no Presente do Conjuntivo, usa mentalmente a expressão “queres que eu hoje...” e
colocarás o verbo nesse tempo)
Ex. faça; ponha; dê;

Pretérito Imperfeito do Conjuntivo escreve-se sempre com ss (e encontra-lo se mentalmente usares a expressão
“ se eu ontem...”)
Ex. fizesse; pusesse; desse...

O Futuro do Conjuntivo coloca a acção como muito provável, ou com valor condicional. (Se mentalmente usares a
expressão “Quando eu...” transporás o verbo para esse tempo)
Ex. fizer; puser; der.

O MODO IMPERATIVO é usado para formular um pedido ou dar uma ordem.
Só possui duas pessoas verbais (tu / vós ) e vai buscar ao Presente do Conjuntivo as pessoas verbais que não
possui ( Faça! Façamos! Façam!)
Ex. Faz!; Põe! ; Dá!

O MODO CONDICIONAL é usado para traduzir a possibilidade de realização de uma acção sob condição, concretizada ou
não. ( Reconhece-lo facilmente pela terminação em – ria)
Ex. faria; poria; diria;

19/04/2010

A ESTRUTURA EXTERNA E INTERNA D`OS LUSÍADAS

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A Estrutura Externa

· O poema encontra-se dividido em partes, que se designam por Cantos10 Cantos.

· Dentro de cada Canto há unidades narrativas menores, chamadas Episódios.

· Cada Canto é constituído por estrofes (conjunto de versos), uma vez que se trata de um poema (narrativa em verso).

· As estrofes são oitavas, ou seja, têm oito versos.

· Cada verso tem dez sílabas métricas, sendo, por isso, denominados hendecassílabos (designação antiga) ou decassílabos (designação moderna).

A Estrutura Interna

Os Lusíadas constroem-se pela sucessão de quatro partes:

· PROPOSIÇÃO – apresentação do assunto (canto I, estrofes 1 a 3).

O poeta anuncia que vai cantar as navegações e conquistas no Oriente, os guerreiros e os navegadores, os reis que permitiram a dilatação da Fé e do Império e todos os que, pelas suas obras valorosas, se imortalizaram.

· INVOCAÇÃO – pedido de ajuda às divindades inspiradoras: às Tágides (ninfas do Tejo). Ao longo do poema Camões faz ainda outras invocações: a Calíope (musa da poesia épica e da eloquência) e às ninfas do Mondego.

· DEDICATÓRIA – Camões dedica a obra a D. Sebastião e aconselha-o a novas empresas guerreiras (canto I, estrofes 6 a 18).

· NARRAÇÃO – parte do poema onde se narram as acções levadas a cabo pelo herói (o povo português). Inicia-se «in media res», isto é, quando a viagem já vai a meio, encontrando-se já os marinheiros portugueses em pleno Oceano Índico (canto I, estrofe 19 e vai até ao final da obra).

Por sua vez, a narração constrói-se através da articulação de diversos planos:

· PLANO DA VIAGEM - viagem de Vasco da Gama e a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Continuamente articulado com este e paralelo a ele, surge um segundo plano, que diz respeito à intervenção dos deuses no Olimpo:

· PLANO DA MITOLOGIA – intervenção dos deuses do Olimpo nos acontecimentos.

Deuses:

  • Júpiter – pai dos deuses;
  • Marte – deus da guerra;
  • Vénus – deusa do Amor;
  • Neptuno – deus dos mares;
  • Baco – deus do vinho e da desordem;
  • Mercúrio - mensageiro dos deuses e deus do comércio;
  • Apolo – deus do sol, da luz, da poesia.

Encaixado no primeiro plano, tem lugar um terceiro:

· PLANO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL – narração de toda a história de Portugal desde Viriato até ao reinado de D. Manuel I.

Por último, temos ainda:

· PLANO DO POETA – considerações e opiniões do autor expressas no início e no fim dos cantos.

01/04/2010

Interjeições

O que distingue as interjeições'?

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   As interjeições são palavras relativamente invariáveis que, por si apenas e ditas em tom exclamativo, exprimem reacções emocionais impulsivas ou desempenham funções apelativas e fáticas no discurso. Por isso, vêm sempre marcadas na escrita com um ponto de exclamação:

 

Ai! Ui!

Pst! Eh! Ôi! Ei!

Obrigadinho! Obrigadinha! Obrigadíssimo!

Bravo! Bravíssimo!

 

  Como o  nome indica, as interjeições (<inter-jeições, ou intercalações) encaixam-se de modo autónomo no discurso, à semelhança do que acontece com o vocativo:

 

Irra! Sai daqui!

Olá, Rita!

Ó professor, posso falar?

Já estou a ser atendido, obrigado!

 

1. valores das interjeições

   As interjeições podem assumir o valor comunicativo de uma frase exclamativa de, por exemplo:

- apelo: Socorro!

- desejo: Oxalá tudo corra bem!

- ordem: Caluda! / Xiu! / Silêncio!

- aviso: Cuidado!/ Cautela!

- exortação: Coragem! / Força!

- alívio: Safa! / Ufa!

-regozijo: Boa!

  A interjeições podem também desempenhar funções:

 

- apelativas: pst!, Ei!, Marche!…

- fáticas: Está!?, Sim!?

 

2. Tipos de interjeições.

  As interjeições designam-se segundo a significação que transportam:

- alegria: ei!, eh!, urra!, viva!…

- dor: ui!, oh!, ai!…

- aflição: socorro!…

- desconfiança: hum!…

- espanto: ah!, oh!, ih!, safa!,puxa!….

- encorajamento: coragem!, vá!, eia!, avante!…

- aplauso: bravo bis!, apoiado!…

- irritação: fogo!, irra!, raios!,apre!…

- chamamento: pst!, eh!, ó!,olhe!…

- saudação: viva!, olá!…

- receio: ai!, Jesus!, credo!…

- rejeição: fora!, ala!, rua!…

- alivio: safa!, uf!, livra!…

- aviso: cuidado!, atenção!…

- desejo: oxalá!…

-delicadeza: obrigado!…

- assentimento: tá!, o.k!, pronto!…

- desacordo: homessa!…

- desprezo: bah! oh!…

17/03/2010

Como analisar um poema


Um Carnaval
Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris

Deixa a tua tristeza roer
As unhas de desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber

Vem ao baile das palavras
Que se beijam desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como as chuvas das vidraças

Vem ao baile oh tens de vir
E perder-te nos espelhos
Há outros muito mais velhos
Que ainda sabem sorrir

Vem ao baile da loucura
Vem desfazer-te do corpo
E quando caíres de borco
A tua alma é mais pura

Vem ao baile vem ao baile
Pelo chão ou pelo ar
Vem ao baile baile baile
E vais ver o que é bailar.

                                          Alexandre O´Neil, Poesias Completas,
                                          Imp.Nac. - Casa da moeda

1.       Mancha gráfica do poema
  Observando o poema, facilmente se constata que este desenha uma mancha uniforme e regular sobre a folha, os versos iniciais estão grafados com maiúsculas e o único sinal de pontuação que apresenta é o ponto final que encerra o texto. O poema não cria efeitos visuais.

2.       Aspectos formais
A medida dos versos
Para determinar a medida dos versos, contam-se as suas sílabas métricas, isto é, aquelas que se pronunciam aquando da sua leitura.
Vem / ao / bai / le / vem / ao / bai /le = 7 sílabas métricas
   1       2      3      4      5        6       7
A contagem pára na última sílaba tónica ( que poderá ser a última palavra, a penúltima ou a antepenúltima)
De acordo com o número de sílabas métricas, os versos classificam-se em: monossílabos, dissílabos, trissílabos….

O que podemos concluir?
Ao nível de estrutura externa, o poema está escrito em versos. A maioria dos versos tem sete sílabas métricas (heptassílabos). Os versos, por sua vez, agrupam-se em seis estrofes, com um número invariável de versos (quatro), descrevendo, assim, uma estrutura regular constituída por seis quadras.
3.     
  Recursos fónicos
A rima: esquema rimático e classificação da rima.
Determinar o esquema rimático consiste em verificar, assinalando com uma letra, os sons que se assemelham no final de cada verso da estrofe do poema.
Vem ao baile vem ao baile    a
Pelo braço ou pelo nariz   b                                   rima cruzada
Vem ao baile vem ao baile      a
E vais ver como te ris  b

Deixa a tua tristeza roer  c
As unhas de desespero         d                                                                  interpolada        
Deixa a verdade e o erro       d             emparelhada
Deixa tudo vem beber    c

De acordo com os sons que se combinam no final de cada verso, classifica-se o tipo de rima de cada estrofe e / ou do poema:
1ª e última estrofes: rima cruzada
2ª, 3ª, 4ª e 5ª estrofes: rima emparelhada e rima interpolada.
O que podemos concluir?
O poema apresenta o seguinte esquema rimático : a b a b; c d c d ; e f f e ; g h h g; i j j i; a l a l, a rima é pois, cruzada, na primeira e última estrofes, e emparelhada e interpolada nas restantes.

O ritmo

Lendo o poema, apercebemo-nos de que cada verso é lido como contendo dois segmentos, o que resulta da combinação de acentos tónicos e átonos. À cadência que resulta dessa leitura chamamos ritmo. O poema tem pois um ritmo binário.
Repara!
Vem ao baile /vem ao baile
Pelo braço  / ou pelo nariz
Vem ao baile /  vem ao baile
E vais ver / como te ris

Outros efeitos sonoros
·         a aliteração
A leitura da globalidade do poema deixa perceber a enfade que recai na aliteração dos sons /v/ e /b/Vem ao baile /vem ao baile

O que podemos concluir?
O ritmo binário sugere o embalar da música e o evoluir dos pares a dançar.
A aliteração, por seu lado, criando musicalidade, reforça a insistência no convite dirigido ao sujeito poético.

4.       Recursos morfossintácticos

·         tipos de frase

No poema predominam as frases do tipo imperativo veiculando um convite dirigido a um tu - Vem ao baile vem ao baile; Deixa a tua tristeza para trás.

·         Classes morfológicas predominantes
Sobressaem os verbos flexionados no modo imperativo, na segunda pessoa singular. Também na segunda pessoa do singular surgem vários pronomes pessoais: como te ris; perder-te nos espelhos, entre outros.
·         Anáfora
Repara no inicio destes dois versos seguidos: Deixa a verdade e o erro / Deixa tudo vem beber

O que podemos concluir?
A mensagem do poema centra-se num tu, ao qual se dirige insistentemente um mesmo convite.

5.       Figuras de estilo
Personificação
Vem ao baile das palavras / Que se beijam desenlaçam
Comparação
Palavras que ficam passam / Como as chuvas das vidraças

O que podemos concluir?
Estas figuras de estilo sugerem a ideia dos encontros fortuitos que ocorrerão no baile.

6.       Tema

O título - Um Carnaval
Embora o tópico apresentado pelo titulo não seja desenvolvido ao longo do poema, este leva-nos a supor que o baile para o qual se convida o tu será um baile de Carnaval
Campo lexical
Os vocábulos Carnaval, baile, bailar loucura, associados a formas verbais no imperativo, concorrem para o tema desenvolvido no poema.

O que podemos concluir?
O tema do poema:
-um convite
-um baile de Carnaval

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