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25/11/2009

SÍNTESE DE FREI LUÍS DE SOUSA- Acto III

A acção ocorre durante a madrugada do dia seguinte ao dos acontecimentos descritos no acto anterior, na parte baixa do palácio de D. João de Portugal, na capela da Senhora da Piedade, espaço repleto de adereços que reenviam para a ideia de uma profunda introspecção religiosa, de sacrifício e de morte, indiciando a tomada de hábito.

Cena I - Manuel de Sousa Coutinho conversa com o seu irmão Jorge, a quem exprime  o atroz sofrimento que o atormenta, sobretudo em relação à filha, não só pelo agravamento do seu estado precário de saúde, mas principalmente pela sua vida futura, dada a sua condição de filha ilegítima. Jorge procura consola-lo à luz da religião cristã, tentando fazê-lo crer que a «confiança em Deus pode muito», uma vez que «Deus sabe melhor o que nos convém a todos».
   Manuel de Sousa Coutinho decide tomar o hábito e dizer «adeus a tudo o que era mundo»,  resolução que o seu irmão aprova, acrescentando que o arcebispo já tratara de tudo: ele ingressaria em Benfica e Madalena, no Sacramento.
   A partir deste diálogo, sabe-se também que apenas Manuel de Sousa Coutinho, Jorge e o arcebispo têm conhecimento da verdadeira identidade do Romeiro que, entretanto, pedira a Jorge para falar com Telmo.

Cena II - Telmo entra em cena e informa os presentes que Maria despertou. Antes de se retirarem para ver Maria, Jorge dá algumas indicações a Telmo.

Cena III_ Telmo segue as instruções de Jorge e aguarda a chegada do irmão converso.

Cena IV - Monólogo de Telmo no qual é bem visível os seu conflito interior entre o amor e fidelidade a D. João de Portugal e o amor a Maria que «..venceu...apagou o outro...».

Cena V- O Romeiro é trazido à presença de Telmo. Este, ao ouvir a voz daquele, reconhece a sua verdadeira identidade.
   Ao longo da conversa entre ambos, D. João de Portugal toma consciência de que não só não tem mais lugar no coração de Madalena ( que, segundo informou Telmo, usou todos os recursos possíveis para o encontrar); como também perdeu irremediavelmente a sua vida passada, acabando por se compadecer da desgraça daquela família. Como tal, para remediar o sofrimento causado pelo seu regresso, pede a Telmo para mentir, dizendo que «o peregrino era um impostor».

Cena VI - Do lado de fora da porta, ouve-se Madalena desesperada a chamar pelo marido, gerando-se aqui uma grande confusão, pois o Romeiro, por momentos, te a ilusão de que ela o procura a ele.

Cena VII- Madalena ainda tenta evitar separara-se do marido, procurando convencê-lo de que estavam a ser precipitados ao acreditarem tão prontamente nas « palavras de um romeiro, um vagabundo...», mas Manuel de Sousa Coutinho mantém-se firme na sua decisão.

Cena VIII- Madalena continua esperançosa de evitar a  separação iminente, dirigindo-se a Jorge, mas tanto este como o marido são inflexíveis.

Cena IX - Madalena,  despedaçada pelo abandono a que se sente voltada, refugia a sua dor na religião cristã e , resignada, dirige-se para o local da cerimonia de tomada de hábito.

Cena X - Início da cerimónia da tomada de hábitos.

Cena XI - Maria surge em cena e, revoltada contra a (in)justiça divina que cruelmente a priva da família, incita os pais a mentir para a salvar.

Cena XII- Saindo detrás do altar-mor, o Romeiro ainda insiste com Telmo para os «salvar»; no entanto, é tarde demais: Maria reconhece a sua voz e morre «de vergonha».

22/11/2009

SÍNTESE DE FREI LUÍS DE SOUSA- Acto II

No segundo acto a acção passa-se durante o dia, no palácio que pertencera a D. João de Portugal, onde predomina o «gosto melancólico e pesado», o que remete, desde logo, para a fatalidade e para a desgraça.

Cena I - Maria entra em cena, puxando Telmo pela mão. Durante a conversa entre ambos são focados os aspectos seguintes:

  • Maria invoca o início do romance de Bernardim Ribeiro, Menina e Moça, o que aponta para o seu próprio afasrtamento da família; 
  • comenta o facto de sua mãe viver de tal modo aterrorizada naquel palácio, que havia oito dias que se encontrava doente;
  • Telmo exalta as qualidades de coragem e patriotismo de Manuel de Sousa Coutinho; 
  • Maria refere o refúgio do pai, numa «quinta tão triste d`além do Alfeite», motivado pelo receio de represálias por parte dos governadores;
  • curiosa, interpela Telmo relativamente ao retrato que tanto assustara a mãe quando, ao entrar no palácio, «põe de repente os olhos nele e dá um grito»;
  • como Telmo tenta desviar a atenção de mrai sobre esse assuntro, conversam sobre D. Sebastião e Camões, cujos retratos também se encontram naquela sala.
Cena II - Manuel de Sousa Coutinho, ao entrar em casa, desvenda à filha a identidade da figura masculina retratada no quadro e que Maria afirma desconhecer, embora suspeite de quem se trata.

Cena III- Manuel de Sousa Coutinho e Maria falam sobre o ambiente religiosos que os rodeia e sobre D. João de Portugal. 

Cena IV- Jorge chega cm a noticia do perdão dos governadores por influência do arcebispo e convida Manuel de Sousa Coutinho a ir com ele, e mais quatro religiosos, a Lisboa acompanhar o arcebispo, como forma de retribuir o favor concedido. Manuel concorda, até porque tem de ir à capital, ao Convento do Sacramento, falar com a abadessa. Maria entusiasmada, manifesta vontade de acompanhar o pai. 

Cena V - Madalena, na presença do marido, procura mostrar-se forte e recuperada , mas ao tomar conhecimento da sua ida a Lisboa, nessa sexta feira, fica aterrorizada. Acaba, no entanto, por aceder e por autorizar a afilha a ir também. 

Cena VI - Madalena faz pressão para Telmo acompanhar Maria nessa viagem . 

Cena VII - Madalena , extremamente preocupada, despede-se de Maria e de Manuel de Sousa Coutinho.

Cena VIII- Manuel de Sousa Coutinho fica admirado com a reacção exagerada de Madalena, considerando os seus medos infundados e invoca o caso de Joana de Vimioso que, segundo afirma, não fizera aqueles « prantos, quando disse o último adeus ao marido ...».
Madalena, inicialmente irónica, horroriza-se com essa lembrança.

Cena IX- Monólogo de Jorge que se mostra apreensivo face ao que o rodeia, pois « a tods parece que o coração lhes adivinha desgraça...».

Cena X- Madalena revela a Jorge o motivo dos seus «temores»: aquele dia era fatal para ela, uma vez que fazia anos que casara com com D. João de Portugal, que se perdera D. Sebastião e que vira Manuel de Sousa Coutinho pela primeira vez, por quem logo se apaixonara, embora já fosse casada com D. João. 

Cena XI- Miranda comunica a Madalena a chegada de um romeiro que deseja vê-la e falar-lhe. Ela cede a receber o romeiro. 

Cena XII- Jorge aconselha Madalena a acautelar-se na presença do peregrino. 

Cena XIII- Madalena e Jorge recebem o Romeiro. 

Cena XIV- Em conversa com o Romeiro ficam a saber que este esteve cativo durante vinte anos, em Jerusalém; que é um homem só; que há três dias que viaja com o intuito de ali chegar; naquele preciso dia, para dar um recado a D. Madalena; que foi libertado há um ano...
Jorge impaciente, pressiona o Romeiro a falar sobre o motivo que o trouxe à presença de D. Madalena. Este, então, numa atitude fria e insensível, dá a conhecer que D. João de Portugal ainda se encontra vivo. 
Madalena  retira-se dali, «espavorida e a gritar».

Cena XV- Jorge reconhece D. João de Portugal na figura do Romeiro. 

16/11/2009

SÍNTESE DE FREI LUÍS DE SOUSA- Acto I


Em frei Luís de Sousa há uma progressão dramática de eventos, que propaga um sofrimento cada vez mais intenso, até atingir o clímax; e cujo desfecho é a materialização concreta dos receios mais íntimos de Madalena: o regresso de D. João de Portugal, cujas consequências são a anulação do seu segundo casamento e a ilegitimidade,idade de sua filha Maria, o que inevitavelmente conduz ao extermínio da família.

Acto I

A acção tem lugar no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, onde predomina « o luxo e caprichosa elegância portuguesa dos princípios do século dezassete»; ao fim da tarde.

Cena I _ Reflexão de Madalena a propósito de uns versos do episódio de Inês de Castro d `Os Lusíadas, que lhe despertam os seus próprios medos e «terrores» devido à semelhança que vislumbra entre o amor «ledo e cego» de D. Inês  por D. Pedro e o seu próprio amor por Manuel Sousa Coutinho:

Cena II- Diálogo entre Madalena e Telmo, a partir do qual são daos a conhecer os antecedentes da acção:
- Telmo foi o «aio fiel» de D. João de Portugal.
- D. João de Portugal, então casado com Madalena, desapareceu na Batalha de Alcácer Quibir;
- Madalena, viúva e órfã, com apenas dezasete anos, encontrou em Telmo o «carinho e protecção»que necessitava, dai a cumplicidade existente entre ambos;
- durante sete anos, Madalena empreendeu todos os esforços e diligencias ao seu alcance, para encontrar D. João de Portugal;
- depois desta vã busca incessante, e apesar da desaprovação de Telmo fundada na crença de que o amo ainda estria vivo, Madalena casou-se com Manuel de Sousa Coutinho por quem fatalmente se apaixonara, na primeira vez que o vira.
-há 14 anos que Madalena se encontra casada com o segundo marido de quem teve uma filha, Maria de Noronha, no momento, com 13 anos;

Ainda nesta cena, Madalena pede ao seu «bom Telmo» que não alimente as fantasias de sua filha no que concerne à sua crença no mito de D. Sebastião, não só porque o estado de saúde de Maria é preocupante e frágil; mas também, e sobretudo, pelas implicações nefastas  e desastrosas de tal quimera - a ser verdade - teria na sua vida.

Cena III - Maria entra em cena e evoca a crença sebastianista, a sua e a do povo, segundo a qual D. Sebastião voltaria numa manhã de nevoeiro cerrado, para salvar o reino do domínio filipino espanhol, restituindo a independência e orgulho da nação. Madalena exprime a sua inquietação e desagrado perante este assunto, pois a probabilidade de regresso de D. Sebastião estava intrinsecamente ligada ao aparecimento do seu primeiro marido.

Cena IV- Diálogo entre Maria e Madalena do qual se apreende:

  • o amor existente entre mãe e filha;
  • a forte intuição de Maria que a leva a aperceber-se que a inquietação dos pais em relação a si própria não advém apenas do seu estado de saúde;
  • o caracter profético do sonho de Maria que a «faz ver cousas»;
  • a curiosidade de Maria relativamente ao retrato do pai vestido de cavaleiro de Malta. 
Cena V- Jorge chega com notícias de Lisboa, anunciado que os governadores espanhóis, devido à peste na capital, decidiram alojar-se em Almada, mais propriamente no palácio de Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho. Entretanto Maria ouve o pai chegar, apesar de este se encontrar a alguma distância do palácio; a audição apurada é já um sintoma da sua doença, a tuberculose.

Cena VI- Miranda, criado da casa, comunica a chegada de Manuel de Sousa Coutinho.

Cena VII- É noite fechada. Manuel de Sousa Coutinho entra em cena alvoraçado, dando ordens aos criados que o acompanham e transmitindo à família a sua intenção de se mudarem para o palácio que fora de D. João, decisão esta que deixa Madalena transtornada.

Cena VIII- Manuel procura convencer a esposa de que a única saída que têm, no momento, é irem viver para o palácio de D. João. Madalena aterrorizada com esta ideia, tenta dissuadir o marido, pois acredita que tal situação poderá separar irremediavelmente a família. No entanto, Manuel não se deixa impressionar com estas «vãs quimeras de crianças» e mantém a sua decisão.

Cena IX-Telmo dá conhecimento a Manuel de Sousa Coutinho da chegada antecipada dos governadores.

Cena X - Manuel de Sousa Coutinho pede a Jorge, seu irmão, para partir juntamente com  família e levar todos os haveres que puderem transportar, que ele irá depois ter com eles .

Cena XI - Monólogo de Manuel de Sousa Coutinho em que este evoca a morte de seu pai que caíra « sobre  a sua própria espada» e considera «tirana» a afronta dos governadores, pelo que decide atear fogo ao próprio palácio, para assim impedir que os intrusos ali se instalarem .

Cena XII - Consumação do incêndio. Madalena, Maria, Jorge, Telmo e demais criados acodem. O retrato de Manuel de Sousa Coutinho é consumido pelas chamas perante a aflição impotente de Madalena que em vão o procura salvar.

FREI LUÍS DE SOUSA DE ALMEIDA GARRET - ESTRUTURA


    Frei Luís de Sousa obedece, logicamente, à estrutura característica do texto dramático. Como tal, divide-se em actos e cenas e é constituído pela exposição, conflito e desenlace. 


Estrutura externa 

Frei Luis de Sousa é composto por três actos: o primeiro e o terceiro com doze e o segundo com quinze cenas. Constata-se, portanto, que a peça possui uma organização tripartida regular e harmoniosa.

Estrutura Interna



  • Exposição - Acto I, Cenas I a IV
- Apresentação (através das falas das personagens) dos antecedentes da acção que explicam as circunstâncias actuais), das personagens e das relações existentes entre elas.

  • Conflito - Acto I, Cenas V a XII; Acto II; Acto III, Cenas I a IX
- Desenrolar gradual dos acontecimentos, com momentos de tensão e expectativa- desde o conhecimento de que os governadores espanhóis escolheram para o palácio de de Manuel de Sousa Coutinho para se instalarem até ao reconhecimento do Romeiro (clímax)- que despoletaram uma série de peripécias. 

  • Desenlace- Acto III, Cenas X a XII
- Desfecho motivado pelos acontecimentos anteriores- consumação da tragédia familiar com a morte de Maria e a separação forçada de seus pais, que morrem um para o outro bem como para o mundo . 

20/10/2009

ESTRUTURA DO SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES


ESTRUTURA DO SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES



O Sermão de Santo António aos peixes é uma alegoria, na medida em que os peixes são a personificação dos homens. Padre António Vieira toma como ponto de partida uma frase bíblica irrefutavelmente aplicável às condições políticas e sociais da sua época.

A estrutura do sermão segue os preceitos da retórica clássica sendo constituída pelo exórdio, pela exposição e confirmação, e pela peroração, que, no texto argumentativo, corresponde, respectivamente, à introdução, ao desenvolvimento e à conclusão.

A pessoa gramatical privilegiada é, obviamente, a segunda, visto que o seu objectivo é persuadir e contar com a adesão dos ouvintes.



Estrutura externa



  1. Exórdio - capitulo I - apresentação do tema que vai ser tratado no sermão, a partir do conceito predicável e das ideias a defender e que, geralmente, termina com uma breve oração, invocando a Virgem. Esta parte reveste-se de grande importância dado que é o primeiro passo para captar a tenção e benevolência dos ouvintes.







  2. Exposição e confirmação -
    capítulos II a V - Retoma a explicitação do assunto, com uma breve explicação da organização do discurso; desenvolvimento e enumeração dos argumentos, contra-argumentos, seguidos de exemplos e/ou citações. A exposição situa-se desde o início do capítulo II até «… Santo António abria a sua [boca] contra os que não se queriam lavar.», no capítulo III; e a confirmação começa a partir de » Ah moradores do Maranhão, enquanto eu vos pudera agora dizer neste caso!» e termina no final do capítulo V.









  3. Peroração (ou epílogo) - capítulo VI - conclusão do raciocínio com destaque para os argumentos mais importantes. Saliente-se que esta é a parte que a memória dos ouvintes melhor retém, pelo que deverá conter os aspectos principais desenvolvidos no sermão, de modo a deixar clara a mensagem veiculada e a levar os ouvintes a pôr em prática os seus ensinamentos.



    Estrutura interna



    Exórdio





  • apresentação do tema, a partir do conceito predicável: «Vos estis sal terrae.» ( Vós sois o sal da terra»);
  • louvor elogioso a Santo António: « Santo António foi sal da Terra e sal do mar»;
  • invocação à Virgem Maria: »Maria, quer dizer, domina maris: Senhora do mar: […]espero que não me falte a costumada graça. Avé Maria»
Exposição e confirmação



  • retoma do assunto e explicação da organização do sermão;
  • referência às obrigações do sal;


  • louvores ao peixes:
    - em geral:

    ouvem e não falam;

    foram os primeiros seres que Deus criou;

    são em maior número;

    são melhores que os homens;

    revelaram obediência, respeito e devoção;

    não se deixaram domesticar.

    -em particular:

    aos roncadores;

    aos pegadores;

    aos voadores;

    aos polvos.



    Peroração




    • elevação dos peixes - estão acima dos outros animais e até do próprio pregador (vieira);


louvores a Deus - hino benedicite.

01/10/2009

Sermão de Santo António aos Peixes - Resumo

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O Sermão de Santo António aos Peixes, da autoria do Padre António Vieira, é, como sabes, uma obra literária do Barroco português.






Porquê o nome deste sermão dado por Padre António Vieira?

-Homenagem ao Sto. António (pregado no dia de Santo António)
-Segue o exemplo do sermão de Santo António (aos peixes)
-Tal como Sto. António tenta converter os hereges (expulsem os demónios dentro de si), também Padre António Vieira tenta fazer isso com os colonos portugueses no Brasil.

Objectivos:
-Pretende agitar as consciências (abrir os olhos), conduzir à reflexão.
-Pretende evitar o mal e preservar o bem (sal que tenta salgar)

Estrutura do Sermão de Santo António aos peixes

1. Exórdio - capítulo.I

Exórdio: Funcionalidade das perguntas retóricas, recursos expressivos, processo do distinguo e relevância das narrativas

A partir do conceito predicável "vós sois o sal da terra": "Santo António foi sal da terra e foi sal do mar."

A razão pela qual ele nos fala da corrupção no capitulo I (Exórdio) (e nós concordamos), é porque existem várias razões para tal.




Causas Responsáveis pela corrupção
Pregadores <> (conservar o bem)
Ouvintes <>
“Sal”à”Sal que não salga”
Falsa doutrina “ Não pregam a verdadeira doutrina”
“Terra”à “Terra não deixa salgar”
Recusa da verdadeira doutrina “ou não querem receber”
Palavras   = comportamento à”Dizem uma coisa e fazem outra”
Imitação de comportamentos incorrectos “imitar o que eles fazem”
Vaidade dos pregadores (“Se pregam a si”)
Egocentrismo, satisfação das vontades (“Servem a seus apetites”)

18/09/2009

Leitura do texto argumentativo

Qual é a finalidade da argumentação?

O texto argumentativo é o que visa convencer, persuadir ou influenciar o leitor / ouvinte a partir de um raciocínio partilhado e por apelo aos seus valores afectivos e ideológicos.

O argumento é um raciocínio tendente a provar ou a refutar a justeza de uma opinião. Convém, por isso, que os argumentos sejam sólidos e concatenados de maneira convincente. Argumentar, é no fundo, declarar com provas. Assim, está a argumentar-se quando se afirma " Fulano é um óptimo aluno. (declaração). A nota dela mais baixa foi 18 a Geografia (prova)".

A argumentação deve ser sempre uma actividade intelectual construtiva, realizada com uma vontade cooperante e útil à comunidade.



1. Reconhecimento dos argumentos

Qualquer argumento é contestável, mesmo aqueles que parecem de evidencia lógica.

Ao dizer-se que Os amigos dos meus amigos meus amigos são. está a abusar-se do conceito de igualdade matemática, transferindo-o para relações humanas.

Os argumentos devem ser consistentes pelo raciocínio e pela evidência das provas (factos, exemplos, ilustrações, dados estatísticos, testemunhos fidedignos). A força dos argumentos pode, ainda, ser iluminada por cenários (narrativas fictícias) pertinentes para a demonstração.



2. Lógica dos argumentos

A argumentação consiste no conjunto de argumentos encadeados para a demonstração. Pode ser de dois tipos:

- dedutiva
, se os argumentos decorrem uns dos outros:

O trabalho gera riqueza. A riqueza possibilita o bem-estar. O bem estar é fundamental para o progresso da ciência e da cultura.

- acumulativa, se os argumentos se acrescentam uns aos outros:

O avião é um bom meio de transporte. Primeiro é rápido; depois, é bastante seguro; além disso torna-se cómodo….

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